30 de abr de 2009

JOGANDO UM BOLÃO


Santa Pelada, com os amigos, na quadra da rua áurea - perto do supermercado rede economia, Santa Teresa, RJ - segundona, dia do nada 2009, 9 e meia da matina pra frente, com suquinhos e conversa na pracinha com as meninas e as crianças.
Bóra lá de bonde pra estreiar a bola nova!

http://nothingday.blogspot.com

o q é bom!



Espelho, espelho meu, existe bigode mais lindo que o teu?
Com vocês, BELCHIOR do jeito que eu gosto: cantando PARALELAS e com pianinho ao fundo. É de matar!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=ELxLGrG_6Ek&feature=related

hein?

o dom Pedro 2º, que era filho da Maria louca, já nasceu viajando.

26 de abr de 2009

morro disso





22 de abr de 2009

gilmar mendes, a casa um dia cai...

22/04/2009 20h55

Em bate boca, Barbosa diz que Mendes destrói a Justiça

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=em-bate-boca-barbosa-diz-que-mendes-destroi-a-justica-0402356CCCB10346

ou aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=t2FDJuxU5nM

11 de abr de 2009

Dia do Nada vem aí!!!

10 de abr de 2009

Sobre OS no Rio

Tudo começou com a Fabiana dos Santos me repassando um email para assinar uma petição a favor das OS, no Rio de Janeiro:

FABIANA

amigos,

repassando, é justo e necessário para o Rio.
é mais uma forma de desburocratizar, dar agilidade e ampliar as possibilidades de financiamento para projetos culturais.
por favor, interessem-se e assinem.
abraços
Fabiana



----- Mensagem encaminhada ----
De: Claudia Saldanha <claudia_saldanha@terra.com.br>
Para: Claudia Saldanha <claudia_saldanha@terra.com.br>
Enviadas: Domingo, 5 de Abril de 2009 10:54:14
Assunto: Fw: Petiçao a favor das OSs

Caros amigos,

Segue e-mail de Adriana Rattes sobre projeto de lei das OSs que está
tramitando na Assembléia do Rio.
Para aqueles que apóiam a idéia é importantíssimo assinar esta petição.
Embora tal prática já esteja dando certo em outros estados, no Rio a reação
e o preconceito ainda são muito fortes.
Bjs,
Claudia

> ----- Original Message -----
>
>> Queridos todos,
>>
>> Há uma petição online defendendo o projeto de lei que nos possibilita ter
>> OSs (organizações sociais) na administração pública de instituições e
>> projetos culturais.
>>
>> Quem é a favor, assine. É muito importante esta manifestação para
>> sensibilizar os deputados da Assembléia Legislativa. É importante também
>> mobilizar mais pessoas, por isso, avisem os amigos que trabalham, pensam
>> ou gostam de cultura ( e do Rio de Janeiro!).
>>
>> O endereço da petição é
>> http://www.petitiononline.com/OSnoRJ/petition.html.
>>
>> Seguem, também, três links interessantes:
>>
>> - Comentário de Arnaldo Jabor, na rádio
>> CBN:http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2009/04/01/A-DECADENCIA-DA-CULTURA-NO-RIO.htm
>>
>> - Texto de Chacal sobre OS:http://chacalog.zip.net
>>
>> - Texto de Patricia Canetti sobre
>> OS:http://www.canalcontemporaneo.art.br/e-nformes.php?codigo=2340
>>
>> Quem ainda quiser mais informações sobre o assunto, pode encontrá-las no
>> portal da secretaria de cultura ou me procurar diretamente.
>>
>> A causa é boa.
>>
>> Beijos,
>> Adriana

RESPOSTA RUBENS:

