24 de mai. de 2009

Papagaio de exposição com cartão laranja





May 24, 2009
Centro de Artes Helio Oiticica
Rua Luís de Camões, 68., Rio de Janeiro

Encenação na manifestação na frente do Centro de Arte Hélio Oitica, no meio de um perrengue entre a secretaria de cultura do município e a família do artista. Pelo exercício experimental da liberdade não só para os incluídos, mas para os incluídos dentro dos ambientes de arte que não podem reclamar sua liberdade, afinal, o conceito "obra-obra" não foi inventado à toa, mas para pensar o fluxo na arte, asim como é na vida. Quem herda herda, quem não herda fica na mesma... Da adversidade vivemos, mas uma laranjinha no meio do caminho ajuda a consciência crítica a se tornar mais aguçada. Viva a cor que age! Amor humor já dizia o poeta da antropofagia. (fotos: fabi borges)

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http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=9864386669270524701&aid=1243189518&p=0

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http://picasaweb.google.com.br/pileggisa/CartaoLaranjaEOPapagaioDePirata#

7 de mai. de 2009

marcha soldado

fonte: 2009/5/7 edson barrus


Marcha soldado

Num ato corajoso, pela primeira vez na história, um juiz de são paulo derruba tabus e dá ganho de causa a um subtenente que quer incluir o companheiro como seu beneficiário na previdência da Polícia Militar
Por Camila Garcia fotos Bruno Schultze


Antonio Módulo Sobrinho, de 68 anos, é subtenente reformado da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Trabalhou na polícia por 22 anos. Fez policiamento ostensivo nas ruas, foi salva-vidas do Corpo de Bombeiros em São Vicente, na Baixada Santista, e atuou também no presídio do Carandiru. Durante 20 anos conseguiu esconder da corporação sua vida pessoal. “Nunca perceberam nada em mim, nunca dei motivo nem falei para ninguém da PM sobre a minha opção sexual”, explica.

O policial aposentado vive com Guilherme Mallas Filho, de 56 anos, há quase 41. Desde fevereiro de 2006, o casal luta na Justiça para que Guilherme possa ser incluído como beneficiário do companheiro na Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma espécie de previdência exclusiva para PMs.

Numa decisão inédita do juiz Rômolo Russo Jr., da 5ª Vara da Fazenda Pública, a dupla obteve a primeira vitória. “O cargo choca, mas não é indigno ser homossexual em nenhuma profissão”, diz o magistrado. Russo Jr. explica que, como não há uma legislação para casos como esse, o juiz deve agir como legislador, já que existe uma lacuna na lei. “Eles provaram que mantêm uma união estável, têm conta conjunta desde 1987, e que existe uma relação de afeto e dependência econômica. Não há razão para que Guilherme não seja beneficiário do companheiro.”

A Caixa Beneficente da Polícia Militar apelou e o caso vai agora para o Tribunal de Justiça do Estado. Mesmo assim Russo Jr. determinou a tutela antecipada – o que significa que, na prática, até o fim do processo, se Módulo morrer, Guilherme terá direito à pensão. A tendência é que a sentença dada pelo juiz se mantenha.

O INSS já reconhece como legítima a união estável entre pessoas do mesmo sexo para fins de previdência – e isso deu forças para que o PM entrasse na Justiça para conseguir o mesmo benefício. Anteriormente, ele havia feito a solicitação administrativamente na Caixa. O pedido foi negado.

Na Polícia Militar, a decisão judicial caiu como uma bomba. E obriga a corporação a tratar de um tema povoado de tabus. Um assunto que eles preferem ignorar. Oficialmente, ninguém fala sobre o caso.

Para se ter uma ideia do que representa dentro da Polícia Militar uma decisão como essa, na época em que os superiores de Módulo descobriram que ele era gay, em março de 1982, o policial foi obrigado a passar oito dias aquartelado e teve de responder a um IPM (Inquérito Policial Militar) por pederastia. “Pederastia era considerada uma infração grave para a PM. Hoje em dia as regras estão mais brandas, mas ainda assim todos preferem ignorar que existem homossexuais dentro da PM”, avalia Módulo. “Quando estava em serviço nas ruas, vi vários policiais querendo espancar gays na rua. Sempre impedi, sempre trabalhei corretamente.”

Módulo conta que não foi difícil manter em segredo sua opção sexual durante tantos anos. Com voz grossa e valentão, ele não dava brechas para desconfianças. Foi numa viagem para a Bahia com Guilherme que o relacionamento foi descoberto. Os dois foram parados pela polícia. Módulo tinha viajado sem o conhecimento de seus superiores e portava uma arma oficial. O tenente baiano imediatamente comunicou o batalhão dele em São Paulo da situação. E ainda fez questão de dizer que o PM estava beijando exclusivo outro homem na boca. Assim que voltou à cidade a vida dele no trabalho se transformou num inferno. Além da prisão, das ameaças, os oficiais do Serviço Reservado o chamaram para uma conversa definitiva. As opções apresentadas: ou Módulo largava o companheiro ou seria transferido para outra cidade. Ele ficou com a segunda opção e teve de sair de Santos, onde sempre morou, para vir para São Paulo controlar a entrada e a saída de visitantes no Carandiru. Ficou no novo posto por um ano e não aguentou a barra. Nessa época, a saúde dele já estava bem fragilizada. Reflexo de uma queda em que bateu a cabeça, durante um treinamento no Corpo de Bombeiros, anos antes. Além disso, toda a perseguição quando a história veio à tona lhe causou uma depressão profunda. Guilherme, que atuava como detetive particular, parou de trabalhar e passou a cuidar em tempo integral do companheiro. Essa dedicação foi um dos argumentos centrais da defesa do casal. “Guilherme parou a vida para se dedicar a Módulo”, constata Márcia Arbbrucezze Reyes, advogada dos dois.

Módulo faz coro: “Não importa o sexo da pessoa, o que importa para mim é que ele sempre esteve ao meu lado e depende de mim financeiramente. Não quero desampará-lo depois de todos esses anos juntos”.

Na audiência, Márcia também levou ao juiz cinco testemunhas que comprovaram a relação duradoura e harmônica dos dois. Eram amigos, vizinhos que conviveram em épocas diferentes com eles. Os fatos, documentos e depoimentos convenceram o juiz Russo Jr. de que as alegações faziam sentido e eram verdadeiras.

Com essa decisão, certamente uma nova página da nossa legislação começa a ser reescrita.



--
edson barrus
http://www.youtube.com/user/edsonbarrus
http://web.me.com/edsonbarros

4 de mai. de 2009

o mambembe cybernético

2009/5/4


Rubens, a estória dos pedidos de depósito provocou uma outra discussão, desta vez com os moderadores do yahoogoups... Pois é considerado span pedir ajuda pessoal, e passei uma semana em troca de emails para explicar o que eu chamei de "o mambembe cybernético"....

Argumentei ser esta uma legítima atitude artística praticada desde a idade média, a de apresentar a produção em praça pública e/ou nas ruas e depois passar o chapéu, e que isso em nada difere dos convites de lançamento de livros ou para ver uma exposição e/ou peça de teatro..., pois mesmo nessas o subtexto é "compre!"

