30 de mar. de 2010

no peito do poder!

13 de mar. de 2010

Adeus, Glauco

12 de mar. de 2010

O pré-sal é do Brasil

VERBO 2010
O pré-sal é do Brasil. E não era esperado por ninguém até dois ou três anos atrás. E deveria servir para trazer mais união aos brasileiros. Mas virou motivo de disputas ferozes. Disputas territoriais, apenas, não de projetos políticos. Vejo as notícias que dizem que o Rio de Janeiro perdeu entre 50 e 70 bilhões de dólares e que o Estado vai à bancarrota por conta disso. Como ele pode ter perdido se ele nunca teve o dinheiro de algo que nem foi negociado ainda? Por que a bacia de Campos não rendeu o suficiente para todo o Estado sair da miséria, financiar habitações, garantir alimento ao povo fluminense, mas colocou dois governadores no poder, Rosinha e Garotinho? Dois, não, três, pois esses ex-governadores apoiaram a eleição do atual governador. Mas cadê que isso se transformou em distribuição de renda? E nem em educação, cujos salários são ridículos. Menos, ainda, em transporte, uma vez que o metrô e as barcas foram privatizadas. Aliás, Cabral, que agora chora, sorriu na privatização do Banerj e quer sorrir também na privatização do Maracanã e do Galeão, talvez acreditando em um modelo onde a concentração de renda nas mãos de menos pessoas seja mais vantajosa para a população. Talvez acredite, de fato, que a corrupção na política seja crônica e impossível de controlar. Tem experiência para saber disso.
O que me parece injusto não é que todos estados partilhem da riqueza, mas que não tenham feito, até agora, um planejamento sobre onde aplicar esse dinheiro, como ele será distribuído. Gastança para a Copa e as Olimpíadas? Sejamos sinceros, isso não modifica nada as estruturas de poder, isso não cria, em si, partilhas, ao contrário, normalmente gera a gentrificação e o abuso de poder. A Petrobrás, por acaso é de um estado, somente? E assim deve ser com a mineração e tudo o mais que vier do extrativismo nesse país. Tenho o maior amor pelo Rio de Janeriro, mas acho que se o debate cai para o bairrismo, então, perdemos todos. E o que era para agregar acaba expondo nossa própria capacidade de compartilhar.

5 de mar. de 2010

quando a emenda sair pior que o...

04/03/2010 - 14h50

Estátua "Vênus de Milo" de neve é coberta por ordem da polícia nos EUA

fonte uol.com.br

3 de mar. de 2010

plim plim

Pedro Bial, na sentença do paredão de ontem (2/10/2010) no BBB10, depois de ler um texto mal escrito, tentando se passar por profundo, sentenciou a frase do poeta Maiacóviski - um suicida da rússia, na breve e "elucidativa" apresentação do poeta - que "é melhor morrer de vodca do que de tédio". A partir daí mostrou os "bróders" entediados e, na sequência, tchan tchan tchan, entra em cena a vodca ice, patrocinadoradora do BBB. Com frases do tipo "solte-se com vodca ice", "libere seus instintos animais com ice vodca", "seja mais você e ice vodca" os participantes do BBB iam se embriagando, se divertindo e tornando-se algo "interesante" para serem vistos na tv, ou pelo menos mais interessante do que ficarem parados, bocejando. Vodca ice e Maiacóviski... tudo a ver.
Hoje, no intervalo da novela, um repórter de rua, da globo, entrevistava as pessoas perguntando a elas o que achavam da bebedeira com vodca. Para cada resposta, imagens da bebedeira de ontem: quanto mais putaria mais notícia. Plim plim. E como depois das notícias vem o merchandising, o primeiro produto a ser mostrado foi um inocente guaraná zero, um macarrão e um plano bancário "para você e sua família". Corta para as propagandas "normais" do horário que vendem tudo "para você sua família".
Desligo a tv cantando  cazuza - "te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro..." - e volto para minha dissertação, pensando que 'liberdade de expressão' do jeito que querem os grandes monopólios da mídia - globo, estadão, folha de são paulo, abril - realmente é incompatível com o plano nacional dos direitos humanos, com a justiça e a distribuição de renda.