Fabiana, não é bem assim. Pelo o que sei, até agora, as OS, no caso, são uma forma de terceirização do setor público para tirar do estado a responsabilidade de gerir os espaços e os servidores destes espaços. a secretaria de cultura do estado está dizendo que é para agilizar contratações e demissões, mas o fato é que não foi investido um centavo em formação e informação aos servidores e, em uma atitude que não levou em consideração estes trabalhadores, simplesmente os colocam na berlinda, agora, sem garantia de emprego, acusados de incompetentes. O receituário neoliberal é bem explícito neste aspecto, por não ter interesses com a causa pública, apesar de se beneficiar dela. É o famoso caso do médico que, para acabar com a doença, mata o paciente. Vc acha que as empresas vão colocar arte contemporânea experimental no teatro municipal para o povão ir ver? Acho que é o mesmo modelo que estão tentando recuperar da lei rouanet, pois se financiam com o dinheiro do estado apenas em markting para as empresas públicas trazerem os cirque de soleil da vida, enquanto os artistas nacionais - que estão produzindo - vão continuar roendo osso, quando muito.
Acho que, enquanto artistas e interessados em arte e cidadania, esse assunto merecereia maiores esclarecimentos, porque, mais uma vez, colocam como se fosse a salvação da lavoura, quando os interesses que estão por trás disso, não são tão angelicais assim.

RÉPLICA DA FABIANA:

Oi Rubens

desculpe, mas eu não penso que as OS são a salvação da lavoura. Aliás, não acredito em salvação da lavoura. Não existe UMA única forma de se melhorar a situação do financiamento da arte.

Creio que as OS podem ser UM meio de se ampliar isso. Também não vejo da mesma forma essa questão da retirada do Estado desta responsabilidade. O Brasil está acostumado ao paternalismo do Estado e os artistas também! Acho isso um atraso, assim como acho um atraso a estabilidade do funcionalismo, no caso do nosso país: transformou o estado num cabide de empregos inoperante. As pessoas não se aplicam para crescer na sua função e melhorar o funcionamento do Estado... para quem? para os cidadãos, para eles mesmos! Não acredito nessa visão vitimizadora do funcionário...

É uma lástima, mas o brasileiro não tem sentido de coletividade, não respeita a coisa pública... enfim, já se sabe.

Também não acho ruim transferir para a iniciativa privada algumas responsabilidades, desde que acompanhadas de perto pelo Estado. Acho que o Estado tem o papel, SIM, de fiscalizar para que as coisas aconteçam da melhor maneira para a sociedade. Essa é uma tendência - que se acentuou no neo-liberalismo - de fortalecimento das sociedades civis, de diminuição do papel do estado nacional e da força do estado, e do crescimento do papel das organizações civis nacionais e transnacionais na economia e na politica mundial.

Essa é uma tendência saudável, que abre espaço para os cidadãos a participarem mais na gestão dos espaços e recursos.

Porém, no Brasil, com uma sociedade civil ainda fraca nesse sentido, com o nível e consciência e participação das pessoas baixo, com nossa história de escravidão, paternalismo e autoritarismo..... as coisas são diferentes.

Essa conversa pode ir longe, mas vou voltar às OS.

Sou a favor, mas lastimo que a reunião que discutiu isso tenha sido tão RESTRITA!

poderia ter sido amplamente divulgada e a classe artística amplamente convidada. Essa seria uma forma mais democrática de colocar em pauta algo que vai afetar a todos. Porém, nossa herança autoritária deixa esses lapsos na polítca (aqui no Rio, então.... é tanto golpismo, que não dá tempo de absorver um, já está outro a caminho...)

Mas eu, estou sempre acreditando que em algum momento uma boa administração vai engrenar por aqui, e porque não poderia ser esta?

Já deixei de ser partidária quando se trata da administração pública. Apoio os que observam o INTERESSE PÚBLICO, e creio que isso é um enorme ganho, no nosso caso.