Eu não fui excluído dos grupos porque convenci os moderadores que tinham que considerar que se: 1. convidam/aceitam artistas nos grupos; 2. os mambembes existem; 3. o meu trabalho é público e está em lugares na internet, está em sítios virtuais; 4. eu indico onde ver (os links onde publico com frequência); 5. todos podem acessar independente de comprar ingresso e/ou adquirir a obra para si, então eles tem que aceitar o "passar o chapéu também. E, considerando tudo isso acima, é legitimo eu pedir colaborações espontâneas e ainda indicar onde está o meu chapéu, ou seja, a minha conta bancária - o cpf é para o caso de depósitos virtuais. Portanto, se não queres ter problemas indica os teus links junto com a conta bancária.

O "etetuba" é fruto de um contexto local..., pois meus irmãos macumbeiros tem pouco acesso à internet e com isso são limitados no uso dos recursos do 'mundo virtual', então eu passei a ser uma espécie de instituição divulgadora ao mesmo tempo em que faço a capacitação de cada um dos grupos que me chamam pedindo que ajuda para montar blogs, fazer divulgação e etc.... Mas todos sabem que se passarem um único email para o "etetuba" eu mesmo faço aquilo que é urgente e que eles tem dificuldade...

Isso começou com minha mãe de santo, depois ampliou para os macumbeiros da zona metropolitana de Belém, depois para os Mestres da Cultura Popular do Estado do Paré, depois distribuí minhas senhas do etetuba@gmail.com para poder ter ajuda de alguns amigos quando eu passo por dificuldades (tipo: períodos de internação hospitalar por causa dessa merda de amputações por diabetes; sufoco respondendo processos na UFPA e outros), e virei a instituição Etetuba...

Então eu entendo as contribuições como sendo para meu trabalho artístico e cultural.... e o financiamento é "em geral", pois não se limita a arte.

Por falar nisso a Égua Gambiarra está tussindo (minha komby velha tem nome e sobrenome e nasceu em 1995 - tem 14 anos) e vou adorar ajudas para interna-la numa clinica veterinária antes que essa tosse vire uma gripe equina.

há_braços.

Arthur

financie as ações de Etétuba, deposite qualquer quantia na conta


Banco do Brasil
ag 3702-8
cc 19097-7


Etetuba = Arthur Leandro
CPF 279.114.462-53


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+ BOAL

Leia abaixo a íntegra do discurso de Augusto Boal sobre o dia mundial do teatro, 27 de março. O pesquisador, diretor e dramaturgo foi nomeado como embaixador mundial do teatro pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Leia a íntegra do discurso:

"Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.

Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!

Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática --tudo é teatro.

Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.

Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa --nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.

Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - 'Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida'.

Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.

Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento --é forma de vida!

Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"
02/05/2009 - 17h52

Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, morre aos 78 anos no Rio
São Paulo - O dramaturgo e diretor de teatro Augusto Boal morreu na madrugada deste sábado, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo, Rio. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril.

2 de mai. de 2009

TEATRO DO OPRIMIDO



AUGUSTO BOAL (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 - Rio de Janeiro, 2 de Maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.

30 de abr. de 2009

JOGANDO UM BOLÃO


Santa Pelada, com os amigos, na quadra da rua áurea - perto do supermercado rede economia, Santa Teresa, RJ - segundona, dia do nada 2009, 9 e meia da matina pra frente, com suquinhos e conversa na pracinha com as meninas e as crianças.
Bóra lá de bonde pra estreiar a bola nova!

http://nothingday.blogspot.com

o q é bom!



Espelho, espelho meu, existe bigode mais lindo que o teu?
Com vocês, BELCHIOR do jeito que eu gosto: cantando PARALELAS e com pianinho ao fundo. É de matar!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=ELxLGrG_6Ek&feature=related

hein?

o dom Pedro 2º, que era filho da Maria louca, já nasceu viajando.

26 de abr. de 2009

morro disso





22 de abr. de 2009

gilmar mendes, a casa um dia cai...

22/04/2009 20h55

Em bate boca, Barbosa diz que Mendes destrói a Justiça

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=em-bate-boca-barbosa-diz-que-mendes-destroi-a-justica-0402356CCCB10346

ou aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=t2FDJuxU5nM

11 de abr. de 2009

Dia do Nada vem aí!!!

10 de abr. de 2009

Sobre OS no Rio

Tudo começou com a Fabiana dos Santos me repassando um email para assinar uma petição a favor das OS, no Rio de Janeiro:

FABIANA

amigos,

repassando, é justo e necessário para o Rio.
é mais uma forma de desburocratizar, dar agilidade e ampliar as possibilidades de financiamento para projetos culturais.
por favor, interessem-se e assinem.
abraços
Fabiana



----- Mensagem encaminhada ----
De: Claudia Saldanha <claudia_saldanha@terra.com.br>
Para: Claudia Saldanha <claudia_saldanha@terra.com.br>
Enviadas: Domingo, 5 de Abril de 2009 10:54:14
Assunto: Fw: Petiçao a favor das OSs

Caros amigos,

Segue e-mail de Adriana Rattes sobre projeto de lei das OSs que está
tramitando na Assembléia do Rio.
Para aqueles que apóiam a idéia é importantíssimo assinar esta petição.
Embora tal prática já esteja dando certo em outros estados, no Rio a reação
e o preconceito ainda são muito fortes.
Bjs,
Claudia

> ----- Original Message -----
>
>> Queridos todos,
>>
>> Há uma petição online defendendo o projeto de lei que nos possibilita ter
>> OSs (organizações sociais) na administração pública de instituições e
>> projetos culturais.
>>
>> Quem é a favor, assine. É muito importante esta manifestação para
>> sensibilizar os deputados da Assembléia Legislativa. É importante também
>> mobilizar mais pessoas, por isso, avisem os amigos que trabalham, pensam
>> ou gostam de cultura ( e do Rio de Janeiro!).
>>
>> O endereço da petição é
>> http://www.petitiononline.com/OSnoRJ/petition.html.
>>
>> Seguem, também, três links interessantes:
>>
>> - Comentário de Arnaldo Jabor, na rádio
>> CBN:http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2009/04/01/A-DECADENCIA-DA-CULTURA-NO-RIO.htm
>>
>> - Texto de Chacal sobre OS:http://chacalog.zip.net
>>
>> - Texto de Patricia Canetti sobre
>> OS:http://www.canalcontemporaneo.art.br/e-nformes.php?codigo=2340
>>
>> Quem ainda quiser mais informações sobre o assunto, pode encontrá-las no
>> portal da secretaria de cultura ou me procurar diretamente.
>>
>> A causa é boa.
>>
>> Beijos,
>> Adriana

RESPOSTA RUBENS:

Fabiana, não é bem assim. Pelo o que sei, até agora, as OS, no caso, são uma forma de terceirização do setor público para tirar do estado a responsabilidade de gerir os espaços e os servidores destes espaços. a secretaria de cultura do estado está dizendo que é para agilizar contratações e demissões, mas o fato é que não foi investido um centavo em formação e informação aos servidores e, em uma atitude que não levou em consideração estes trabalhadores, simplesmente os colocam na berlinda, agora, sem garantia de emprego, acusados de incompetentes. O receituário neoliberal é bem explícito neste aspecto, por não ter interesses com a causa pública, apesar de se beneficiar dela. É o famoso caso do médico que, para acabar com a doença, mata o paciente. Vc acha que as empresas vão colocar arte contemporânea experimental no teatro municipal para o povão ir ver? Acho que é o mesmo modelo que estão tentando recuperar da lei rouanet, pois se financiam com o dinheiro do estado apenas em markting para as empresas públicas trazerem os cirque de soleil da vida, enquanto os artistas nacionais - que estão produzindo - vão continuar roendo osso, quando muito.
Acho que, enquanto artistas e interessados em arte e cidadania, esse assunto merecereia maiores esclarecimentos, porque, mais uma vez, colocam como se fosse a salvação da lavoura, quando os interesses que estão por trás disso, não são tão angelicais assim.

