17 de fev. de 2009

lyrics

Vai que é sua, Rubinho!!!!

Tchan, tchan, tchan
Tchan, tchan, tchan
(entrada com a música do Senna)

Quem nasceu pra ser segundo/ não vai chegar a ser o terceiro
andar pra trás / sempre dá mais desespero... olhai... andar pra trás/
sempre dá mais desespero.

Você pensou que eu afundei muito/ mas ainda não foi tudo
estou atolado até o pescoço
mas posso ir mais fundo... de novo!
estou atolado até o pescoço/ mas posso ir mais fundo.

(Refrão em ritmo de bossa nova)
Você
nunca me viu por aí
nunca me viu por alí
nunca me viu por lá
quando a minha escola perdeu/ você nem ligou
sorriu na platéia/ me vendo chorar

Não vou dar mole pra marmanjo
Nem disfarçar minha dor
Mas aquele polaco na frente
Nunca te deu tanto amor
(Ouço o ronco do motor)
Nunca te deu tanto amor
(um homem com uma dor é muito mais sofrido)
Nunca te deu tanto amor
(pode passar por cima, em clima de festa, carnaval, futebol, praia e ela de sadomasô. Quem serei, quem eu sou? Se não sirvo nem pra filme retrô...)

(Termina com o hino alemão em ritmo de bossa nova)

coisas que gosto

6 de fev. de 2009

Lá em Belém


justiça social e ecologia no PO5

É SOJA, JOSÉ

A terra é, pela constituição, um "produto" diferenciado dos outros, pois seu uso depende de sua função social.
Para a reforma agrária, a terra dividida só pode ser a terra improdutiva, ou seja, a terra que não gera benefício social.
Se a terra é usada para a monocultura. se ó entorno sofre com o uso de agrotóxicos. Se o meio ambiente é depauperado em nome da plantação daquela área, se o entorno só perde com a plantação daquela propriedade e só ganham a monsanto, a cargill, as empresas multinacionais e o dono da terra que vende seu produto - vamos dizer, soja - para exportação, então essa é a TERRA IMPRODUTIVA, por excelência. E o latifundiário monoculturista é o único a lucrar, gerando empregos na ordem, em média, de um empregado para 30, 40 alqueires. Ou seja, para cada 8 kilometros quadrados, uma pessoa.
Para um país que, em 1950 tinha 50 milhões de habitantes, com 70% da população em área rural e hoje tem 190 milhões de habitantes, com 92% em área urbana, a urgência de distribuição de terras improdutivas é questão de vida e morte.

PO5 - Partido Outros 500. Prontos para a conquista do poder em 2020

É soja, José é muito boa, não? Tão boa quanto Tucano na CUT

(Mensagens subliminares são importantes para atravessar o poder através de frestas, brechas e vãos e voltar desse lugar íngreme é árido que ele é com as mãos perfumadas de poemas, palíndromos, idéias. E voltar de lá, rindo)

31 de jan. de 2009

fred maia

Queria dizer que o Fred Maia, citado na matéria sobre a Cultura no FSM é meu velho amigo, de meados dos anos 80, de Campo Limpo Paulista, Sampa, quando a gente fazia impressão de cartões e camisetas em serigrafia nos fundos de sua casa. Depois passamos para um centro cultural que, enquanto a Erundina foi prefeita, trabalhamos lá.
Lembro, também, do Kiko, artista e arquiteto, um peruano perseguido pelo governo de seu país, à época. E da filha e da mulher do Fred. Era um mundo que a gente já tinha inventado. E só agora eu me dei conta!

20 de jan. de 2009

Canto Livre em Louvor da Palestina

(Luis José Bassoli é Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB de Taquaritinga/SP) 

I 
A cada criança 
Soterrada 
A cada casa em ruína 
Ouço teu clamor 
Teu torpor 
Palestina 

II 
A cada família 
Dilacerada 
A cada explosão de mina 
Sinto teu pavor 
Tua dor 
Palestina 

III 
A cada mãe 
Desesperada 
A cada morte como sina 
Vejo teu horror 
Teu rancor 
Palestina 

IV 
A cada início de 
Intifada 
A cada mártir suicida 
Entendo teu amor 
Teu fervor 
Palestina! 