2 de mar. de 2010

liberdade de expressão

 Recebi um email indignado, dizendo que o governo Lula - Lula grafado com dois ll, para compará-lo ao Collor - dizendo que o governo vem perseguindo, sistematicamente, os jornalistas Boris Casoy, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e Jô Soares, através de pressões na imprensa para tolherem a opinião 'livre' desses senhores. Pois bem, como o assunto toca na questão da liberdade de expressão, rapidamente devolvi o email recebido, com a seguinte resposta:


Bem, para mim esse seu email tem um erro de princípio, pois sempre vi essas pessoas como agressores e agora são colocados como vítimas do atual governo. Uma coisa é a liberdade de expressão, outra, a defesa de uma ideologia que tem no negócio privado e nas grandes empresas e conglomerados o seu modelo de 'democracia'. A defesa incondicional do lucro leva à exploração e consequente exclusão. Ao formar uma gigantesca massa de miseráveis, não há como manter intactas as estruturas de poder. Como a realidade já não é mais a mesma de 10 anos atrás, onde o neoliberalismo imperava, seus lacaios agora se sentem ameaçados, justificando dessa forma o ataque sujo contra qualquer outra visão de mundo que não a deles e da manutenção de suas benesses.
Basta ver a campanha difamatória contra todos os governos e movimentos populares na América Latina e no resto do mundo, acusados de 'terroristas', mas sem nunca dar direito de respostas àqueles os quais esses mesmos jabores, casoys e mainardis detratam e mais, destratam, com falta de respeito absoluto e parcialidades que chega ao escancaramento. O flagra recente em Casoy que, do alto de sua soberba, humilhou os garis, não é uma exceção, é uma regra. É assim que essa gente pensa. Mas, para aqueles que veem nele um portador da 'verdade' que está sendo 'oprimido' pelo governo Lula (aliás, sua demissão do
Band não passa pelo governo Federal), o consolo é que o governador de São Paulo, o neoliberal José Serra, candidato às próximas eleições presidenciais, está contratando o âncora para a TV Cultura de São Paulo. Não é por falta de emprego que ele vai deixar de expôr suas opiniões reacionárias para um público entorpecido. Isso sim é que é saber usar o Estado! Ou seja, transformá-lo em um veicúlo de uso a serviço da privatização. Pô, sejamos francos, o Jô é chato pra caramba, não perca seu precioso tempo com ele. Tá na hora desses caras largarem o ossinho e, de fato, que possa haver, pelo menos, renovação de quadros no espaço que eles ocupam.
É bom não acreditar em tudo o que a grande mídia e seus lacaios veiculam. Pelo menos não até que se coloquem uma outra visão que não a dos que acusam. É como uma piada sobre as coisas que aconteciam na época da ditadura, que o torturado foi morto porque seu queixo machucou a mão do torturador quando este lhe socou. A única diferença é que esses caras se travestem de democratas.


Ao mesm tempo que escrevo esse texto, recebo noticias da fundação da ALTERCOM, com o seguinte propósio:

Empresários, empreendedores individuais, estudantes, professores e ativistas da área da comunicação criaram sábado (27), em São Paulo, a Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Conforme ficou definido no encontro realizado durante todo o dia de sábado, a entidade terá como objetivo central defender os interesses políticos e econômicos das empresas e empreendedores de comunicação comprometidos com os princípios da democratização do acesso à comunicação, da pluralidade e da liberdade de expressão. Não a liberdade apenas para uns poucos grandes grupos midiáticos, como ocorre hoje, mas sim para a maioria da população que não tem respeitado hoje o direito à uma informação de qualidade.


Ao mesmo tempo em que:

Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma : Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.

01/03/2010

Vai lá:

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16411

1 de mar. de 2010

Fotos de Autumn Sonnichsen

http://www.autumnsonnichsen.com/Urban_Legends_by_Autumn_Sonnichsen_15.html

27 de fev. de 2010

GREVE DE FOME

POR QUE SERÁ QUE A MÍDIA TRATA O CASO DO PRISIONEIRO DE CUBA QUE MORREU DE GREVE DE FOME DE MANEIRA TÃO HUMANISTA E NO CASO DO CESARE BATTISTI ISSO VIROU ATÉ PIADA, À ÉPOCA?

FHC E O THC


Márcia Vieira - O Estado de S. Paulo 
RIO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta sexta-feira, 26, a descriminalização de todas as drogas, e não só da maconha como pregou o relatório da Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia, da qual ele fez parte. "Acho que deveríamos incluir todas as drogas. Todas fazem mal. Mas a política de guerra às drogas não está funcionando", disse, durante o encontro da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia, no Viva Rio.