RÉPLICA DA FABIANA:

Oi Rubens

desculpe, mas eu não penso que as OS são a salvação da lavoura. Aliás, não acredito em salvação da lavoura. Não existe UMA única forma de se melhorar a situação do financiamento da arte.

Creio que as OS podem ser UM meio de se ampliar isso. Também não vejo da mesma forma essa questão da retirada do Estado desta responsabilidade. O Brasil está acostumado ao paternalismo do Estado e os artistas também! Acho isso um atraso, assim como acho um atraso a estabilidade do funcionalismo, no caso do nosso país: transformou o estado num cabide de empregos inoperante. As pessoas não se aplicam para crescer na sua função e melhorar o funcionamento do Estado... para quem? para os cidadãos, para eles mesmos! Não acredito nessa visão vitimizadora do funcionário...

É uma lástima, mas o brasileiro não tem sentido de coletividade, não respeita a coisa pública... enfim, já se sabe.

Também não acho ruim transferir para a iniciativa privada algumas responsabilidades, desde que acompanhadas de perto pelo Estado. Acho que o Estado tem o papel, SIM, de fiscalizar para que as coisas aconteçam da melhor maneira para a sociedade. Essa é uma tendência - que se acentuou no neo-liberalismo - de fortalecimento das sociedades civis, de diminuição do papel do estado nacional e da força do estado, e do crescimento do papel das organizações civis nacionais e transnacionais na economia e na politica mundial.

Essa é uma tendência saudável, que abre espaço para os cidadãos a participarem mais na gestão dos espaços e recursos.

Porém, no Brasil, com uma sociedade civil ainda fraca nesse sentido, com o nível e consciência e participação das pessoas baixo, com nossa história de escravidão, paternalismo e autoritarismo..... as coisas são diferentes.

Essa conversa pode ir longe, mas vou voltar às OS.

Sou a favor, mas lastimo que a reunião que discutiu isso tenha sido tão RESTRITA!

poderia ter sido amplamente divulgada e a classe artística amplamente convidada. Essa seria uma forma mais democrática de colocar em pauta algo que vai afetar a todos. Porém, nossa herança autoritária deixa esses lapsos na polítca (aqui no Rio, então.... é tanto golpismo, que não dá tempo de absorver um, já está outro a caminho...)

Mas eu, estou sempre acreditando que em algum momento uma boa administração vai engrenar por aqui, e porque não poderia ser esta?

Já deixei de ser partidária quando se trata da administração pública. Apoio os que observam o INTERESSE PÚBLICO, e creio que isso é um enorme ganho, no nosso caso.

Não dá pra colocar questões de princípio o tempo todo, às vezes elas impedem de se desenvolver uma compreensão mais ampla... emperram as engrenagens....

e, quanto ao Teatro Municipal, acho que devem colocar lá o que a maioria da população quer ver. E se a maioria quiser ver arte experimental ok! mas se quiser ver balé clássico, ok também! Acho que deve haver espaços para TUDO. E acho que deve haver uma política de FORMAÇÃO de público para artes experimentais, arte contemporânea, dança contemporânea, teatro contemporâneo. Acho que o Esatdo tem o papel sim de garantir educação e formação nesse sentido (mesmo que indiretamente, acompanhando o "serviço terceirizado" de outros), para desenvolver no povão capacidade de LEITURA de linguagens artísticas e capacidade CRÍTICA também. Porque voce sabe do analfabetismo funcional no Brasil, não?

abraços,

Fabiana

TRÉPLICA, GARANTIDO A MINHA POSIÇÃO:

Fabiana. Como autorizado por nós, publico, então, nosso debate, por aqui, abrindo para outras vozes – quiçá esse debate ganhe contornos mais amplos e definidos...:

O Brasil e os artistas não estão acostumados ao paternalismo de Estado, como você disse. O que aconteceu, sempre, por aqui, foi o uso do poder público para o benefício dos interesses privados. O mesmo se deu com as privatizações e o desmonte do Estado: o governo piora a qualidade dos serviços públicos, a imprensa, interessada nos negócios privados, manipula a opinião pública e está montada a cena para a venda, a preços módicos, dos bens públicos. Só para citar poucos exemplos, a VALE foi vendida pelo preço dos recursos que já tinham sido revelados que ela poderia explorar. Não houve risco nenhum. E o capitalismo exigiria, ao menos, risco, para seus exploradores. Olhe só o quanto já não foi arrancado de buracos na terra... muito, mas muito a mais do que foi pago.

A telefonia, outro exemplo. Você anda pelas ruas do Rio de Janeiro e os telefones orelhões simplesmente não funcionam, em sua maioria. Sem contar que a tarifa do celular que pagamos é uma das mais caras do mundo.

Também não penso que a estabilidade tenha transformado o país em um cabide de empregos inoperante. Justamente porque não é o fato de você ter seu emprego garantido que você vai deixar de trabalhar. Isso ocorre, claro. Mas e quando você não tem garantias de emprego, com um exército de reservas gigantesco batendo às suas costas? É enlouquecedor!

Volto ao mesmo ponto. Acredito que plano de carreira, treinamento, aumento, motivação em ver o trabalho se desenvolvendo, são os motores de um bom funcionamento de qualquer empresa, de qualquer empreendimento. E a questão nem passa por estatização ou privatização.

Aonde você viu, leu ou quem te disse que a sociedade civil se fortaleceu durante o pico do neoliberalismo, desde os anos 80/90?

Minha preocupação, com essa história de OS é que esse discurso de que o estado acompanhará as atividades privadas na gestão dos serviços, quase sempre esconde uma troca de favores entre amigos. Não que será isso a acontecer, mas a gente vem de uma história muito recente cujas marcas do modelo neoliberal estão aí, presentes, mostrando que os que colocam os governantes no poder são os mesmos que se beneficiam de suas políticas. Ou seja, de lobo cuidando de galinheiro a gente já deveria estar vacinado... Milton Santos neles! Concordo com você que devemos observar o INTERESSE PÚBLICO. Mas isso é, ou deveria ser, uma questão de princípios. Aliás, creio que estamos tentando colocar pontos de vista em defesa dos interesses públicos, mas ainda não vejo nada sólido para que eu me coloque do lado dessa petição.

De todo modo, como você colocou – e como foi colocado na assembléia na alerj que participei com a comissão de cultura e os servidores públicos – esse projeto de lei chega sem discussão ampla e que vai dentro da tônica do que disse, até agora, sobre as políticas públicas neoliberais: “O servidor é um pária, manda embora”; “Faz edital para artista, chama fulano e beltrano”; etc. e a gente, os mais interessados, só ficamos sabendo das coisas depois de sair na imprensa, depois de ter se tornado lei. E é sempre nesse sentido de nos tirar a representatividade, a participação. De sempre nos tirar do debate e depois ainda vir com uma petição para a gente assinar, com conseqüências que podem se tornar complicadas resolver.