Não dá pra colocar questões de princípio o tempo todo, às vezes elas impedem de se desenvolver uma compreensão mais ampla... emperram as engrenagens....

e, quanto ao Teatro Municipal, acho que devem colocar lá o que a maioria da população quer ver. E se a maioria quiser ver arte experimental ok! mas se quiser ver balé clássico, ok também! Acho que deve haver espaços para TUDO. E acho que deve haver uma política de FORMAÇÃO de público para artes experimentais, arte contemporânea, dança contemporânea, teatro contemporâneo. Acho que o Esatdo tem o papel sim de garantir educação e formação nesse sentido (mesmo que indiretamente, acompanhando o "serviço terceirizado" de outros), para desenvolver no povão capacidade de LEITURA de linguagens artísticas e capacidade CRÍTICA também. Porque voce sabe do analfabetismo funcional no Brasil, não?

abraços,

Fabiana

TRÉPLICA, GARANTIDO A MINHA POSIÇÃO:

Fabiana. Como autorizado por nós, publico, então, nosso debate, por aqui, abrindo para outras vozes – quiçá esse debate ganhe contornos mais amplos e definidos...:

O Brasil e os artistas não estão acostumados ao paternalismo de Estado, como você disse. O que aconteceu, sempre, por aqui, foi o uso do poder público para o benefício dos interesses privados. O mesmo se deu com as privatizações e o desmonte do Estado: o governo piora a qualidade dos serviços públicos, a imprensa, interessada nos negócios privados, manipula a opinião pública e está montada a cena para a venda, a preços módicos, dos bens públicos. Só para citar poucos exemplos, a VALE foi vendida pelo preço dos recursos que já tinham sido revelados que ela poderia explorar. Não houve risco nenhum. E o capitalismo exigiria, ao menos, risco, para seus exploradores. Olhe só o quanto já não foi arrancado de buracos na terra... muito, mas muito a mais do que foi pago.

A telefonia, outro exemplo. Você anda pelas ruas do Rio de Janeiro e os telefones orelhões simplesmente não funcionam, em sua maioria. Sem contar que a tarifa do celular que pagamos é uma das mais caras do mundo.

Também não penso que a estabilidade tenha transformado o país em um cabide de empregos inoperante. Justamente porque não é o fato de você ter seu emprego garantido que você vai deixar de trabalhar. Isso ocorre, claro. Mas e quando você não tem garantias de emprego, com um exército de reservas gigantesco batendo às suas costas? É enlouquecedor!

Volto ao mesmo ponto. Acredito que plano de carreira, treinamento, aumento, motivação em ver o trabalho se desenvolvendo, são os motores de um bom funcionamento de qualquer empresa, de qualquer empreendimento. E a questão nem passa por estatização ou privatização.

Aonde você viu, leu ou quem te disse que a sociedade civil se fortaleceu durante o pico do neoliberalismo, desde os anos 80/90?

Minha preocupação, com essa história de OS é que esse discurso de que o estado acompanhará as atividades privadas na gestão dos serviços, quase sempre esconde uma troca de favores entre amigos. Não que será isso a acontecer, mas a gente vem de uma história muito recente cujas marcas do modelo neoliberal estão aí, presentes, mostrando que os que colocam os governantes no poder são os mesmos que se beneficiam de suas políticas. Ou seja, de lobo cuidando de galinheiro a gente já deveria estar vacinado... Milton Santos neles! Concordo com você que devemos observar o INTERESSE PÚBLICO. Mas isso é, ou deveria ser, uma questão de princípios. Aliás, creio que estamos tentando colocar pontos de vista em defesa dos interesses públicos, mas ainda não vejo nada sólido para que eu me coloque do lado dessa petição.

De todo modo, como você colocou – e como foi colocado na assembléia na alerj que participei com a comissão de cultura e os servidores públicos – esse projeto de lei chega sem discussão ampla e que vai dentro da tônica do que disse, até agora, sobre as políticas públicas neoliberais: “O servidor é um pária, manda embora”; “Faz edital para artista, chama fulano e beltrano”; etc. e a gente, os mais interessados, só ficamos sabendo das coisas depois de sair na imprensa, depois de ter se tornado lei. E é sempre nesse sentido de nos tirar a representatividade, a participação. De sempre nos tirar do debate e depois ainda vir com uma petição para a gente assinar, com conseqüências que podem se tornar complicadas resolver.

E, por fim, o que mais me aflige, é que o Estado, nesse caso, assume que não tem condições de cuidar do patrimônio e dos interesses públicos, preferindo consorciar a cultura, para evitar desvios e corrupções...