16 de jan. de 2009

boca quente apresenta:



13 de jan. de 2009

pc do b - eu estou de olho em vc

Sem querer ofender ninguém, é claro, mas esse negócio de transformar os pobres em consumidores, é - só para dar sentido ao termo dentro de uma idéia de "sociedade sem classe" - pobre. Pobre porque copia um modelo imposto e vende um padrão globalizado - plim plim e suas atuais parcerias - que cultura de periferia e hip hop e que favelado tem mais é que usar nike, mesmo. Ao ver a explicação do termo gadget, como algo especial, referente a ter "status", transformado em artigo genérico e o que lacan especificava como gadget (leia abaixo), saquei que, para eles, o termo experimentaçnao só vale enquanto uso de aparelhos eletrônicos e vídeos para filmar oficinas de inclusão na perfiferia. E ponto final.

Gadget é uma gíria tecnológica recente que se refere a, genericamente, um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, tocadores mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma "geringonça" eletrônica. Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se também de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista, o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.
Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, em sua maioria, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.
Além de seu mencionado uso como gíria tecnológica, cabe pontuar que o termo "gadget" ganha contornos específicos no campo da Psicanálise quando, na segunda metade do século XX, o psicanalista francês Jacques Lacan passa a dele fazer uso para referir-se aos objetos de consumo produzidos e ofertados como se fossem "desejos" pela lógica capitalista - na qual estão agregados o saber científico e as tecnologias em geral. Dentre estes gadgets, diz Lacan, encontram-se os "sujeitos-mercadorias", aqueles que incorporam de forma um tanto psicótica uma atitude de objetos de consumo breve e que, por isso, investem suas energias em provar-se "consumíveis" ou "desejáveis" aos olhos de eventuais parceiros ou do Mercado, o grande senhor contemporâneo. Pela perspectiva lacaniana estes sujeitos-mercadoria não são de fato sujeitos, já que consomem "objetos" e ofertam-se ao consumo por "objetos", não ao estabelecimento de laços sociais.

8 de jan. de 2009

Israel/Palestina



IMAGINE
J. Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

6 de jan. de 2009

poema

Dia de chuva

Nabuco do osso chupava o muco
o mico do saco tirou um bicho
da terra da arara ate' aranha tem bico
e’ fogo e’ foda e’ fosso
do fundo mundo da cacca
nasceu o gerente dessa carcacca
agora mocco de sorte
encontrou a morte vadia
cai’da de alegria
danccando carnaval
na pracca

Levantemos entao a tacca
Que o penta e’ nosso
Viva o povo que trabalha
Sobre a cinza dos destroccos

Vai sobrar Nada
E Nabuco do osso
a flauta vai tirar
O oco eco soa
Ela viaja ao cubo
Veja aonde isso vai dar:
Cerveja, barzinho, mais ou menos ria
Chover era a cara daquele
dia.


(acento na frente porque nao tem acento encima. Cc quer dizer cedilha / defeitos me salcvarao do erro!)

30 de dez. de 2008

perdeu, preibói.

25 de dez. de 2008

artista nao morre

“Navegar é preciso/ viver nao é preciso”


Como vc quer morrer?

Eu não vou morrer. Artista não morre. O artista vive através de sua obra. E a obra resite ao tempo.

Não vou morrer porque também não vivo. Apenas estou em fluxo presente e contínuo, que não se prende, nem se esgota. Sem futuro. Sem passado.

Não morrerei porque um artista é o conjunto de todos os artistas, de todos os tempos, do além e aquém de mim. E a arte do artista é diálogo “entre o nem nascido e o já ido”. De séculos e linguagens.