SE O FHC TÁ NA ONDA DA DISCRIMALIZAÇÃO DE DROGAS, ENTÃO EU ACHO QUE TEM ALGUMA COISA ERRADA QUE EU NÃO TOU ENTENDENDO DIREITO E COMEÇO A DESCONFIAR DE MINHA POSIÇÃO QUE ERA PELA LEGALIZAÇÃO, TAMBÉM. SERÁ QUE O TUCANATO FECHOU ALGUM ACORDO COM A FÍLIPS MÓRRIS OU OUTRA EMPRESA TABAGISTA INTERNACIONAL? SÓ PODE!

26 de fev. de 2010

BBB - muita grana

 
A matemática é tosca, mas dá idéia do volume do negócio. Um paredão desses rendeu na faixa de 75 milhões de votos. Vamos supor que, entre quem votou muito na mesma casa e quem não votou, o número de consumidores que assiste ao reality show chegue a esse número, 75 milhões.
Vamos supor que isso dê umas 30 milhões de casas. Vamos supor que a renda de cada casa seja de 1000 reais ao mês (sem falar na classe média, que é a maioria hoje, no país, ou dos ricos). Vamos supor que 700 reais seja para consumo de bens e serviços, produtos variados e alimentação. Assim, o dinheiro em circulação no mercado, para o consumo, é de 21 bilhões/mês.
Vamos fazer outra conta: chutando que um caldo quinór deve custar em torno de 3 reais e 10 milhões de casas consumam pelo menos 1 caixinha dessas ao mês (fora os restaurantes, quem usa todo dia), isso soma, então, 30 milhões de reais só de tempero, movimentando a economia através do marketing e da propaganda massiva. Garantindo, assim, o empregão do biau, e a manutenção da plim-plim na conservação da ideologia do consumo e do lucro, tornando-a não só poderosa, mas, também, monstruosa, pela dimensão de seu poder. Assim, o BBB deve ser um dos programas mais baratos da TV, com um lucro, no mínimo, bilionário.

25 de fev. de 2010

vendo arte na vida

23 de fev. de 2010

Machismo se traveste de diversão e pula o carnaval

Dourado bombando no BBB. Uma mãe reclama que pode ir com a filha no bloco de carnaval, mas não com o filho, um moço. O filho do meu amigo, adolescente, é amigo da namorada do pai, mas sua mãe não pode ter namorado, porque, segundo ele, não vai deixar. Para muitos homens, mulher é para comer, menos a mãe, a filha e a própria mulher. Se mexer com elas, dá briga. Um cara quis me matar porque me acusava de ter 'roubado' a namorada dele. Uma vez, na rua, com uma faca à mão, me ameaçou. Outra vez, disse que ela era uma Deusa. Uma Deusa, ele disse. Ou seja, algo a ser idolatrado, passivo de ser colocado em um altar. Não gente de carne e osso com tesão e dúvidas e desejo e sujeita a tomar decisões por si. Na verdade ele se achava ddono dela, mesmo que ela já tivesse se separado dele fazia um ano. Na TV é propaganda de mulher gostosa bebendo cerveja gelada e insinuações de pegação. No carnaval de rua, no meio dos blocos, aqui no Rio de Janeiro, os caras chegam, sem mais nem menos, querendo beijar as garotas. E elas se deixam, na 'Boa' (sacou o trocadilho?). A diversão e a alegria é contabilizada pelos porres e pelos beijos: quanto mais latinhas de cerveja jogada nas ruas e mais parceiros, mais diversão e alegria. Há uma euforia no ar que naturalizou a pegação e ninguém se sente mais invadido ou invadindo, por causa disso.

Fui com minha namorada pular em um bloco desses e, no meio da multidão, um cara tenta dar um beijo nela, sem mais nem menos, mesmo com ela de mãos dadas comigo. Isso, depois que vários caras tentaram apalpar ela, quando a gente se soltava. Ela desviou o rosto e quando ele passou por mim, tentei parecer bem humorado e levei meus lábios para beijar os dele, que se afastou. E, subitamente, me peguei 'naturalizando', também, a invasão do sujeito, porque não era uma resposta de bom humor que eu tinha que ter dado, mas uma bronca no cara que o desmoralizasse, afinal que tipo de intimidade ele achava que podia usufruir de estranhos? E outra, se ele estava arriscando um beijo, podia levar um tapa, também, não?