Acho que é isso, se quiser continuar o debate bacana, vamos postando. E apostando que essa discussão diz respeito a mais pessoas, também.

Um abraço

Rubens

6 de abr de 2009

Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais

isso serve pra quem se sente estrangeiro dentro da própria casa?


o que é "artistas nacionais"?!!!!???

o mais do que certo é que esse evento está caduco faz tempo...






Em 05/04/2009, às 22:11, Clarisse Tarran escreveu:

Saiu no Canal Contemporâneo. Pelo amor de Deus, este grupo vai falar um pouco sobre as coisas???!!

Ab

Clarisse


março 23, 2009

Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo

Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada na sessão Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 20 de março de 2009

Exposição será reservada a estrangeiros que dialoguem com a cultura do país

O 31º Panorama da Arte Brasileira, que acontece em outubro, no MAM-SP, terá ainda projeto de residências artísticas para estrangeiros

Depois da polêmica Bienal do Vazio, no ano passado, que deixou um andar do pavilhão no Ibirapuera sem produções artísticas, a controvérsia do mundo das artes plásticas nacionais deste ano promete ser o 31º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), previsto para ser aberto no dia 10 de outubro.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, 43, a mostra bienal não terá artistas brasileiros, ao contrário do que indica seu título, mas estrangeiros que estabeleçam algum diálogo com a cultura local ou estejam vinculados a um tipo de produção que ele considere brasileira.

"Minha primeira ideia foi organizar um panorama de arte latino-americana, que acabou amadurecendo nessa ideia de arte brasileira feita por estrangeiros. Esse projeto também reflete minha percepção de que a programação das instituições na cidade é majoritariamente com brasileiros", disse Pedrosa à Folha, na sede do MAM.

Criado em 1969 e transformado em evento bienal em 1995, o Panorama visava até então apresentar uma leitura da produção brasileira contemporânea, tendo sido organizado por curadores como Ivo Mesquita, em 1995, ou o cubano Gerardo Mosquera, em 2003, que agregou três estrangeiros à mostra, entre 19 artistas.

A proposta de não incluir artistas brasileiros significaria que a produção nacional anda fraca? "Estou flexibilizando uma noção ossificada de "arte brasileira", questionando-a. O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista. Parece-me pertinente, pois o Brasil e a arte brasileira sempre foram muito abertos", diz Pedrosa.

Residências

Outra inovação será a realização de residências artísticas para estrangeiros, como ocorreu na 27ª Bienal de SP (2006), na qual Pedrosa foi cocurador.

Assim como daquela vez, a Faap irá acolher os artistas em um edifício na praça Patriarca. Esse tipo de procedimento, contudo, teve início antes na carreira do curador: "O projeto de residências é algo que primeiro desenvolvi com a Luisa Lambri, uma italiana que fez fotografias de arquitetura brasileira, em 2003. É um bom exemplo de "arte brasileira", nesse sentido ampliado".

Pedrosa pretende selecionar cerca de 30 nomes para a mostra: "Meu objetivo é buscar artistas que estabeleçam uma relação mais profunda com a cultura brasileira, como o Superflex [da Dinamarca], que trabalhou com o guaraná Power, ou a [francesa] Dominique Gonzalez-Foerster, que já trabalhou com muitas referências nossas e vive no Rio".

Cerca de metade da seleção, ainda segundo Pedrosa, deve participar do programa com a Faap: "Nas residências, vamos convidar de dez a 15 artistas que potencialmente possam desenvolver uma relação com o país, não apenas para realizar uma obra para o Panorama mas para algo muito além disso. Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam "arte brasileira" e oferecer possibilidades para que outros também o façam".

Mais que polêmica, a proposta de Pedrosa é ambiciosa: é possível definir como brasileiro um trabalho de arte contemporânea, independentemente de quem o realize? Essa foi, afinal, uma das questões fundamentais dos modernistas brasileiros, que nunca conseguiram chegar a uma conclusão.

