30 de mai de 2006

miseráveis milionários

O jornal de londrina do dia 28 de maio, deu uma matéria mostrando a impossibilidade de um agronegociante que não tem como pagar suas dívidas e continuar a trabalhar. São 600 alqueires de prejuízo.
Os miseráveis mais milionários do planeta estão assustados. Afinal compraram os insumos agrícolas na alta do dólar. E agora, quando o dólar caiu, não podem pagar pelo que plantaram com o que colheram.
A culpa, é claro, é do governo.

CRISE NO CAMPO (fabricada)











monocultura de soja




Com frases do tipo "vamos deixar faltar comida nas cidades" e "a cidade precisa do campo, mas o campo não precisa da cidade", agronegociantes tentam iludir a opinião pública, uma vez que praticam a monocultura de grãos e o destino do que produzem está voltado diretamente para a exportação.

29 de mai de 2006

Conselho de lobo às ovelhas

Cláudio Lembo, branco, macho, governador de são paulo, do partido PFL, da direita nacional, disse que "nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa".

Luis Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, semi-alfabetizado, tem feito referências insistentes sobre a importância da educação para o país.

Benjamin Steinbruch, presidente da privatizada Companhia Siderurgica Nacional escreveu (leia abaixo) que não se deveria privatizar os setores estratégicos dos países.

Ou seja:
Quando o próprio lobo mostra para as ovelhas como se safar deles, é porque ou a hipocrisia atingiu seu apogeu, ou porq sabem q não temos como ameaçar seu poder sobre nossas cabeças.

deus me foda

esses dias três tentaram levar minha carteira e eu fugi, perto tinha um posto de polícia militar, batalhão rodoviário e eu corri lá pedir ajuda o cara mandou ligar no 190, no orelhão. chamei ele de bosta e ele tentou me prender. "quem é bosta aí? quem, hein?", ele vociferava. disse q bosta era eu e q ele n tinha voz de proteção mas de prisão tinha. E q a gente pagava imposto para ser preso. Ele me soltou. Fui embora.

Agora tava no valentino, um bar ex-underground de londrina e o segurança me empurrou pra fora do bar, porq eu entrei no banheiro feminino para mijar. Eu falei: "meu, mas aqui é o valentino!" e ele só falava: "vcs pensam q a gente é bosta"

Antes eu tinha ido me apresentar em uma festa de arte e a festa acabou antes q a arte pudesse ser servida.

Todos me perguntam da Ana, cadê ela? N conseguem ir além do q sabem de mim. Querem saber do q não lhes interessam. E eu estou só. Perplexo com tanta caretice!

Eles não querem nada. Só especular.

25 de mai de 2006


Movimentos sociais criticam o protesto dos produtores rurais ligados ao agronegócio, realizado em Brasília. Na safra 2004/2005, os grandes fazendeiros obtiveram 5,6 vezes (R$ 39,5 bi) o montante recebido pelas pequenas propriedades (R$ 7 bi), apesar destas últimas responderem por 56,8% da atividade agrícola brasileira.
(retirado de: http://www.terrazul.m2014.net/article.php3?id_article=135)


Do tratoraço dos sojicultores na frente do Banco do Brasil, terça, dia 23 de maio.

“Não quer ajudar, não atrapalha.”
Em relação ao governo

“O movimento não é partidário”
Não foi ironia

Em compensação disseram e reafirmaram que não iriam “arredar pé”. Expressão que gosto muito.
E forram inteligentes em pedir para tirar os cartazes “fora Lulla e Requião” (assim, com dois éles) dos tratores, para não parecer retaliação.

Conclusões:
1 – Se o governador do Mato Grosso e a UDR não estão ligados à partidos quem está?
2 – O dólar que estava a R$ 2,20 no dia 20 de maio subiu para R$ 2,40 no dia 24 de maio.

E o governo lá, deixando a Veja dar chutes na bunda do presidente. E jurando, de pés juntos, que a política cambial não irá mudar por causa da pressão dos fazendeiros.