E, por fim, o que mais me aflige, é que o Estado, nesse caso, assume que não tem condições de cuidar do patrimônio e dos interesses públicos, preferindo consorciar a cultura, para evitar desvios e corrupções...

Acho que é isso, se quiser continuar o debate bacana, vamos postando. E apostando que essa discussão diz respeito a mais pessoas, também.

Um abraço

Rubens

6 de abr. de 2009

Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais

isso serve pra quem se sente estrangeiro dentro da própria casa?


o que é "artistas nacionais"?!!!!???

o mais do que certo é que esse evento está caduco faz tempo...






Em 05/04/2009, às 22:11, Clarisse Tarran escreveu:

Saiu no Canal Contemporâneo. Pelo amor de Deus, este grupo vai falar um pouco sobre as coisas???!!

Ab

Clarisse


março 23, 2009

Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo

Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada na sessão Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 20 de março de 2009

Exposição será reservada a estrangeiros que dialoguem com a cultura do país

O 31º Panorama da Arte Brasileira, que acontece em outubro, no MAM-SP, terá ainda projeto de residências artísticas para estrangeiros

Depois da polêmica Bienal do Vazio, no ano passado, que deixou um andar do pavilhão no Ibirapuera sem produções artísticas, a controvérsia do mundo das artes plásticas nacionais deste ano promete ser o 31º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), previsto para ser aberto no dia 10 de outubro.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, 43, a mostra bienal não terá artistas brasileiros, ao contrário do que indica seu título, mas estrangeiros que estabeleçam algum diálogo com a cultura local ou estejam vinculados a um tipo de produção que ele considere brasileira.

"Minha primeira ideia foi organizar um panorama de arte latino-americana, que acabou amadurecendo nessa ideia de arte brasileira feita por estrangeiros. Esse projeto também reflete minha percepção de que a programação das instituições na cidade é majoritariamente com brasileiros", disse Pedrosa à Folha, na sede do MAM.

Criado em 1969 e transformado em evento bienal em 1995, o Panorama visava até então apresentar uma leitura da produção brasileira contemporânea, tendo sido organizado por curadores como Ivo Mesquita, em 1995, ou o cubano Gerardo Mosquera, em 2003, que agregou três estrangeiros à mostra, entre 19 artistas.

A proposta de não incluir artistas brasileiros significaria que a produção nacional anda fraca? "Estou flexibilizando uma noção ossificada de "arte brasileira", questionando-a. O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista. Parece-me pertinente, pois o Brasil e a arte brasileira sempre foram muito abertos", diz Pedrosa.

Residências

Outra inovação será a realização de residências artísticas para estrangeiros, como ocorreu na 27ª Bienal de SP (2006), na qual Pedrosa foi cocurador.

Assim como daquela vez, a Faap irá acolher os artistas em um edifício na praça Patriarca. Esse tipo de procedimento, contudo, teve início antes na carreira do curador: "O projeto de residências é algo que primeiro desenvolvi com a Luisa Lambri, uma italiana que fez fotografias de arquitetura brasileira, em 2003. É um bom exemplo de "arte brasileira", nesse sentido ampliado".

Pedrosa pretende selecionar cerca de 30 nomes para a mostra: "Meu objetivo é buscar artistas que estabeleçam uma relação mais profunda com a cultura brasileira, como o Superflex [da Dinamarca], que trabalhou com o guaraná Power, ou a [francesa] Dominique Gonzalez-Foerster, que já trabalhou com muitas referências nossas e vive no Rio".

Cerca de metade da seleção, ainda segundo Pedrosa, deve participar do programa com a Faap: "Nas residências, vamos convidar de dez a 15 artistas que potencialmente possam desenvolver uma relação com o país, não apenas para realizar uma obra para o Panorama mas para algo muito além disso. Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam "arte brasileira" e oferecer possibilidades para que outros também o façam".

Mais que polêmica, a proposta de Pedrosa é ambiciosa: é possível definir como brasileiro um trabalho de arte contemporânea, independentemente de quem o realize? Essa foi, afinal, uma das questões fundamentais dos modernistas brasileiros, que nunca conseguiram chegar a uma conclusão.

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Posted by Ananda Carvalho at 2:52 PM | Comentários(18)
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Comments

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Posted by: William Golino at março 31, 2009 6:39 PM

Isso e triste. A proposta esta na cola de modinhas de curadorias que vem de fora. Outra proposta que convem ter o angulo trans-nacional e a escolha de Liam Gillick (Ingles) para representar a Alemanha em Veneza. Sendo que nesse caso, existe um paralelo enorme entre a carreira do artista (Gillick) e a do curador (Schaufhausen).

Um exemplo seria arte brasileira feitas por brasileiros radicados no exterior. No caso da proposta Pedrosa, os artistas acabam sendo do circuito Grand-Tour das mega bienais de sempre. Perai Gonzales-Foerster? Fala serio. Existe alguma exposicao post-Relational Aesthetics onde ela nao esteja presente?
Que tal Mario Garcia Torres?

E preciso que haja propostas serias que considerem realmente a questao da arte brasileira alem do territorio nacional, mas excluir Brasileiros a favor do modelo Jean de Lery, ja vai tarde. As primeiras imagens do Brasil foram geradas por fora afim de que os paises definissem os seus "outros". E preciso que a questao da arte brasileira seja abordada sempre com visao critica em relacao a sua imagem original: o espelho do outro, a distancia. E preciso retomar os nossos espelhos e acreditar na nossa capacidade antropofagica e reflexiva.
Posted by: Manuela Leal at abril 1, 2009 4:19 PM

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.....de Mal a Pior.
Que presunção, que vaidade, que ego-centrismo,
que exclusão, que ignorância, mais do que o Nada
da Bienal,...... o Ridículo.

Pedrosa seja mais artista e menos Nada.

Boa noite,

Artur Barrio
Posted by: Artur Barrio at abril 1, 2009 9:34 PM

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Que chique!!!! `òòò merci ! artiste etranger qui aime les brésiliene (samba),(futebol),(caipirinha), je vous me présente aussi comme etrangère pour participe de cette promotion!

Monsieur Pedrosa, j'amerrai vous invite pour venir me visite en Suisse et connaître mon atelier à Genève et profite des belles paysage alpine et ce possible fait du Sky.

Je suis a votre disposition,
attentiosament

Mr. Soares

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Posted by: Edgard Soares at abril 2, 2009 5:05 AM

Adriano está óbviamente interessado em ampliar suas conexões internacionais, e deixar o sertão patropi para trás. Me surpreende que o MAM e os patrocinadores do Panorama aceitem proposta com tamanho ranço de provincianismo. Parece que pararam ontem de roçar café. ./. Depois da Bienal do Vazio, teremos o Panorama sem brasileiros ... Lindo! Quem sabe assim nós (artistas) reconheceremos de vez que somos a base (marxista) deste sistema de produção que é o mundo da arte, para apoiarmos atuações mais decentes dos curadores (auto-elevados a burguesia patronal).
Posted by: Alex Cabral at abril 2, 2009 10:38 AM

O que é arte brasileira?
O que é arte estrangeira?
Até quando ficarão rotulando algo irrotulável?
Pare com essas bandeiras que delimitam e limitam o pensamento, castram a criação e anulam qualquer possibilidade do ser.
O triste é saber que algo tão sério esta nas mãos de Hienas, prontas para devorar nossa carcaça, rapineiros caçadores de carniça, é isso que são.
Esta faltando arte na arte, esta faltando arte das entranhas, e esta virando um jogo lugubre em que arte e pensamento viraram alimento de vermes sangues sugas da criação...
é uma pena.