\
Posted by Ananda Carvalho at 2:52 PM | Comentários(18)
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Comments

?
Posted by: William Golino at março 31, 2009 6:39 PM

Isso e triste. A proposta esta na cola de modinhas de curadorias que vem de fora. Outra proposta que convem ter o angulo trans-nacional e a escolha de Liam Gillick (Ingles) para representar a Alemanha em Veneza. Sendo que nesse caso, existe um paralelo enorme entre a carreira do artista (Gillick) e a do curador (Schaufhausen).

Um exemplo seria arte brasileira feitas por brasileiros radicados no exterior. No caso da proposta Pedrosa, os artistas acabam sendo do circuito Grand-Tour das mega bienais de sempre. Perai Gonzales-Foerster? Fala serio. Existe alguma exposicao post-Relational Aesthetics onde ela nao esteja presente?
Que tal Mario Garcia Torres?

E preciso que haja propostas serias que considerem realmente a questao da arte brasileira alem do territorio nacional, mas excluir Brasileiros a favor do modelo Jean de Lery, ja vai tarde. As primeiras imagens do Brasil foram geradas por fora afim de que os paises definissem os seus "outros". E preciso que a questao da arte brasileira seja abordada sempre com visao critica em relacao a sua imagem original: o espelho do outro, a distancia. E preciso retomar os nossos espelhos e acreditar na nossa capacidade antropofagica e reflexiva.
Posted by: Manuela Leal at abril 1, 2009 4:19 PM

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.....de Mal a Pior.
Que presunção, que vaidade, que ego-centrismo,
que exclusão, que ignorância, mais do que o Nada
da Bienal,...... o Ridículo.

Pedrosa seja mais artista e menos Nada.

Boa noite,

Artur Barrio
Posted by: Artur Barrio at abril 1, 2009 9:34 PM

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Que chique!!!! `òòò merci ! artiste etranger qui aime les brésiliene (samba),(futebol),(caipirinha), je vous me présente aussi comme etrangère pour participe de cette promotion!

Monsieur Pedrosa, j'amerrai vous invite pour venir me visite en Suisse et connaître mon atelier à Genève et profite des belles paysage alpine et ce possible fait du Sky.

Je suis a votre disposition,
attentiosament

Mr. Soares

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Posted by: Edgard Soares at abril 2, 2009 5:05 AM

Adriano está óbviamente interessado em ampliar suas conexões internacionais, e deixar o sertão patropi para trás. Me surpreende que o MAM e os patrocinadores do Panorama aceitem proposta com tamanho ranço de provincianismo. Parece que pararam ontem de roçar café. ./. Depois da Bienal do Vazio, teremos o Panorama sem brasileiros ... Lindo! Quem sabe assim nós (artistas) reconheceremos de vez que somos a base (marxista) deste sistema de produção que é o mundo da arte, para apoiarmos atuações mais decentes dos curadores (auto-elevados a burguesia patronal).
Posted by: Alex Cabral at abril 2, 2009 10:38 AM

O que é arte brasileira?
O que é arte estrangeira?
Até quando ficarão rotulando algo irrotulável?
Pare com essas bandeiras que delimitam e limitam o pensamento, castram a criação e anulam qualquer possibilidade do ser.
O triste é saber que algo tão sério esta nas mãos de Hienas, prontas para devorar nossa carcaça, rapineiros caçadores de carniça, é isso que são.
Esta faltando arte na arte, esta faltando arte das entranhas, e esta virando um jogo lugubre em que arte e pensamento viraram alimento de vermes sangues sugas da criação...
é uma pena.


Sigo errando, sou um “Édipo”
vagando cego pelo deserto das desilusões,
pagando por não ter matado meu pai,
e por não ter transado com minha mãe.

Vago por este “Bosque das ilusões perdidas”,
em meio as “Flores do mal”, exalando meu odor tétrico
observo as Hienas, elas riem famintas do meu estado podrômico,
sou todo alimento, 63Kg. de carne impura
sendo devorada diariamente.