22 de mai de 2006

Sabedoria


“Sonho com o intelectual destruidor das evidências e das universalidades, que localiza e indica nas inércias e coações do presente os pontos fracos, as brechas, as linhas de força; que sem cessar se desloca, não sabe exatamente onde estará ou o que pensará amanhã, por estar muito atento ao presente; que contribui, no lugar em que está, de passagem, a colocar a questão da revolução, se ela vale a pena e qual (quero dizer qual revolução e qual pena). Que fique claro que os únicos que podem responder são os que aceitam arriscar a vida para fazê-la”.

Michel Foucault in Microfísica do poder, capítulo XV – Não ao sexo rei

Faça o q eu mando...

Folha de São Paulo, 09 de maio de 2006

OPINIÃO ECONÔMICA

Amigo, "pero no mucho"

BENJAMIN STEINBRUCH

O conturbado episódio da nacionalização dos setores de petróleo e gás na Bolívia não muda e até reforça convicções que tenho manifestado neste espaço a respeito da importância do controle de setores estratégicos, cuja desnacionalização não é recomendável a nenhum país. Nas últimas décadas, premidos por dificuldades financeiras e deficiências tecnológicas, a maioria dos países latino-americanos, inclusive o Brasil, entregou ao capital estrangeiro um grande número de empresas privadas e estatais que operavam nas áreas de petróleo, petroquímica, siderurgia, mineração, energia, telecomunicações, transporte ferroviário e portos. As conseqüências negativas dessas transferências já puderam ser observadas em algumas oportunidades. Aqui no Brasil, no apagão de 2001, ficou explicitamente demonstrado que não é seguro entregar unicamente a empresas de capital estrangeiro a responsabilidade de expandir a oferta de energia. Naquele ano, quando veio a crise provocada por um período prolongado de estiagem, algumas empresas estrangeiras começaram a arrumar as malas para partir, num momento em que, mais do que nunca, era necessário pensar em investir.
Sempre defendi a idéia de que o capital estrangeiro deve ser recebido com tapete vermelho. Ele é indispensável para complementar as exíguas poupanças nacionais. Mas é natural que haja restrições a seu avanço em algumas áreas por razões estratégicas. Seria impensável, por exemplo, entregar a algum grupo estrangeiro o controle da Petrobras. Até mesmo participações minoritárias de companhias internacionais são indesejáveis no caso da estatal de petróleo. Uma simples fatia de 10% do capital seria suficiente para colocar no conselho da Petrobras um representante de companhia internacional, que passaria a tomar conhecimento das estratégias da empresa brasileira.
À luz dessas considerações, não há como contestar as decisões tomadas pelo governo da Bolívia no dia 1º de maio, com a nacionalização dos setores de petróleo e gás. Um dos países mais pobres do mundo e com grandes riquezas minerais, a Bolívia tem o direito de controlar esse setor estratégico, ainda que sejam evidentes as dificuldades que enfrentará, pela falta de recursos financeiros e tecnologia, uma questão que precisa ser resolvida pelos próprios bolivianos.
O governo brasileiro foi sensato, portanto, ao reconhecer o direito soberano da Bolívia em relação ao controle do petróleo e do gás, até mesmo ao aceitar a nacionalização da Petrobras Bolívia. Mas a reação moderada deveria terminar aí. O direito soberano da Bolívia, nesse caso, acaba onde começa o do Brasil. O patrimônio da Petrobras, que investiu mais de US$ 1,5 bilhão na Bolívia, deve ser energicamente defendido. Por uma razão simples: o governo brasileiro não pode permitir que nenhum país se apodere de ativos que pertencem ao povo brasileiro.
Vizinho mais pobre da América do Sul, a Bolívia precisa contar, naturalmente, com a generosidade brasileira, que, aliás, não lhe tem faltado. Em outubro de 2003, o próprio presidente Lula foi a La Paz para anunciar que o Brasil havia perdoado uma dívida de US$ 52 milhões da Bolívia. Ao mesmo tempo, Lula ofereceu um crédito de US$ 700 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao país vizinho, a título de ajuda financeira.
Até por esse histórico de cooperação, não faz nenhum sentido o uso de truculência na nacionalização dos ativos da Petrobras na Bolívia, com a entrada de tropas nas refinarias da estatal brasileira. O Brasil tem a obrigação de exigir ressarcimento dos investimentos do país, ainda que facilitado a longo prazo ou em espécie (gás).
A via diplomática da negociação é, sem dúvida, a mais indicada para a solução desse conflito. A integração energética sul-americana, mesmo que pareça servir, neste momento, a interesses populistas do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, é parte obrigatória nessa discussão, dentro de uma visão estratégica das relações continentais. Jamais interessará ao Brasil ter hegemonia e desfrutar de crescimento econômico na América do Sul se ao mesmo tempo seus vizinhos estiverem afundando na pobreza.