Sigo errando, sou um “Édipo”
vagando cego pelo deserto das desilusões,
pagando por não ter matado meu pai,
e por não ter transado com minha mãe.

Vago por este “Bosque das ilusões perdidas”,
em meio as “Flores do mal”, exalando meu odor tétrico
observo as Hienas, elas riem famintas do meu estado podrômico,
sou todo alimento, 63Kg. de carne impura
sendo devorada diariamente.

Sou um asilo de aflitos, vermes que se nutrem diariamente de minha sensibilidade,
sou o drama da matéria, “moesta et errabunda".

Destinado a sentir a dor do outro, as dores do mundo,
as dores de uma ferida aberta pelo “ser” humano,
Que ensina a “não ser” humano.

Posso sentir seu gosto, posso sentir seu cheiro,
ainda assim, não me enclausuro em sua casca.
E não cicatrizo nunca.

Sou fratura exposta. Sangro a tua moral.

Estou em carne viva.

(andrérnica...)
http://www.flickr.com/photos/andrernica/
Posted by: andrérnica at abril 2, 2009 12:16 PM

Que absurdo!
Depois da Rosalind Krauss usar o termo "ampliado" para justificar uma nova leitura para escultura, agora parece obrigação para todo o universo a utilização do termo, justificando loucuras curatoriais! Inacreditável a irresponsabilidade e desprezo com que alguns de nossos curadores tratam nossos artistas. Onde vamos ver arte Brasileira? Na Espanha? França? EUA? Alemanha?
E como se classifica o artista de acordo com sua nacionalidade? Pq se o cara esta aqui a 20 anos realmente é arte brasileira, mas vamos parar de considerar arte brasileira a arte feita por artistas que nasceram aqui e vivem a mais de 20 anos fora do Brasil?

Clarissa Borges
Nascida em Tallahasse-EUA (1976)
Vive a 29 anos no Brasil
Nacionalidade Brasileira
Posted by: Clarissa Borges at abril 2, 2009 12:38 PM

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Esses SONOLENTOS neo-intelectualoides idiotas com suas sonolentas polemicas... realmente a coisa esta cada vez mais estupida... a arte, o pensamento, a filosofia... tudo esvaziado por esses intelectualoides ocos... putrefactos... presos nas quetoes mais vazias e bobas que podemos imaginar... ainda falando de regionalismos, bla,bla,bla... e todo tipo de idiotices... Pedrosa.... hahahaha...
...criatura artificial!...
Posted by: LOBO at abril 2, 2009 2:18 PM

Os artistas brasileiros merecem! Quem está no poder é porque foi eleito de alguma forma. Quem tem poder, usa. Então, isso é bestial de banal. Att, Didonet Thomaz
Posted by: Didonet Thomaz at abril 2, 2009 7:36 PM

todos cresceriam muito, artistas, criticos, estudantes e locais. Abrir terreno significa se dispor a troca, aceitar o outro, compartilhar dados e experiências. ceder o "top" local.

Devemos receber a proposta, em seguida destruí-la.
Posted by: carl at abril 2, 2009 9:35 PM

Yes! nós temos bananas.
Posted by: anelise at abril 2, 2009 10:22 PM
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O curador Adriano Pedrosa deve ter sua pesquisa e suas razões para organizar uma exposição nesses moldes, mas usando o raro certame e o título Panorama da Arte Brasileira?
É lamentável que isto esteja acontecendo justamente no momento em que a produção artística brasileira vive talvez sua maior expansão.
Uma exposição panorâmica como essa não pode ser usada como oportunidade propícia à adaptação de propostas particulares pelo simples fato de que seu assunto e propósito exige um pacto de responsabilidade com a produção atual. Não há argumentação que possa mudar o fato óbvio de que com esse tipo de atitude, nós, artistas brasileiros, estamos sendo violentamente desrespeitados.
Posted by: tony camargo at abril 2, 2009 10:42 PM

Arte brasileira é a arte feita por artistas brasileiros e não uma categoria artística.
A proposta do curador até pode ser algo interessante como uma proposta particular de exposição, mas não para um Panorama da Arte Brasileira, que justamente, deve ser um panorama da produção atual brasileira. Inventar em cima disto só prejudica a visibilidade dos artistas que estão produzindo seriamente e traz ao público mais uma exposição "temática" de apreciação direcionada, praticamente uma ilustração.
Posted by: Juliana Burigo at abril 3, 2009 2:05 AM

Hahahahahahahaha!!!! Que divertido ver um curador brasileiro usando de sofismas baratos para puxar o saco do mundo artístico internacional! São essas coisas que fazem a gente ter vergonha de trabalhar com crítica de arte.
Posted by: Fabricio Nunes at abril 3, 2009 3:03 AM

merda pra vc!
Posted by: andre at abril 3, 2009 10:17 AM
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É só mudar o nome da mostra: Panorama da Arte Brasilianista. Só pra não incorrer em erro de Semântica.
Posted by: Lígia Borba at abril 3, 2009 10:59 AM

De cara arrisco as mesmas palavras de Cabral:" ele quer obviamente aparecer na esfera internacional" e sai com esse absurdo pseudo globalizado. O importante é os artistas ignorarem esses pretenciosos e atuais curadores (?)( esse não é único),que com a "baba" acadêmica se jactam de saberes nem sempre éticos. Seja mais artista, como disse Barrio. Dessa tbém gostei muito.
Sergio Moura
Posted by: Sergio Moura at abril 3, 2009 7:41 PM

mas o sr. pedrosa não sabe que essa característica
da arte(bem claro, dela ser brasileira) só advém do fato dela ser realmente produzida por um cidadão brasileiro, e que de restao ela é zilhões de outras coisas também?
Posted by: Cristina at abril 4, 2009 4:09 PM

VERMELHO



PAROLE#1: O Corpo da Voz
Lançamento da Revista PAROLE#1 (testos em inglês e alemão), editada por Annette Stahmer, na Livraria Odeon, Rio de Janeiro (04/04/09)

PERFORMANCES:
Alex Hamburger, Rubens Pileggi, Brandon LaBelle

Nas fotos, imagens de "VERMELHO, ame-o ou deixe-o", de Rubens Pileggi: O torturado confessa o crime do torturador, denunciando o golpe militar, a ditadura autoritária e o AI-5, que implantou o regime de terror de Estado, no Brasil.
O silêncio tenso do afogado como um grito contido, revelando falas de um medo imposto.

4 de abr. de 2009

Ditadura no Brasil - 45 anos depois...