Sou um asilo de aflitos, vermes que se nutrem diariamente de minha sensibilidade,
sou o drama da matéria, “moesta et errabunda".

Destinado a sentir a dor do outro, as dores do mundo,
as dores de uma ferida aberta pelo “ser” humano,
Que ensina a “não ser” humano.

Posso sentir seu gosto, posso sentir seu cheiro,
ainda assim, não me enclausuro em sua casca.
E não cicatrizo nunca.

Sou fratura exposta. Sangro a tua moral.

Estou em carne viva.

(andrérnica...)
http://www.flickr.com/photos/andrernica/
Posted by: andrérnica at abril 2, 2009 12:16 PM

Que absurdo!
Depois da Rosalind Krauss usar o termo "ampliado" para justificar uma nova leitura para escultura, agora parece obrigação para todo o universo a utilização do termo, justificando loucuras curatoriais! Inacreditável a irresponsabilidade e desprezo com que alguns de nossos curadores tratam nossos artistas. Onde vamos ver arte Brasileira? Na Espanha? França? EUA? Alemanha?
E como se classifica o artista de acordo com sua nacionalidade? Pq se o cara esta aqui a 20 anos realmente é arte brasileira, mas vamos parar de considerar arte brasileira a arte feita por artistas que nasceram aqui e vivem a mais de 20 anos fora do Brasil?

Clarissa Borges
Nascida em Tallahasse-EUA (1976)
Vive a 29 anos no Brasil
Nacionalidade Brasileira
Posted by: Clarissa Borges at abril 2, 2009 12:38 PM

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Esses SONOLENTOS neo-intelectualoides idiotas com suas sonolentas polemicas... realmente a coisa esta cada vez mais estupida... a arte, o pensamento, a filosofia... tudo esvaziado por esses intelectualoides ocos... putrefactos... presos nas quetoes mais vazias e bobas que podemos imaginar... ainda falando de regionalismos, bla,bla,bla... e todo tipo de idiotices... Pedrosa.... hahahaha...
...criatura artificial!...
Posted by: LOBO at abril 2, 2009 2:18 PM

Os artistas brasileiros merecem! Quem está no poder é porque foi eleito de alguma forma. Quem tem poder, usa. Então, isso é bestial de banal. Att, Didonet Thomaz
Posted by: Didonet Thomaz at abril 2, 2009 7:36 PM

todos cresceriam muito, artistas, criticos, estudantes e locais. Abrir terreno significa se dispor a troca, aceitar o outro, compartilhar dados e experiências. ceder o "top" local.

Devemos receber a proposta, em seguida destruí-la.
Posted by: carl at abril 2, 2009 9:35 PM

Yes! nós temos bananas.
Posted by: anelise at abril 2, 2009 10:22 PM
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O curador Adriano Pedrosa deve ter sua pesquisa e suas razões para organizar uma exposição nesses moldes, mas usando o raro certame e o título Panorama da Arte Brasileira?
É lamentável que isto esteja acontecendo justamente no momento em que a produção artística brasileira vive talvez sua maior expansão.
Uma exposição panorâmica como essa não pode ser usada como oportunidade propícia à adaptação de propostas particulares pelo simples fato de que seu assunto e propósito exige um pacto de responsabilidade com a produção atual. Não há argumentação que possa mudar o fato óbvio de que com esse tipo de atitude, nós, artistas brasileiros, estamos sendo violentamente desrespeitados.
Posted by: tony camargo at abril 2, 2009 10:42 PM

Arte brasileira é a arte feita por artistas brasileiros e não uma categoria artística.
A proposta do curador até pode ser algo interessante como uma proposta particular de exposição, mas não para um Panorama da Arte Brasileira, que justamente, deve ser um panorama da produção atual brasileira. Inventar em cima disto só prejudica a visibilidade dos artistas que estão produzindo seriamente e traz ao público mais uma exposição "temática" de apreciação direcionada, praticamente uma ilustração.
Posted by: Juliana Burigo at abril 3, 2009 2:05 AM