Benjamin Steinbruch, 52, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).E-mail - bvictoria@psi.com.br
...mas não faça o q eu faço.
Se o cara q é diretor-presidente da CSN - empresa Siderurgica, privatizada em 1993 - disse isso, ou todos nós somos idiotas, ou se reestatize imediatmaente nossos setores estratégicos!


"Na época atual os horrores da insegurança vêm impressionando de modo tão profundo a mente popular que, se desse para escolher entre a liberdade e a segurança a maioria escolheria, quase sem vacilação, a segurança."

Aldous Huxley

http://www.groundcontrol.blogger.com.br/

16 de mai de 2006

eu também vou protestar

É incrível. Enquanto os sojicultores tinham financiamento à vontade no Banco do Brasil e saíam de lá para comprar outras coisas que nada tinham a ver com o investimento na lavoura. Ou quando recebiam proagro em troca de molhar a mão dos fiscais do Banco estatal, o problema era que o dólar estava muito alto e não dava para comprar os insumos.
Agora que o dólar baixou, não dá para vender seus produtos. E a culpa é do governo.
As reinvindicações desse setor são as mais incríveis. Querem que suas dívidas sejam perdoadas e que o governo garanta um preço mínimo para a soja. Ora, como escreveu uma leitora do jornaldelondrina: é mais ou menos como um negociante que compra roupas esperando o inverno rigoroso e o frio não vem. E quer que o governo pague pelo prejuizo das roupas que não foram vendidas.
Não é só o fato de se tratar de agrobusiness. Mas de que esse movimento é liderado por latifundiários e monoculturistas que sempre se beneficiaram do dinheiro público e das políticas governamentais.

Só para lembrar, mais de 80 % da soja produzida aqui é exportada para Japão e Europa e servem para fazer ração para porcos e bois.
Só para não esquecer: para se produzir um quilo de carne é preciso de 8 quilos de soja. E o soja tem vantagens proteicas e vitamínicas sobre a carne.
Além disso, a área necessária para se obter em soja o que se obtém em carne é muito menor. Portanto, poderíamos ter mais alimentos em menoss espaços. O que poderia ser útil para a produção de mais alimentos, ainda.
Que as cidades estão inchadas e os campos vazios.
Que uma máquina faz o serviço de vários homens. Que o emprego gerado pelos produtos mecanizados são ínfimos. Que o dinheiro fica concentrado na mãos de poucos. E a terra, também. Que a população passa fome.
Que somos um país com uma enorme dívida social.
Quje deveríamos plantar o que pudéssemos comer.
Que não há soja no prato da mulher do sojicultor. Carne, há.
Que os preços dessa mercadoria são cotados internacionalmente.
Que a miséria vem da falta de distribuição de renda.
Que o crime está aumentando.
Que os criminosos estão organizados.
Que a classe média começa a falar em pena de morte.
Pena de morte para matar pobres.
Pobres que só se organizam quando estão ligados ao crime.
Porque querem ter uma caminhonete como a dos filhos dos bacanas que compram drogas deles.
Caminhonete financiada com dinheiro do proagro da soja. Dinheiro público.
Do meu, do seu imposto.

15 de mai de 2006

manifesto madeirista

"Não sei muito acerca de deuses, mas creio que o rioÉ um poderoso deus castanho ; taciturno, indômito e intratável,Paciente até certo ponto, a princípio reconhecido como fronteira,Útil, inconfidente, como um caixeiro viajante.Depois, apenas um problema que ao construtor de pontes desafia."
T.S. Eliot

Não basta os limites de uma cidade, de uma região, de um território, de uma língua: todos os limites são virtuais e imprestáveis: criar pontes (que também são mprestáveis) entre os limites: sair dos limites: passear no vazio, no ilimitado, no além do programa.