João Daltro // 31/March/2009 às 10:16

Caro André.
Você levantou alguns pontos muito importantes, que me permito comentar.
FHC encontrou uma dívida interna de R$ 65 bilhões; saiu com uma dívida de R$ 750 bilhões. Com um agravante, essa dívida chegou a pagar, durante o governo do (s)ociólogo, juros de 48%. FHC também deixou uma dívida externa de US$ 240 bilhões. Mas eles não ia pagar essa dívida vendendo o patrimônio do Estado brasileiro? Bem, não pagou, pelo contrário, ela cresceu, a ponto de ele ter de continuar mendigando ao FMI. Mas o patrimônio do Brasil ele conseguiu desbaratar. Só a Vale do Rio Doce, que tinha um patrimônio comprovado de R$ 3 trilhões, ele “vendeu” para os amigos por R$ 3 bilhões, mesmo assim financiados pelo BNDES e com o uso forçado do dinheiro dos fundos de pensão. Se isso é “melhorar” o Brasil, caro PD, eu tremo só de pensar como seria piorar. Todos sabem que não tenho maiores admirações pelo EUA, mas justiça seja feita, lá um FHC já teria sido torrado na cadeira elétrica. Por muito, muito menos o Madoff, em tempo recorde, já está vendo o sol nascer quadrado.
Quanto à sua afirmação de que “à crise se restringia às redações dos jornais”, em reconhecimento ao valor e à coragem dos jornalistas da época, devo corrigir para a crise se restringia à vontade dos donos dos jornais. Foram os jornais cúmplices, que se tornaram com a ditadura os jornalões de hoje (Globo, Folha, Estadão, etc.), que pintavam um mundo à beira da destruição. Hoje sabemos, graças a liberação de documentos do governo dos EUA, que era uma campanha dirigida pela CIA, que chegava a mandar editoriais prontos que os jornais da época (principalmente o Estadão) apenas imprimiam. A maioria dos jornais resistiu tenazmente e, por isso, foram eliminado ou reduzidos a nanicos.
Não preciso que ninguém me conte como foi a ditadura, eu a vivi. Foi, como afirmou o PD, um tempo perdido, quase irrecuperável, na vida do Brasil. Seus efeitos deletérios se fazem sentir ainda hoje, inclusive nas “lideranças” que ela forjou e que ainda estão por aí, gente que o The Economist (espero que não digam ser uma publicação comunista) comparou a dinossauros redivivos: os Sarney, os Magalhães, os Bornhausen, os Maluf, etc e tal.


peguei aqui, meu povo: http://pedrodoria.com.br/2009/03/31/nos-45-anos-da-ditadura/

2 de abr. de 2009

O CORPO DA VOZ


Uma noite de conversas, risos, murmúrios e sussurros

Sábado, 04/04, às 19h na Livraria Odeon

Lançamento do primeiro número da revista "Parole # 1; The Body of the Voice/Stimmkörper" (Palavra # 1; O Corpo da Voz) de Annette Stahmer - editora

Com performances e palestras de Brandon LaBelle, Annette Stahmer, Rubens Pileggi e Alex Hamburger *

Primeira de uma série de publicações que abordarão a materialidade da linguagem, colocando-a em evidência a partir de várias perspectivas, meios e processos. Essa edição é dedicada à voz e à sua corporrealidade: envolve tanto a relação da voz com o corpo que a produz, quanto com a forma que pode ser originada a partir do processo da fala - na qual a voz pode ser considerada um corpo em si ou se transformar na combinação com um novo corpo.

"Parole # 1; The Body of the Voice" (Palavra # 1; O Corpo da Voz) é uma coletânea de textos e ensaios realizados por artistas e cientistas internacionais que investigam o "material fugaz" da linguagem, numa tentativa de apreendê-lo, fazê-lo visível e dotá-lo de um corpo perceptível.

Com colaborações de Zhang Huan, Steven Connor, Brigitte Felderer, Patrick Feaster, Karl Clausberg, Peter Trop, Nikolaus Gansterer & Constantin Luser, Andreas Fischer & Thomas Knoefel, Georg Nussbaumer, Brandon LaBelle, Pierre di Sciullo & Antoine Denize & Laurent Colomb, Valeri Scherstjanoi, Friedrich W. Block, Jaap Blonk & Melle Hammer, Christina Thurner, Jenny Schrödl & Vito Pinto, Doris Kolesh, LIGNA, EranSchaerf, Fabienne Audéoud, Olivier Foulon.

* Participantes:

Alex Hamburger (Brasil) Desenvolve trabalhos de poesia visual e sonora, poemas-objeto, livros de artista, performances, e obras multimídia. Desenvolveu, por 7 anos, várias parcerias com a artista Márcia X. Publicou 4 livros de poesia experimental e 2 CDs de poesia sonora, alguns deles figurando em acervos de instituições de arte contemporânea como a Printed Matter Book-store de Nova Iorque e Compendium of contemporary Fine Prints – Hamburgo – Alemanha.

Annette Stahmer (Alemanha) Designer e pesquisadora interdisciplinar nos campos da linguagem e da comunicação, trabalhando as relações entre a fala, a escrita e a materialidade da linguagem. entre seus recentes projetos estão Memory Map, na cidade do México e Wir Verheimlichen nichts no Museu Quartier, em Vienna, ambos de 2008.

Brandon Labelle (Inglaterra) Artista, escritor e editor da revista Surface Tension. Trabalha com sons, lugares, corpos e fricções culturais. É professor da Academia Nacional de Artes, in Bergen, na Noruega. Participou, recentemente, do evento Poéticas Experimentais da Voz (Rio e Curitiba).

Rubens Pileggi (Bela Vista) Artista, escritor e agitador cultural, trabalhando com performances e ações de intervenção. Mestrando pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Idealizador e coordenador do evento Arte em Circulação, em Curitiba (2008), do projeto Documento Capacete 2009 e do Dia do NADA (http://nothingday.blogspot.com). É autor do livro Alfabeto Visual.


Livraria Odeon
Praça Floriano, 07 (Cinelândia, mezanino do Cinema Odeon Petrobras). Centro - Rio de Janeiro - RJ.
Infos: (21) 2240-2920 / contato@livrariaodeon.com.br

21 de mar. de 2009

Suprema Corte brasileira dá razão aos índios

LE MONDE
Jean-Pierre Langellier
No Rio de Janeiro

Os índios conquistaram, na quinta-feira (19), uma vitória histórica. O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu a seu favor um conflito que se estende há trinta anos. Por dez votos a um, ele decidiu manter a demarcação contínua da vasta reserva indígena Raposa/Serra do Sol, no Estado de Roraima, na Amazônia. Ele determinou, também, a expulsão imediata dos arrozeiros e dos não índios que a exploravam.

Maior que metade da Bélgica (17 mil km2), a reserva Raposa/Serra do Sol é um território localizado nas fronteiras com a Venezuela e com a Guiana. É um mundo de savanas e florestas, dominado pelo sagrado Monte Roraima, onde vivem 19 mil índios.

A Constituição brasileira de 1988 reconhece claramente os direitos originais dos índios sobre suas terras ancestrais. Ela lhes atribui "usufruto exclusivo" das riquezas naturais que ali se encontram, com exceção das do subsolo. A delimitação da reserva, efetuada em 1998, foi confirmada em 2005 por um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde os anos 1970, os não indígenas se estabeleceram na fronteira interior da reserva, mais especificamente cinco produtores de arroz que empregam cerca de 200 pessoas. Sua zona de exploração representa somente 2% do território, mas ela rompe sua unidade.