Hahahahahahahaha!!!! Que divertido ver um curador brasileiro usando de sofismas baratos para puxar o saco do mundo artístico internacional! São essas coisas que fazem a gente ter vergonha de trabalhar com crítica de arte.
Posted by: Fabricio Nunes at abril 3, 2009 3:03 AM

merda pra vc!
Posted by: andre at abril 3, 2009 10:17 AM
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É só mudar o nome da mostra: Panorama da Arte Brasilianista. Só pra não incorrer em erro de Semântica.
Posted by: Lígia Borba at abril 3, 2009 10:59 AM

De cara arrisco as mesmas palavras de Cabral:" ele quer obviamente aparecer na esfera internacional" e sai com esse absurdo pseudo globalizado. O importante é os artistas ignorarem esses pretenciosos e atuais curadores (?)( esse não é único),que com a "baba" acadêmica se jactam de saberes nem sempre éticos. Seja mais artista, como disse Barrio. Dessa tbém gostei muito.
Sergio Moura
Posted by: Sergio Moura at abril 3, 2009 7:41 PM

mas o sr. pedrosa não sabe que essa característica
da arte(bem claro, dela ser brasileira) só advém do fato dela ser realmente produzida por um cidadão brasileiro, e que de restao ela é zilhões de outras coisas também?
Posted by: Cristina at abril 4, 2009 4:09 PM

VERMELHO



PAROLE#1: O Corpo da Voz
Lançamento da Revista PAROLE#1 (testos em inglês e alemão), editada por Annette Stahmer, na Livraria Odeon, Rio de Janeiro (04/04/09)

PERFORMANCES:
Alex Hamburger, Rubens Pileggi, Brandon LaBelle

Nas fotos, imagens de "VERMELHO, ame-o ou deixe-o", de Rubens Pileggi: O torturado confessa o crime do torturador, denunciando o golpe militar, a ditadura autoritária e o AI-5, que implantou o regime de terror de Estado, no Brasil.
O silêncio tenso do afogado como um grito contido, revelando falas de um medo imposto.

4 de abr de 2009

Ditadura no Brasil - 45 anos depois...

João Daltro // 31/March/2009 às 10:16

Caro André.
Você levantou alguns pontos muito importantes, que me permito comentar.
FHC encontrou uma dívida interna de R$ 65 bilhões; saiu com uma dívida de R$ 750 bilhões. Com um agravante, essa dívida chegou a pagar, durante o governo do (s)ociólogo, juros de 48%. FHC também deixou uma dívida externa de US$ 240 bilhões. Mas eles não ia pagar essa dívida vendendo o patrimônio do Estado brasileiro? Bem, não pagou, pelo contrário, ela cresceu, a ponto de ele ter de continuar mendigando ao FMI. Mas o patrimônio do Brasil ele conseguiu desbaratar. Só a Vale do Rio Doce, que tinha um patrimônio comprovado de R$ 3 trilhões, ele “vendeu” para os amigos por R$ 3 bilhões, mesmo assim financiados pelo BNDES e com o uso forçado do dinheiro dos fundos de pensão. Se isso é “melhorar” o Brasil, caro PD, eu tremo só de pensar como seria piorar. Todos sabem que não tenho maiores admirações pelo EUA, mas justiça seja feita, lá um FHC já teria sido torrado na cadeira elétrica. Por muito, muito menos o Madoff, em tempo recorde, já está vendo o sol nascer quadrado.
Quanto à sua afirmação de que “à crise se restringia às redações dos jornais”, em reconhecimento ao valor e à coragem dos jornalistas da época, devo corrigir para a crise se restringia à vontade dos donos dos jornais. Foram os jornais cúmplices, que se tornaram com a ditadura os jornalões de hoje (Globo, Folha, Estadão, etc.), que pintavam um mundo à beira da destruição. Hoje sabemos, graças a liberação de documentos do governo dos EUA, que era uma campanha dirigida pela CIA, que chegava a mandar editoriais prontos que os jornais da época (principalmente o Estadão) apenas imprimiam. A maioria dos jornais resistiu tenazmente e, por isso, foram eliminado ou reduzidos a nanicos.
Não preciso que ninguém me conte como foi a ditadura, eu a vivi. Foi, como afirmou o PD, um tempo perdido, quase irrecuperável, na vida do Brasil. Seus efeitos deletérios se fazem sentir ainda hoje, inclusive nas “lideranças” que ela forjou e que ainda estão por aí, gente que o The Economist (espero que não digam ser uma publicação comunista) comparou a dinossauros redivivos: os Sarney, os Magalhães, os Bornhausen, os Maluf, etc e tal.


