1 de jul de 2006

ARACRUZ - credo cruz!

Famílias impedem Aracruz de derrubar Mata Atlântica
[30/6/2006] Por Marcelo Netto Rodrigues/Brasil deFato
Três dias depois que dez famílias ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) conseguiram impedir, com seus corpos, que sete tratores da transnacional Aracruz Celulose concluíssem a derrubada de uma Área de Proteção Permanente (APP), de Mata Atlântica, em Linhares, no Espírito Santo, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou o embargo das operações da empresa na área.

[[ PS: Aracruz faz atualmente uma propaganda na TV onde aparecem Pelé, aquele astronauta, Bernadinho, a ginasta, o lutador de boxe e outros mais associando-se a imagem desta nefasta criadora de desertos de eucaliptos... definitivamente, estes nossos atletas sao tremendos cabeças de bagre...Viva o Brusil!]]

No dia 16, em meia hora, 7 tratores – dos 27 que seriam utilizados pela Aracruz para o desmatamento da cabeceira da nascente do Córrego Jacutinga – já haviam derrubado cerca de 8 hectares dos 50 hectares da APP quando mulheres camponesas – uma delas, no nono mês de gravidez –, suas crianças e maridos se posicionaram em frente às máquinas, relata Sérgio Conti, do MPA do Espírito Santo."A Mata Atlântica em restituição que a Aracruz estava derrubando é uma área de APP protegida por lei ambiental, que há 25 anos não era cortada. Algumas árvores nativas já alcançavam 6 metros", informa Conti. "Espécies raríssimas, como braúna, sapucaia, guaribú e gibatão foram destruídas", conta Elias Alves, outro coordenador do MPA.No Córrego Jacutinga, moram cerca de 30 famílias de pequenos agricultores e, na região do Córrego do Farias, cerca de 300 famílias resistem em meio aos plantios de eucalipto, pasto e cana-de-açúcar. A Aracruz retirou seus tratores da região, mas a milícia a serviço da empresa continua na área com duas viaturas e sete vigilantes. Se for comprovado o crime ambiental, a Aracruz será autuada e a área deverá ser reflorestada.RÉU REINCIDENTEMultas por crime ambiental não são uma novidade para a Aracruz Celulose. A empresa já foi multada este ano, na Bahia, pelo Ibama em R$ 600 mil, por plantio irregular de eucalipto em 200 hectares próximos à área do entorno do Parque Nacional do Descobrimento, no município de Prado, extremo sul do Estado. Em dezembro do ano passado, a Veracel – empresa da qual a Aracruz detém 50% das ações – também foi multada em quase R$ 400 mil por dificultar a regeneração natural de florestas de Mata Atlântica em 1.200 hectares ao sul da Bahia.A Aracruz é uma das maiores empresas do setor de madeira, celulose e papel do mundo. Detém mais de 260 mil hectares de áreas plantadas no Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. É proprietária de cerca de 3% do território do Espírito Santo e já destruiu 50 mil hectares de Mata Atlântica só neste Estado.

http://www.revistaforum.com.br/vs3/artigo_busca.aspx

Um comentário:

célia musilli disse...

Oi, Rubens, tudo bem? Chegou aqui em casa a revista Poesia Sempre onde foram publlicados poemas seus, meus e do Maurício Arruda Mendonça. Vc tb deve ter recebido um exemplar como colaborador. Achei muito legal três pessoas de Londrina reunidas numa só publicação junto com outros tantos do Brasil, claro. A Ana Paula deve te ligar pra fazer uma materinha pra Folha2, vamos registrar. Eu estou em férias e viajo na segunda-feira. grande beijo e gostei muito dos seus poemas...