6 de out. de 2010

sonhos e pesadelos

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos

30 de set. de 2010

Estratégias tuco-jurídicas

 30/09/2010 - 08h31

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar


Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.
Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.
No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.
Gilmar Mendes e Serra negam ter conversado
Gilmar Mendes pede vista e interrompe julgamento sobre obrigatoriedade de documentos
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A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores
Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores
A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.
Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.
Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.
Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.
Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.
Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.
Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.
"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.
O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.
O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.
O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.


Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília

27 de set. de 2010

fezes de cachorros viram luz

Fezes de cães são usadas para iluminar parque nos Estados Unidos
Iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que quer convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos
22 de setembro de 2010 | 17h 03
a.. CAMBRIDGE - Apesar do mau cheiro e do perigo que representam para as solas dos sapatos, as fezes de cachorro têm seu lado positivo - e brilhante. O gás metano proveniente delas tem acendido lâmpadas no Parque para Cães Pacific Street, em Cambridge, nos Estados Unidos. A iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que pretende convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos.

Josh Reynolds/AP
Mazzotta implantou o sistema com ajuda de US$ 4 mil do MIT

O equipamento, chamado de Park Spark (Brilho do Parque), é composto por dois tanques de aço de 1.900 litros unidos por tubos diagonais e se conecta a uma lâmpada, como as antigas que usavam gás nas ruas. Os tanques, antes empregados para armazenamento de petróleo, estão pintados de amarelo e os tubos, de preto.

Nos reservatórios há letreiros de orientação para os proprietários sobre o que devem fazer quando os animais de estimação fizerem as necessidades. No local, são fornecidas sacolas biodegradáveis para que as pessoas peguem os excrementos dos cães e os depositem no tanque esquerdo.

Os donos, então, devem girar a manivela que agita o conteúdo dentro do tanque, onde ficam água e os resíduos. O metano, gás inodoro liberado por micróbios nas fezes, é transportado dos tanques para a lâmpada, onde ocorre a combustão. O parque é pequeno, mas bastante movimentado, o que garante um fornecimento estável de combustível.

Ao assistir seus dois cães brincarem, a universitária Lindsey Leason, de 29 anos, diz que concorda com esse novo enfoque positivo sobre cocô de cachorro. "Como sou obrigada a recolher muito excremento, preferiria dar um uso para isso'', afirma.

O projeto foi financiado por uma doação de US$ 4 mil (R$ 6.840) do Conselho das Artes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Mazzotta concluiu no ano passado seu mestrado em estudos visuais.

23 de set. de 2010

URUBUS NA BIENAL

Diante de protestos de pessoas que não irão à Bienal deste ano por conta da prisão de três urubus, no trabalho de Nuno Ramos, segue um pequeno debate em trono do assunto, com um texto onde reflito sobre o uso de animais em instalações de arte.

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----- Mensagem encaminhada ----
De: INR - Projetos <projetos@institutoninarosa.org.br>
Para: Grupo INR <institutoninarosa@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010 16:00:03
Assunto: [INR] Boicotem a Bienal






Amigos da causa animal
 
Não prestigiem a edição 2010 da Bienal SP em repúdio à exploração de animais nas instalações da mesma.
 
Se você também discorda, envie a mensagem abaixo para os organizadores, nos endereços:
 

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19/09/2010 - 08h00

Urubus na Bienal: bom e mau agouro na obra-prima de Niemeyer

BERNARDO CARVALHO
DE SÃO PAULO



Nuno Ramos é um artista de exceção, em torno do qual vem se construindo um consenso nacional. É um artista que se reapropria positivamente de ícones da identidade popular do país (o futebol, o samba), não mais pela óptica da naturalidade tropical, mas no resgate da seriedade de uma tradição crítica.
"Ele fala de um sentimento que a gente deixa de lado quando fala de Brasil. Um lado mais sombrio, mais Goeldi", diz Dos Anjos, que o convidou a ocupar o vão central da exposição.
NÃO PENETRÁVEL Ao lado dos urubus, no alto das imensas estruturas negras, três caixas de som, feitas de vidro, emitem os acordes de canções populares brasileiras: "Carcará", "Bandeira Branca" e "Boi da Cara Preta". O urubu é, ainda que ironicamente, a ave nacional. É a natureza (embora Ramos insista em se referir ao bicho como uma citação de Goeldi) convertida em identidade cultural.
"Nas minhas obras, cultura e natureza viram um sabão", diz o artista. "A areia que cobre as peças é natureza queimada. A natureza está preta. É um não penetrável. O penetrável é a tradição forte que veio do Hélio. O meu é o avesso. O público não entra. Tem uma coisa de litania, um incômodo, uma coisa de sono, de luto."
Há, porém, mais de uma maneira de ler a obra. A grandiosidade parece mais vocacionada à reconstrução da nação do que à sua desconstrução crítica, trágica ou fúnebre. Mausoléu não é ruína. E urubu é uma ave que "limpa" o terreno da morte. "Acredito na nação. A informação do país é muito forte. É importante você saber que o Pollock ou o Warhol eram americanos. O que a gente precisa é singularizar. O nacional, nesse sentido, é uma arma", diz Ramos.