peguei aqui, meu povo: http://pedrodoria.com.br/2009/03/31/nos-45-anos-da-ditadura/

2 de abr de 2009

O CORPO DA VOZ


Uma noite de conversas, risos, murmúrios e sussurros

Sábado, 04/04, às 19h na Livraria Odeon

Lançamento do primeiro número da revista "Parole # 1; The Body of the Voice/Stimmkörper" (Palavra # 1; O Corpo da Voz) de Annette Stahmer - editora

Com performances e palestras de Brandon LaBelle, Annette Stahmer, Rubens Pileggi e Alex Hamburger *

Primeira de uma série de publicações que abordarão a materialidade da linguagem, colocando-a em evidência a partir de várias perspectivas, meios e processos. Essa edição é dedicada à voz e à sua corporrealidade: envolve tanto a relação da voz com o corpo que a produz, quanto com a forma que pode ser originada a partir do processo da fala - na qual a voz pode ser considerada um corpo em si ou se transformar na combinação com um novo corpo.

"Parole # 1; The Body of the Voice" (Palavra # 1; O Corpo da Voz) é uma coletânea de textos e ensaios realizados por artistas e cientistas internacionais que investigam o "material fugaz" da linguagem, numa tentativa de apreendê-lo, fazê-lo visível e dotá-lo de um corpo perceptível.

Com colaborações de Zhang Huan, Steven Connor, Brigitte Felderer, Patrick Feaster, Karl Clausberg, Peter Trop, Nikolaus Gansterer & Constantin Luser, Andreas Fischer & Thomas Knoefel, Georg Nussbaumer, Brandon LaBelle, Pierre di Sciullo & Antoine Denize & Laurent Colomb, Valeri Scherstjanoi, Friedrich W. Block, Jaap Blonk & Melle Hammer, Christina Thurner, Jenny Schrödl & Vito Pinto, Doris Kolesh, LIGNA, EranSchaerf, Fabienne Audéoud, Olivier Foulon.

* Participantes:

Alex Hamburger (Brasil) Desenvolve trabalhos de poesia visual e sonora, poemas-objeto, livros de artista, performances, e obras multimídia. Desenvolveu, por 7 anos, várias parcerias com a artista Márcia X. Publicou 4 livros de poesia experimental e 2 CDs de poesia sonora, alguns deles figurando em acervos de instituições de arte contemporânea como a Printed Matter Book-store de Nova Iorque e Compendium of contemporary Fine Prints – Hamburgo – Alemanha.

Annette Stahmer (Alemanha) Designer e pesquisadora interdisciplinar nos campos da linguagem e da comunicação, trabalhando as relações entre a fala, a escrita e a materialidade da linguagem. entre seus recentes projetos estão Memory Map, na cidade do México e Wir Verheimlichen nichts no Museu Quartier, em Vienna, ambos de 2008.

Brandon Labelle (Inglaterra) Artista, escritor e editor da revista Surface Tension. Trabalha com sons, lugares, corpos e fricções culturais. É professor da Academia Nacional de Artes, in Bergen, na Noruega. Participou, recentemente, do evento Poéticas Experimentais da Voz (Rio e Curitiba).

Rubens Pileggi (Bela Vista) Artista, escritor e agitador cultural, trabalhando com performances e ações de intervenção. Mestrando pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Idealizador e coordenador do evento Arte em Circulação, em Curitiba (2008), do projeto Documento Capacete 2009 e do Dia do NADA (http://nothingday.blogspot.com). É autor do livro Alfabeto Visual.


Livraria Odeon
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