Arte é uma espécie de inteligência sensível desenvolvida na alma, assim como se desenvolvem os músculos em corpos disciplinados no exercício. Aqui, “o exercício experimental da liberdade”, recusando-se à idéia de uma vida em oposicao à morte.

Morremos e renascemos todos os dias, indefinidamente. Nomeamos e ignoramos o que são as coisas, vivemos em perpétua alternância entre camadas diferentes, mas justaspostas, de nartureza e cultura. E é no vácuo que se instaura entre isso e aquilo, aqui e lá, que vive o artista. Que sonha o artista o mundo. E dele se desfaz, também, deixando ser o que se é, passagem, tempo, relações.

24 de dez. de 2008

foi solta

a pixadora está solta, mas continua aprontando as suas. Segundo o babalaô Etétuta, diretamente do Belém do Graum Pará, a mossa, mal saida da cadeia já foi flagrada em delito. Vejam o vídeo em:
http://www.youtube.com/watch?v=tpK-1kPYC4w

Deois desta nao haverá nem mais habeas corpus

quer mais? entaum vejam o que a menina faz com a última bola, parodiando o artista plástico Hélio Oiticica, inventor da bossa nova e das sapatilhas de plástico sensorias e coloridas da grandene:
http://www.youtube.com/watch?v=thRvt4o5E2Q

mas se você näo acredita, entäo dê um search no google...

18 de dez. de 2008

Pichação na Bienal desdobramentos

17/12/2008 - 17h30
Novo habeas corpus é negado à pichadora da Bienal e caso pode ir para Brasília
Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo (SP)


O desembargador Fernando Matallo, da 14ª Câmara de Direito Criminal de São Paulo, negou nesta quarta-feira (17) novo pedido de habeas corpus para Caroline Pivetta da Mota, que foi presa por pichar uma parede na Bienal de Artes de São Paulo. Na sexta passada, ele já havia indeferido um primeiro pedido.


FORA E DENTRO


A defesa da pichadora está agora a cargo de um ex-auxiliar de Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça durante a primeira gestão de Lula (2003-2006). O advogado Augusto de Arruda Botelho, que trabalhou quatro anos no escritório do ex-ministro, assumiu o caso, que passara antes por uma advogada contratada por um pichador amigo e depois ficou a cargo da Defensoria Pública.

Arruda Botelho aguarda até a tarde desta quinta para ver se será decretada a liberdade provisória da pichadora, que foi pedida pelos defensores públicos. Caso contrário, ele levará o caso para Brasília, tentando em instância superior o que a defesa não conseguiu até agora nos tribunais paulistas.

Mãe da detida, Rosemari Pivetta da Mota recebeu na última segunda-feira dois oferecimentos de ajuda. Ela optou por Arruda Botelho, que já ganhou visibilidade na mídia por defender Freud Godoy, ex-assessor da Presidência, no caso da suposta compra de dossiê sobre políticos do PSDB nas eleições de 2006.

A outra oferta de ajuda partiu do próprio ministro da Cultura. Juca Ferreira ligou pessoalmente para a mãe da detida e ofereceu auxílio jurídico. O contato foi feito após Rosemari mandar um e-mail para o ministério agradecendo as declarações favoráveis à liberação de sua filha. Ferreira ligara anteriormente para o governador paulista, José Serra, e também para o presidente da Fundação Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa, solicitação uma interferência.

O ministro da Cultura classificou o caso como "um escândalo". Foi a primeira manifestação de um político sobre a prisão. Antes, artistas fizeram protestos no fechamento da mostra, promoveram um abaixo-assinado pela liberação e se pronunciaram na imprensa contra a detenção. Já pichadores amigos de Caroline se manifestaram pintando muros no centro de São Paulo e a fachada da casa do ex-prefeito Celso Pitta.