Com o apoio do governo do Estado de Roraima e de uma minoria de índios, eles se recusaram a obedecer ao decreto de 2005 que os obrigava a deixar a reserva dentro de um ano. Eles pediram por uma demarcação descontínua que, ao criar ilhas agrícolas, preservaria suas explorações e evitaria que eles fossem expulsos. Há um ano, os arrozeiros resistiram pela força aos policiais encarregados de aplicar a Constituição.

Para ganhar tempo, e sempre com o apoio das autoridades locais, eles apelaram ao STF, que se reuniu em agosto e dezembro de 2008 antes de convocar uma terceira sessão e arbitrar.

O veredicto foi comemorado por todos aqueles que apoiam a causa indígena, especialmente a Igreja, diversas ONG e quase todos os antropólogos.

Para a Corte, trata-se de uma questão de princípio: é preciso aplicar a Constituição. Esta concede o direito à diferença e afirma que a cultura indígena é parte integrante da identidade do Brasil.

Os índios ressaltam que a continuidade de seu território é indispensável para que se mantenha seu modo de vida tradicional, e que ela é garantia de uma proteção do ecossistema. Eles lembram que a preservação, no passado, de fronteiras agrícolas em reservas - como no Estado do Mato Grosso do Sul - levou a flagelos humanos e ecológicos: rios poluídos, aumento da mortalidade infantil, alcoolismo, suicídios. Os ecologistas veem nos índios os melhores protetores do meio ambiente.

Estudo etnológico

Apenas um dos onze juízes se mostrou sensível aos argumentos apresentados pelos arrozeiros. Estes contestavam a validade do estudo etnológico que havia delimitado as terras ancestrais dos índios. Eles mencionaram as ameaças que o isolamento da reserva causaria à segurança nacional, um tema caro ao exército.

Considerados como os únicos habitantes permanentes da reserva, os índios também terão deveres. Em especial, eles deverão respeitar a liberdade de movimentação dos militares.

O principal arrozeiro da reserva, Paulo César Quartieiro, deu a entender que os fazendeiros se conformaram, antes de dizer, brincando: "Agora vou precisar me juntar ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra)".

A decisão da Suprema Corte criará jurisprudência. Ela fixará os critérios de regra para cerca de 140 casos pendentes de delimitação litigiosa .

19 de mar. de 2009

convocatória geral

Sócios, parceiros, cúmplices, admiradores...
Está no ar a campanha pelo Dia do Nada 2009, que acontecerá, infalivelmente (nem sempre, às vezes há vários DDN fora do DDN), na primeira segunda de maio, ou seja, dia 04, neste ano.
Quem tiver interessado em aderir e tiver a fim de fazer uma performance, intervenção, pintura, trabalho para a rede, texto, cinema, teatro, prosear, o que for, entre em contato comigo, ok? Ou comentem por este blog que entrarei em contato.
Um mote legal para esse ano é a tal da crise, repercutindo no trabalho e no emprego, justo no ano do boi - conhecido trabalhador - no horóscopo chinês. Mas cada um pode - e deve - fazer seu NADA do jeito que quiser, como quiser, até fazer NADA que, aliás, é o que move nosso evento.
Muitos abraços

16 de mar. de 2009

Generosidade

É que aqui é um país de natureza tão exuberante e generosa, que, como disse Caminha: tudo o que planta, cresce e floresce. Mas Caminha não tinha entendido que era menos que isso. Ou seja, era só esticar o braço para pegar a fruta doce do pé, enquanto milhares de outras caem das árvores – pela força de sua maturação, pelo vento, ou pelas bicadas dos passarinhos – ao chão, para servir de húmus à terra.

Não precisamos passar fome, ser austeros, temos fartura. Comida de sobra. Filosofia de sobra. Arte de sobra. Em abundância. Direto das fontes.

Nada de guerras, violência, passar necessidade para aprender. Tanto sofrimento da humanidade não nos tem feitos uma espécie melhor. Mas aprender dando, com justiça distribuindo e com amor, compartilhando, deveria ser o aprendizado não mais humano, mas o mais exemplar. Pois é um exemplo que vem da própria terra. Do próprio solo generoso onde há fartura de alimentos.

15 de mar. de 2009

DDN 2009

POUCO TRABALHO
MUITA MAROLA
DIA DO NADA 2009

ma.ro.la

  1. ondulação da superfície marítima.
  2. (Regionalismo - Brasil) pequena onda do mar.
  3. (Figurado) tumulto, alvoroço.
  4. (Gíria) cheiro exalado por um cigarro de maconha.

10 de mar. de 2009

Pedido de Excomunhão

Carta Modelo de Pedido de Excomunhão*
inspire-se e escreva a sua, e mande para a gente!

Desbatismo
Por Waldir Figueiredo Reccanello

Guarapuava, 27 de janeiro de 2004.

À Diocese de Guarapuava

A/C: Dom Antônio Wagner da Silva, SCJ - Bispo Diocesano e

Dom Giovanni Zerbini, SDB - Bispo Emérito

Prezados Senhores,

Tendo sido batizado na igreja da paróquia Cristo Rei, da cidade de Cornélio Procópio - PR, no dia 08 de maio de 1977, sob o nome Waldir Figueiredo Reccanello (filho de Valdir Reccanello e Laís Helena Figueiredo Reccanello), é o presente para solicitar a remoção de meu nome daqueles registros de batismo com a seguinte menção: "declarado apóstata por carta escrita datada de 27 de janeiro de 2004".

Conseqüentemente, exijo que seja declara, incontinenti, minha excomunhão nos termos do § 1.º do Cânone 1364 do Código Canônico: "Apostata a fide, haereticus vel schismaticus in excommunicationem latae sententiae incurrit [...]".[1]

De fato, minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem àquelas das pessoas que estimaram em ter-me batizado.

Assim, e agindo desta maneira, os seus escrúpulos da verdade - e os meus - serão aliviados, e os seus registros ficarão isentos de qualquer ambiguidade.

Dos requisitos para a excomunhão

Afirma o Cânone 751 do Código Canônico: "Dicitur haeresis, pertinax, post receptum baptismum, alicuius veritatis fide divina et catholica credendae denegatio, aut de eadem pertinax dubidatio; apostasia, fidei christianae ex toto repudiatio; schisma, subiectiones Summo Pontifici aut communionis cum Eclesiae membris eidem subditis decretatio".[2]

Conforme lição de Carlos Corral Salvador e José Maria Urteaga Embil [3], o conceito de Apóstata aparece no cânone 751: "Apostasia é o repúdio total da fé cristã".

Existe este repúdio, quando se repudia o próprio fundamento da fé cristã, quer dizer, os mistérios da Trindade e da Encarnação. É apóstata da fé cristã quem rejeita Jesus Homem-Deus, pois a fé cristã consiste substancialmente na revelação que Deus fez, em Jesus, Deus e Homem.

É necessário, porém, distinguir o pecado de apostasia do delito de apostasia. O cânone 751 declara quem é Apóstata, no sentido teológico e moral. Mas, para que o pecado de apostasia seja também delito de apostasia, é preciso comprovar se existem elementos essenciais do delito, de modo especial os indicados no cânone 1330. Para que exista o delito de apostasia, é preciso que o repúdio da fé cristã, enquanto tal, seja externo; e, para que possa ser considerado consumado, é preciso que seja percebido por alguém.