Não basta Madeira, Nilo, Ganges, Tietê, Mississipi, São Francisco, Sena,Tâmisa, Amazonas, Indo: não basta florestas, desertos, oceanos, continentes, ilhas, corpo, voz, desejo ou sonho: limites a serem contagiados pelo construtor de pontes: tanto faz quanto tanto foz.
Não basta os regionalismos nem os cosmopolitismos das moneras: não basta:precisamos de pontes e, de repente, o gozo em saltar as pontes: e no fluxomortal, mergulhar, gozando todos os sonos.

Não basta o Boto, a Bôta, a Cobra Grande, o Boi: olhar do colonizador, olhar gordo de ocidentalidades turistas. Não basta Macunaíma ou Miramar: poucacanibalidade, muita imitação e respeito.

Não basta riobaldos e sinhás vitórias: não basta a Grande Arte:não basta esta gosma de classe média pregada em edifícios de papel: não basta. Não basta essa Identidade Nacional: não basta nem a identidade nem o nacional:muito menos o internacional.

Não basta o sentido nem a razão. Não basta a forma nem o formato. Não basta a aspereza nem o tédio. Não basta o linear nem o mistério. Não basta o policial nem o cômico. Não basta nem a alminha nem o carma. Não basta o horóscopo nem o nome. Não basta a data nem a hora. Não basta o peso nem o pesado. Não basta essa palavra colada às coisas como se fosse uma barata morta ou restos de carne sobre a cama.

Não basta Gramáticas, Ortografias nem Dicionários. Não basta a Bíblia, o Corão nem o Manual dos Escoteiros. Não basta nem Kama Sutra nem Código Civil. Não basta nem erudição nem Jeca Tatu.

Não basta essa fé provinciana nem esse lirismo água com açúcar. Não basta a nova nem a velha Bossa. Não basta o samba nem o carnaval. Não basta o negro nem o índio. Não basta o branco nem o amarelo.

Não basta Europa ou África. Não basta nem Ásia nem azia, América ou Oceania.Não basta gêneros: nada basta esse bastar. Não basta o grito nem o sussurro.Não basta. É sempre muito pouco. É sempre sempre igual. Não basta.

Não basta nem a bundinha, nem a garrafinha, nem o uisquinho, nem a prainha, nem as avenidinhas, nem Ariano, nem os Campos, nem francês nem inglês, nem todas essas igrejas mortas, nem todo esse lerolero global, nem milongas nem toadas. Não basta.

Não basta essa falta de fome. Não basta a história, a memória, a escória.Não basta a Geografia, a Antropologia, a inútil Sociologia. Não basta esse falso erotismo: esse falo flácido sem flanar: é preciso a obscenidade radical: não basta a devoração canibal: é preciso ser libertino: não basta devorar: é preciso desmembrar o mundo: torná-lo vazio: sem sentido: e remontá-lo no meio da praça: não basta tê-lo devorado até a saciedade: é preciso maculá-lo: remontá-lo com outro sentido e sentido algum: é preciso libertar a palavra, o som, a imagem, o corpo, e o não de todo esse peso, de todas essas idéias, de toda asperidade, de toda autoridade: tudo preso a tudo por nada, sem pontes, sem o deslimite do depois das pontes e do vôo sobre as pontes: tanto faz quanto tanto foz.

Não basta nenhuma crença: não bastam Deuses, Demônios, Pátrias, coronéis, generais e lobisomens: não basta nem miséria nem riqueza: só a obsessão cria as pontes e somente a libertinagem do libertino cria a liberdade radical, aquela que pode nos fazer saltar pontes sem precisar a travessia, para nada, por gozo.

Basta de descritivismo, de predomínio do objeto. Basta dessa arte sem imaginação, sem sonho, sem invisibilidade, cheia de realidades tolamente visíveis, pré-visíveis tramas televisivas.
Basta desse falso diálogo de jornal invadindo a palavra. Basta de arte-mercadoria: a arte não vale nada: não é valor/trabalho: o artista não é trabalhador: arte não é ofício: arte é orifício.
Basta desse respeito à linguagem: é preciso implodi-la para insignificar: precisa ser tocada, maculada, desmembrada para enlouquecer e deixar fluir e fluir-se.