Outra manifestação política veio na segunda-feira com o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi. Ele comparou a situação da pichadora com o caso do banqueiro Daniel Dantas. "A jovem está presa há 50 dias por ter pichado uma sala da Bienal. Infelizmente, Daniel Dantas ficou preso por muito menos tempo", afirmou o ministro.

Por pintar uma parede branca no andar vazio da Bienal, Caroline está sendo processada por destruição do patrimônio cultural, que prevê pena de um a três anos, dos quais ela, mesmo sem julgamento, já cumpriu quase dois meses, afinal está detida desde 26 de outubro. Atualmente, Caroline encontra-se na Penitenciária Feminina Sant'Ana, no Carandiru, depois de ter passado três dias no 36º Distrito Policial, localizado no bairro do Paraíso. Ela já tinha passagem policial por envolvimento em outras detenções de pichadores.


E AQUI, A VISAO DE UM CAMARADA, ASLAN CABRAL (www.arteatual.blogspot.com):

Eu sei mesmo de uma coisa:
é que eu não acho uma coisa só sobre esse assunto, e que todos os comentários deixados têm sido um amontoado de "eu acho isso" "eu acho aquilo" mas ninguem pensa direitinho ou procura saber de nada.Só achar achar e achar!
Vocês já pensaram na poluição visual que existe na cidades onde vivemosPor acaso nos deparamos muito mais vezes mais a marca da NIKE, MACDONALD'S, COCA COLA, NIVEA, CARREFOUR, C&A ou qualquer outra marca registrada que não nos pertence(nem aos nossos vizinhos)??ou com pixações pela rua???Basta vc está lá na praia e :tic! um saquinho plástico com a marca do carrefour poluindo o mar(que polui consequentemente todo o planeta).Outro bom exemplo é a gente num dia de chuva ficar tooodo molhado, por não ter um abrigo dígno para esperar os onibus,enquanto o "backlight"(o lugar impecavelmente iluminado onde ficam as propagandas nos pontos de onibus) exibe dia e noite uma ensolarada propaganda de um produto que, embora seja essencial para sua saúde(protetor solar), continua sendo vendido à preço de COSMÉTICO!!Existem várias maneiras de marcar o mundo com a sua marca.E pelo que me parece, a pixação é uma das mais "isoladas" em pequenos grupos, e que pode ser convertida, diminuída, diferentemente interpretada, e ter seu responsável punido( caso seja necessário[e com uma punição que saiba como avaliar tal ato])
Existem milhares, bilhares, trilhares....uma infinidade de corporações por trás das marcas que não estão nem aí para o fato de estarem poluindo muros, paisagens, momentos e nossas vidas inteiras com seu marketing milionário.Isso sem entrar nas questões de experimentos trangênicos, radiotivos realizados em muitos destes produtos que ingerimos, vestimos, ouvimos várias vezes por dia e ainda acreditamos serem necessidade vitais para nosso corpo e organismo.
Gente!Num quero nem misturar as coisas e ficar falando que isso é arte ou não é!Mas isso é expressão.Se dentro das nossas normas,leis isso é crime para uma pessoa passar dois anos esperando julgamento dentro de uma cadeia"comendo frango frio!" como disse alguém aí!(quem come frango frio é vc, dentro de uma prisão as pessoas comem umas às outras) e a gente aprovar isso aprovam descaradamente isso, gostaria de lembrar-los que existem questões bem maiores precisando de sua atenção e revolta.
Lutem, declarem, usem seu tempo para fazer com que seja crime também para punição a poluição, desmatação, violência,esgotação do nosso planeta por interesses capitalistas, políticos!!Separem o lixo que é chega as nossas casas por todos os produtos de "extrema necessidade" que nos são apresentados diariamente nas tvs quando os apresentadores bonitos e simpáticos dizem:NÃO SAIA DAÍ!E na sequencia somos metralhados de necessidades vitais que já vem com marca, dosagem e embalagens legais.
A caroline fez a marca dela, os pixadores têm as deles, ao meu modo eu tenho a minha e penso bem no que esta representa.Por favor amigos, vamos pensar direitinho.Como vi um dia destes:Um cara que matou uma mulher, foi condenando a 6 anos de prisão!A mulher morreu, não volta nunca mais.Uma garota que pixou uma parede branca, que no fim da noite já estava branca novamente, ter que ficar até 2010 da cadeia.
Não é demais!?
Não podemos ficar nessa posição de "eu acho isso" "eu acho aquilo" mas como eu não sou diferente de vocês, apesar de analisar e acreditar em pontos bem diferentes para pedir justiça:
EU ACHO que vocês estão indo longe demais com essas opniões.