Eu não quero passar por moralista, mas eu sempre tive uma regra de conduta que, no mínimo, dependia de um cortejo, de um jogo de sedução, um flerte, de um aceite da garota para eu chegar mais perto e trocar um beijo, mesmo que eu estivesse bêbado e fosse carnaval. Creio que essa regra da contabilidade e essa naturalização da pegação não é legal nem para o homem nem para a mulher. No fundo, porque é uma instauração do machismo pelo acúmulo, pela ordem numérica e pelo fato de que, se todas as mulheres são putas, com que mulher será possivel ter uma relação de confiança? Na 'Boa', se a mãe não quer ir com o filho brincar no bloco de carnaval, porque é que eu iria ficar à vontade, com minha mulher, lá? Para o filho dela tentar agarrar minha namorada? Isso não é diversão e alegria, isso é um porre!

Mega sena e compadrio à brasileira


As pessoas reclamam da falta de honestidade dos políticos, mas esse caso de Novo Hamburgo é a cara do compadrio que coloca a cerca para dentro da propriedade do vizinho; desvia uma vaca do pasto alheio e dá um perdido na hora que o capataz sai procurando pelo animal. Isso é uma praga que prolifera como se fosse natural. É o abuso da confiança e a facilidade da proximidade, quando vê a oportunidade de se passar por amigão, bom parente, dizendo que vai cuidar de algo do outro, mas sempre de olho na vantagem que podem levar, desviando um pouquinho aqui, outro ali, em benefício próprio. E depois faze cara de tonto quando é descoberto. E diz que não é com ele. Que foi um erro de cálculo, ou culpa do empregado. E vão pra missa, pedir a Deus que os ajude a melhorar de vida, para ajudar aos outros, também. Em Novo Hamburgo não foi diferente, pelo menos é o que parece, até agora. Quantos bolões, o cara pode ter deixado de apostar, desviando a grana para o próprio bolso? Sem entregar nenhum recibo aos apostadores, ficava fácil faturar aqui e ali... até que algum bilhete fosse premiado.
E agora? Bem, a coisa tem que ir para a justiça, claro. Mas a Caixa deverá ou regularizar os bolões, ou proíbi-los, já que a pessoa que compra uma fração dessas, pode estar à mercê de mil variantes, entre elas, a impressão errada, o empregado desatento, ou, mesmo, má fé.

20 de fev. de 2010

Sieber, exato!


O lugar certo para ficar um quadro do Romero Brito, ou seja nas páginas das histórias em quadrinhos do Alan Sieber. Aqui, o Estagiário dá uma cagada sorrateira na privada do chefão autoritário, dono de uma Agência de Publicidade.

26 de jan. de 2010

REVISTA GLOBAL


 
Amigos,

A Revista Global agora está online. E é 2.0. Vcs podem ler e folhear a edição on line. E tambem rever as edições anteriores.

Então espalhe a notícia pelas suas redes, e siga a revista tambem pelo twiter...


Em breve, a revista vai ter sua artegaleria.
Abraços,
Barbara Szaniecki

23 de jan. de 2010

Rancière


"O regime estético da arte é atravessado pelo projeto de uma arte que realiza suas potencialidades essenciais ultrapassando a si mesma, criando, como diz Malevitch, não quadros, mas sim formas de vida. A revolução estética não somente se ligou à revolução social, como também lhe forneceu modelos. O que se passou na Rússia soviética não foi o confronto entre a política e a arte, foi o confronto entre uma política da arte revolucionária, criadora de formas de vida, e a visão estática da arte como ilustração da revolução social."

Jacques Rancière A política da estética

16 de jan. de 2010

O Haiti daqui

Seria cômico, não fosse trágico

Com uma bela "barriga", o jornal da zona sul carioca, O Globo, subscreve pedido de desculpas do cônsul geral do Haiti, em São Paulo, em que este diz ter tido um avô negro, que foi presidente da república do Haiti, no século XIV. É demais, não? Para quem disse que o desastre foi bom para dar visibilidade ao país e que a culpa é dos negros que se espalharam pelo mundo fazendo macumba e que isso não pode trazer coisa boa, parece fazer até sentido. Segundo a mesma reportagem, a sala do tal cônsul é recheada de fotos do mesmo abraçado com, ninguém menos que João Figueiredo e o ex-presidente Collor de Mello. Que tragédia!

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/01/15/ha-35-anos-no-brasil-consul-do-haiti-diz-que-foi-mal-interpretado-por-causa-de-seu-portugues-ruim-915539082.asp

10 de jan. de 2010


8 de jan. de 2010

HOMENAGEM AO MENDIGO DE RUA 2

Hoje a qualidade de vida do discurso não é universalista, no sentido de propor a igualdade para todas as pessoas. É universalista, no sentido de postular uma essência humana que engloba todas as pessoas em um todo e, desta forma, neutraliza as diferenças e apaga as desigualdades concretas.

Rosalind Deutsche - public espace