Basta de caminhar dentro do estúpido senso comum das mídias, dessa crítica amigável, dessa bajulação mútua, dessa análise historicista: mero acalanto de boiadas.
Chega de Primeiro, Segundo e Terceiro mundo: a arte é o gozo que dissolve o concreto do mundo: tanto faz quanto tanto foz. E chega de bastar: é preciso reaprender a gozar.
Somos criadores: pairamos sempre sobre as águas, mordendo os dedos dos pés, criando o círculo de fogo sobre o nada: precisamos somente dizer o faça-se:essa palavra vinda do mais íntimo das entranhas: tanto faz quanto tanto foz:cadê a tua voz?"

MANIFESTO MADEIRISTA

escrito por Joeser Alvarez
31/12/98

4 de mai de 2006

REESTATIZAÇÃO JÁ!

(ressonâncias latino-americanas)
A VALE DO RIO DOCE É NOSSA!

3 de mai de 2006

é esse aí q é o hómi















Subcomandante Marcos chama homossexuais de "companheiros de luta"

CIDADE DO MÉXICO, 3 mai (AFP) - Sempre encapuzado, o subcomandante Marcos, chamou gays e lésbicas nesta quarta-feira de "companheiros que estão na luta" em um ato celebrado na capital mexicana.
Ao presidir o comício, diante de 200 pessoas, na Alameda Central da cidade, Marcos acusou o governo da capital, nas mãos da esquerda, de descumprir a promessa de dar um nível melhor de vida aos moradores e de não respeitar grupos marginalizados entre os quais destacou gays, lésbicas e indígenas. "Para nós, não são as 'putas ou os putos', são nossos companheiros de luta que seguem o caminho para conquistar sua liberdade e garantias", concluiu o líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN).
O evento, organizado por integrantes de um movimento de defesa dos direitos dos homossexuais em pleno centro da capital mexicana, transcorreu com normalidade.Marcos viaja pelo país desde 1º de janeiro como parte da denominada "Outra Campanha"; em 1º de maio chegou a concentrar milhares de simpatizantes no Zócalo, centro histórico da capital.

EVO MORALES

VIVA A INDEPÊNDENCIA DOS POVOS DA AMÉRICA LATINA!

2 de mai de 2006

pedrofilhismo

Pedrofilhismo não é, necessáriamente, um movimento. Mas aqueles que o praticam possuem em comum o fato de se acharem melhor do que os outros e que só eles têm o filhinho mais brilhante do mundo, porque ajuda papai nas fazendas.
O Júnior, em questão, é aquele filho bobão, mas que aprende rapidamente que George Bush é um grande presidente; que a Veja está certa (só lê - quando lê - isso mesmo); que o Lula é vagabundo; e quem vota num vagabundo desses também é vagabundo. E não entra em sua casa. E se for seu empregado ele manda embora; que a culpa da miséria no campo é do Sindicato dos trabalhadores rurais; que o MST é o demônio; que o pobre precisa do rico; que pobre não ajuda pobre; e que ele sempre foi bom com os empregados, mas com essas leis trabalhistas - coisa de comunistas - ele agora não quer mais nem saber de ajudar os trabalhadores mais.
Outro dia o pai do Júnior se saiu com essa: que os parentes dele não querem que ele suba na vida. Só porque ele comprou uma pequena propriedade - coisa pouca, 500 alqueires - os irmãos fizeram censura. Disseram que ele já tinha muito e não precisava ficar correndo atrás de mais coisas ainda. Coitado, tão esforçado e os irmãos com inveja, torcendo contra sua tentativa de melhorar de vida.
Esse Pedro não toma jeito. Esse Pedro é uma parada. E o pedrofilhismo não é piada. Tu apontas o dedo em riste para mim, e outros três voltam-se contra você mesmo. Em todo caso, eu não respondo à sua prepotência e arrogância autoritária em um lugar que não é o ringue de briga ideal para esse tipo de combate. Até porque eu tenho classe!