Pensem bem queridos amigos humanos.obrigado pela atenção

12 de dez. de 2008

Ouvi Contar Que Outrora

Ouvi contar que Outrora - Ode Ricardo Reis/Fernando pessoa


Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.

À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário.
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.

Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas...
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.

Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.

Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.

Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indif'rentes.

Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranqüilos e avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.

Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.

Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.

O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.

A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece...
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.

Ah! sob as sombras que sem qu'rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.


__________________________
Renzo Martens



A prática de Renzo Martens busca investigar e provocar a imagem doutrinada das paródias apresentadas pela mídia ocidental.

Como um tipo de trovador, Martens se aventura em paisagens caóticas que nós, como consumidores da tragédia, parecemos estar familiarizados. Em verdade é nesta familiaridade que interessa a Martens. Metaforicamente ele se identifica como um exemplo da mentalidade ocidental doentia ao explicitamente colocar-se dentro das condições diretas transmitidas pela televisão. Episode 1, seu filme de estréia, é uma viagem através da paisagem de uma Chechênia oprimida e devastada. Percorrendo campos de refugiados, Martens reverte o papel do entrevistador, aquele que normalmente documenta os refugiados e funcionários da ONU em sua situação atual, em uma patética história de amor de um jovem, com o coração partido e desesperadamente necessitando de atenção.

Desta forma, é o próprio Martens que se torna objetificado ao invés das imagens tão familiares ao redor dele.

Estas entrevistas extremamente inapropriadas geram um forte sentimento de desconforto e exasperação. No entanto, é precisamente esta estranheza que torna seu comportamento irreverente e egocêntrico sincero. Martens simboliza a economia do consumo midiático ao mesmo tempo em que se torna uma entidade eclética e terapêutica.

Prosseguindo em sua jornada no mundo como um espectador do paraíso, Martens tem investigado a África, particularmente o Congo, em seu produto de exportação potencialmente mais lucrativo: imagens de pobreza. Episode 3 revela de uma forma direta e confrontante, mas ao mesmo tempo ingênua, as possibilidades do Congo explorar sua própria pobreza além de seus produtos conhecidos, como a borracha e o cacau. As chocantes imagens da tragédia local tipicamente são utilizadas pelo Ocidente como lucros beneficentes enquanto que no local nada de positivo acontece.

Martens tenta liberar os congoleses deste círculo vicioso apresentando-se como um “salvador” que educa os habitantes a se beneficiarem de sua própria pobreza. Este gesto utópico leva a uma expedição épica de verdadeira revelação, na qual Martens, como sempre, aparece como o núcleo de seu assunto.

exercicio experimental da liberdade

em homenagem a garota vegetariana pichadora presa por acao na 28 Bienal

agora.

os micos fazem festa la fora

leio uma ode de ricardo reis

tudo conspira

e essa estranheza passa a ser

tambem

familiar

alguem danca enquanto bombas sao lancadas

o iconoclasta acredita

na feh do adorador de imagens

mas esta nao se deixa visivel

por mais que as bombas

explodam

alguem ainda ve nisso

musica

e

apenas musica

embala o movimento dos dancarinos

27 de nov. de 2008

cinismo reacionário via e-mail

Intitulado "curriculum da futura presidente do Brasil", um email se dissemina pela internet, mostrando a ficha policial, à época da ditadura militar, da ministra Dilma Roussef, assinalada como "terrorista" e mostrando suas atividades "ilegais" e assaltos à bancos que teria praticado.