Outro não é o caso!

Meu ato é externo, posto que escrito, e percebido por alguém, os senhores, que dele são testemunhas.

A pena prevista para o apóstata, como também, em seu caso, para o herege e o cismático, é, de acordo com o cânone 1364, a excomunhão latae sententiae.

Ainda no cânone 751, define-se a Cisma como a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos. Quem se subtrai à obediência da Igreja e à comunhão constitui-se propriamente em Cismático, pois o pecado de cisma consiste em recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos, independentemente do motivo que haja para tanto. Esse fiel incidiria numa rejeição formal da Igreja católica, de que fala o cânone 1117.

Já a Heresia se trata da negação ou dúvida pertinaz de uma verdade que deve ser crida com fé divina e católica da parte de um batizado. No cânone 750[4] indicam-se quais as verdades de fé divina e católica.

Com relação à gravidade do presente ato, e conforme declarava o Código Canônico de 1917, a pena é latae sententiae (ou automática) se vai unida, de tal forma, à lei ou ao preceito, que se incorre nela pelo próprio fato de se ter cometido o delito, não sendo necessário que o juiz ou o Superior a aplique. No mesmo Código, definia-se o "dolo", em matéria penal, como a vontade manifesta de violar a lei.

Essas definições estão claras na presente missiva, não podendo ser negadas, além de continuar sendo válidas atualmente. "Delito doloso" será, pois, o delito cometido à ciência e consciência de que se está transgredindo um preceito legal.

Da motivação para a excomunhão

Reconheço que para a igreja é muito mais fácil reconhecer outras superstições, e que, não sendo familiarizada com o racionalismo, ela (a igreja) tem dificuldade em aceitar a decisão de renúncia da fé religiosa.

Portanto, como forma de confissão pública de minhas intenções de ser excomungado, e para ter certeza de que minha blasfêmia esteja suficientemente clara, afirmo:


Eu não sou mais um Católico Romano.

Eu não aceito a posição da igreja sobre o controle de natalidade e sobre o aborto.

Eu não acredito em orações, milagres ou em teologia, eu não tenho posto os pés em uma igreja por anos, exceto para casamentos e funerais, e eu não quero continuar a ser computado como católico.

Eu sou ateu.

Eu, por meio desta, renuncio a todas as armadilhas da religião.

Eu renuncio a todas as bênçãos, benefícios, graças, santificações e vantagens supostamente conferidas a mim por qualquer ato religioso realizado por mim ou em meu benefício no passado, no presente ou no
futuro.

Eu condeno a monstruosa idéia do pecado original, e renuncio a qualquer batismo feito por mim ou em meu benefício com a intenção de retirar este dito pecado de mim.

Eu rejeito como ridícula a idéia dos sacrifícios expiatórios e de seus presumidos benefícios.

Eu não creio na existência de (d)eus ou de deuses, reinos sobrenaturais ou vida após a morte, e não agirei como se eles existissem.

Eu não creio que qualquer livro, construção, local, pessoa pensamento ou ato seja santificados e eu não fingirei que eles são.

Eu me recuso à sujeição ao Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana.

Eu não penso que orações sejam mais do que meras conversas consigo próprio, e não vou fingir que sejam.

Eu não creio que qualquer pessoa seja mais santificada que qualquer outra, ou que qualquer ser humano deva ser mais elevado em relação a outro por qualquer motivo, seja por ancestralidade, raça, sexo, ocupação, crença ou qualquer outra razão, e não fingirei que seja.

Como pessoa racional e de princípios que sou, incomoda-me muito o fato de que alguém em algum lugar, possa me incluir com um membro de uma superstição irracional que tem causado, e ainda causa, irreparáveis danos à humanidade, e com a qual estou em profundo desacordo.

Por favor, removam meu nome dos registros da igreja, efetivem minha excomunhão, e registrem que eu não mais sou um Católico Romano.

Solicito, por fim, confirmação escrita deste ato e, por favor, sejam o mais rápido possível.

Não pense que esta carta foi escrita em algum momento de furor insano e inconseqüente contra sua instituição religiosa. Muito antes e pelo contrário.

Eu sei que esta carta envolve excomunhão e estou a par das implicações e das conseqüências de meu ato.

E, para terminar, afirmo que faço isto de plena consciência, de livre e espontânea vontade, e com grande alegria por me ver livre do fardo de ser considerado católico.

Nestes termos

Cética, laica e atenciosamente

____________________________
Waldir Figueiredo Reccanello
XXX – Batel - Guarapuava - PR


(*) Descoberta do Apocalipse Motorizado

6 de mar. de 2009

antropofagia poética

INVENTA SIMBOLOS

SIM


BOLOS

E
E
E
E
E
E

COME

5 de mar. de 2009

Respeito com essa mulher!

Pesquisadora Dra. Niède Guidon, que dedicou mais de 35 anos aos sítios arqueológicos do Piauí

Em 1991, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade por abrigar o mais importante patrimônio pré-histórico das Américas e a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo. A reserva é administrada por um convênio entre o poder público e a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM) que tem como Diretora Presidente, desde a criação da fundação, a pesquisadora Dra. Niède Guidon.

Às vésperas de completar 76 anos, mais de 35 deles dedicados a escavar, estudar e proteger com unhas e dentes a riqueza dos sítios arqueológicos do Piauí, Niède conta que "no começo disseram que era loucura eu me mudar para o sudeste da região, que eu deveria ficar na capital ou próximo ao litoral. Discordei, se não trouxermos estas iniciativas para cá, se não fizermos acontecer transformações que melhorem a situação sócio-econômica destas populações, nunca iremos desenvolver o interior do Brasil".

Niède nasceu na cidade de Jaú, interior de São Paulo, e se formou em História Natural pela Universidade de São Paulo. Viveu na França, onde se especializou em arqueologia e nos estudos de pinturas rupestres pela Universidade de Sorbonne. Na década de 1970, motivada por fotografias das pinturas da Serra da Capivara, organizou expedições à região de São Raimundo Nonato e lá está até hoje. Suas descobertas traçaram novos rumos às pesquisas internacionais sobre a origem do homem na América.

Antes dos vestígios descobertos no Piauí, as pistas mais antigas de ocupação humana nas Américas, datadas de 12.000 anos, só tinham sido encontradas em sítios arqueológicos no estado do Novo México, nos Estados Unidos. Batizados de "tradição Clóvis" (nome da cidade próxima a região onde os fósseis foram encontrados), os achados norte-americanos foram por muito tempo as únicas provas que levavam a uma explicação de como o homem pré-histórico saiu da África, caminhou até o estreito de Bering durante o período das glaciações e chegou a América.

Descobertas posteriores nos sítios de Monte Verde, no Chile; Lagoa Santa, em Minas Gerais, e os achados da Dr. Niède, no Piauí, contribuíram, e continuam contribuindo, para reescrever as teorias da ocupação das Américas. Hoje é tido como certo o homem pré-histórico ter feito migrações anteriores há 12.000 anos pelo estreito de Bering (Pré-Clóvis) e se fala na possibilidade dessas populações terem escolhido também outras rotas para atingir o continente americano, como por exemplo, pelo mar.

mais em:
http://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/03/05/ult4466u527.jhtm

3 de mar. de 2009