Minha resposta:

Se ela conseguir diminuir um pouco o lucro dos banqueiros e distribuir essa riqueza com a população do país, já está bom.
Acho que deve ser levado em conta o período em que ela cometia tais ações, porque quando ela foi presa ela foi torturada como comunista e não tratada como ladra comum, assaltante de bancos. E se é para ficar de algum dos lados, pior os golpistas do regime militar, que querem anistia para seus crimes de tortura e repressão e não admitem serem julgados pelos crimes de excessão que cometeram no período. Violência que o Estado brasileiro não contempla em sua constituição. Privaram o direito de expressão da sociedade por medidas repressivas como o AI5 e o resultado foi um desastre que ceifou a vida de milhares de jovens, à época, prendeu muitos, além de outros que foram expulsos do país. Torturas físicas e psicológicas. Traumas que levaram muitos ao suícidio e até hoje é uma ferida aberta na consciência do país. Por sorte essa aí sobreviveu.
Chega de "marcha com deus com a família pela tradição, família e propriedade". Essa marcha a ré é o que menos o Brasil precisa, hoje em dia, quando parecem abrir alguns horizontes no cenário latino, americano e até mundial, de que a "mão invisível do mercado" - essa que, entre outras coisas, tirou um presidente eleito democraticamente pelo povo para colocar uma junta militar no poder - começa a perder um pouco de seu peso sobre a construção de nossas vidas.
Deixa começar a campanha eleitoral, vamos ver o que ela tem a nos propor como projeto para o país. Até porque esse tipo de anti-propaganda reacionária sobre a ministra ou sobre qualquer pessoa que tenha vivido aqule momento infeliz do nosso passado, acaba dando argumento para extremismos. E isso não precisamos, no momento. Juizo não se compra na farmácia. E nem se leva na porrada.
Claro, melhor que conheçamos o histórico de cada candidato e quais os interesses que defendem cada um, mas quando vem um spam desses, de ironia cínica, com a imagem intitulada "curriculum" e a mensagem do post "Nossa futura Presidente do Brasil!!", isso fica parecendo que querem que a gente se torne cúmplices de operações como as feitas pelo DOI-CODI e outros orgão de repressão. E isso é muito deselegante. E, quem cala, consente. A não ser em situação de repressão, em que é obrigado a se calar.

Ex-presidente da Bienal Internacional de Artes de São Paulo

CVM aplica multa recorde ao ex-dono do Banco Santos

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) multou nesta quarta-feira o ex-dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, em R$ 264,5 milhões. Trata-se da maior multa individual aplicada pelo órgão responsável pela fiscalização do mercado acionário. Ao todo, o banco, cuja falência foi decretada em 2005, e outros 11 ex-executivos foram penalizados com multas que somam R$ 667,5 milhões, também recorde na história da CVM.

Ferreira e o Banco Santos são acusados de emitir e negociar debêntures, no valor de R$ 1,3 bilhão, sem registro na CVM, como determina a legislação do mercado de capitais.

O inquérito da CVM foi iniciado em maio de 2004 e investigou irregularidades na gestão dos fundos de investimento por parte da Santos Asset Management-- responsável pela administração de recursos de terceiros-- e na comercialização de debêntures por parte do Banco Santos.

Para a CVM, essas operações beneficiaram o próprio Banco Santos, em detrimento dos cotistas dos fundos administrados pela Santos Asset Management.

"A falta de diligência é gravíssima. Os cotistas foram ludibriados, achando que teria uma gestão profissional dos recursos", afirmou o diretor da CVM Sérgio Weguellin, relator do processo.

Nessas operações, o banco emprestava um valor adicional ao que era pedido, desde que essa sobra fosse aplicada em debêntures indicadas pelo banco. Essas debêntures eram emitidas por empresas não-financeiras direta ou indiretamente ligadas aos próprio Banco Santos ou a Edemar Cid Ferreira. Algumas delas estavam sediadas em paraísos fiscais.

Segundo a CVM, essas empresas eram de "fachada", e tinham como sócios, administradores e procuradores pessoas de baixa condição financeira e instrução, que eram os chamados "laranjas".

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/255617/cvm-aplica-multa-recorde-ao-ex-dono-do-banco-santos

25 de nov. de 2008

Grana para socorrer o setor imobiliário nos EUA

São 800 bilhões (600 + 200) de dólares + ou - 1.6 um trihão e seicentos bilhões de reias!!!!
Se fosse dividir isso para cada pessoa, dando 3 mil reais para cada um, durante um ano, somando 36 mil, dava para deixar 44.444.444.444,4 - 44,4 bilhões de pessoa só curtindo, durante um ano, podendo investir em seu próprio negócio, poluindo menos o ambiente e aproveitando para aprender um pouco mais sobre o que quisesse.
Duvide-o-dó que o setor imobiliário dê um milionésimo de empregos que justificariam esse derrame de dinheiro em quem fez a crise e continua lucrando com ela.

12 de nov. de 2008

A SOLUÇÃO PRO NOSSO POVO EU VOU DAR!



1
Investimento

O Brasil também deverá apresentar recorde de investimentos ao final de 2008. Segundo projeção da Anfavea, as montadoras deverão investir no país US$ 4,9 bilhões neste ano. Segundo Jackson Schneider, o montante previsto para o intervalo de 2008 a 2010 é de US$ 20 bilhões de investimentos entre montadoras e fabricantes de autopeças. "Isso gerará dinamismo à economia brasileira."

Taxa de emprego e licenciamento
Em fevereiro, 122.400 pessoas estavam empregadas na indústria automobilística, segundo os dados divulgados pela Anfavea.

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL344301-9658,00-PRODUCAO+DA+INDUSTRIA+AUTOMOBILISTICA+CRESCE+NO+BIMESTRE.html

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2
Outros setores que recebem tratamento privilegiado das autoridades, como a indústria automobilística e a de equipamentos eletrônicos, também figuram na lanterna do ranking da geração de empregos.

Os dados são de estudo recém-concluído, assinado pela economista Sheila Najberg e pelo engenheiro Roberto de Oliveira Pereira, ambos da Área de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os campeões na geração de empregos, segundo o levantamento, são os chamados serviços prestados às famílias, ou seja, trabalhadores de segmentos que abrangem lazer pessoal, educação privada, entregas domésticas, cabeleireiro, manicure, entre outros. Estes serviços geram 1.080 empregos para cada R$ 10 milhões de aumento da produção. Em segundo lugar vêm artigos de vestuário (mil vagas) e, em terceiro, agropecuária (828).

http://www.sindicatomercosul.com.br/noticia02.asp?noticia=12851

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É NOTÍCIA DOS JORNAIS DE HOJE (12/11/2008): O GOVERNADOR DE SÃO PAULO, JOSÉ SERRA, INVESTE 4 BILHÕES DE REAIS PARA SOCORRER AS MONTADORAS. E ISSO É VENDIDO COMO UM ATO HERÓICO. AÉCIO, DE MINAS, ESTÁ NA MESMA LINHA. ACABEI DE VER NO JORNAL DA NOITE, DA GLOBO. POIS BEM, DIANTE DAS NOTÍCIAS ACIMA E, SABENDO QUE É DINHEIRO PÚBLICO INVESTINDO, MAIS UMA VEZ, EM MULTINACIONAIS, EM NOME DE GERAÇÃO DE EMPREGO, REINVINDICO AQUI A MINHA PARTE DESSA FORTUNA EM ESPÉCIE. ENTENDERAM BEM? EM ESPÉCIE. QUE SE FODAM OS MISERÁVEIS EMPREGOS.