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Xô, urubu!
Não gosto de generalizões, mas eu desaprovo isso de bicho ser tratado como objeto de arte, em condições museológicas, obrigados a enfrentar o stress cotidiano do barulho e da passagem de pessoas, do ruído das outras instalações, das condições de iluminação sempre baixas, sem sol ou chuva, como se fossem um pedaço de pau que vai ser descartado ou que voltarão ao viveiro ou serão mortos depois de exibidos.
Vejo como uma crueldade a prisão das araras e papagaios das sucessivas remontagens e réplicas do ambiente Tropicália, de Hélio Oiticica, porque isso vai contra sua própria idéia de arte como fluxo e, segundo o próprio HO, sua validade só interessa no momento e nas condições do contexto para onde a instalação foi feita. Em um texto de julho de 1966, onde diz que "o museu é o mundo", HO diz que "de nada significa 'expor' tais peças (seria um interesse parcial menor), mas sim a criação de espaços estruturados, livres ao mesmo tempo à participação e invenção criativa do espectador".
Por outro lado, defendo o Habacuc das falsas acusações de maus tratos a um cãozinho em uma de suas exposições, na Costa Rica, porque San José, a capital do país era (ainda é) uma das cidades com mais cãos abandonados nas ruas e o artista pegou um deles para tratar de dia e o deixava solto de noite e as fotos se espalharam rapidamente pela internet como se fosse o cara que tivesse maltratado e matado o cachorro.
Também lembro aqui o trabalho com os passarinhos da Laura Lima, que criou vários pássaros exóticos (não nacionais) de gaiola em um cativeiro grande e depois os levou para a galeria de arte, tapando as janelas, mas deixando um orifício por onde pudessem fugir, caso encontrassem o caminho. Confesso que não sei direito o que eu acho sobre esse trabalho...
E, agora, os urubus do Nuno Ramos, na Bienal 2010, que eu nem sei como eles estão expostos, ainda mais sabendo que os urubus são aves de rapina e de uma autonomia que não combina nada com cativeiro (o que diz o IBAMA sobre isso?). Mas, de pronto, tenho um pé atrás quando se faz arte a partir de um tema - ainda mais quando o tema é arte e política - e a coisa descamba para um lado muito simbólico e metafórico. Normalmente fica chato, moralista e ilustrativo, quando não, panfletário. Em todo caso, seria interessante saber de onde vem essas aves, se elas se adaptam à prisão e onde está a autorização para deixá-las presas e expostas como arte no prédio da Bienal.
Há um tipo de arte denuncista e moralista, tida com "realista", que se vê na posição de dona da consciência humana e, por isso mesmo, se crê no direito de exercer ação educativa no público, jogando lixo na cara das pessoas, fazendo ruído em demasia, queimando plástico, fritando animais vivos, para nós, espectadores, sintamos o mais profundamente quanto o mundo é injusto e cruel. Ou seja, para falar do barulho, berram; da sujeira, emporcalham; da crueldade, oprimem. Fazem arte de baixo repertório e ainda acham que estão desenvolvendo linguagem. Mas, às vezes, até esse tipo de ação deve ser pensado sem generalizações. Cildo Meireles, em uma entrevista de 2002, publicada na Folha de Londrina, disse que por mais que se justificasse seu ato durante o regime ditatorial e a situação tão bem coubesse naquele contexto, ele até hoje sentia o cheiro das galinhas que foram queimadas para a realização do "Tiradentes: totem monumento em homenagem ao preso político", em 1970.
Por fim, vivemos em um mundo onde a exclusão social, a indiferença, os fanatismo e a ganância matam mais do que qualquer obra artística e, no fim, a culpa é do artista que disse que "a queda das torres gêmeas foi um espetáculo de causar inveja a todo artista". Sou contra o uso de animais até em laboratórios, mas penso que não podemos ceder ao acomodamento de uma postura fácil que substituia nossa consciência por um padrão pré estabelecido politicamente correto. Há tanta destruição em nome da tecnologia, do desenvolvimento e do consumo e achamos normal as coisas ficarem por isso mesmo. Em razão disso e refletindo bem, só há uma coisa necessária a dizer diante do fato inexorável de que lugar de animal é solto no meio do mato: xô, urubu!

15 de set. de 2010

zé dirceu

Recebi um email de uma amiga e vi que a fala do zé dirceu deu nos principais jornais do país como um "escândalo' a mais

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/elianecantanhede/799110-o-pt-de-dirceu-que-dilma-esconde.shtml


e aí vai minha opinião:


pra entender o zé dirceu no processo político brasileiro é preciso saber que o 'escândalo' do mensalão se deu porque o roberto jefferson queria 25% sobre a manutenção das estruturas do ensin no estado do RJ e o zé disse que garantiria os 15% com o qual ele já estava acostumado desde antes do lula. Como nenhum dos dois cedeu, o jefferson abriu o bico e o resto da história vc conhece.
tem uma matéria maior sobre o zé no oglobo de hoje e é fato notório que a imprensa está a  serviço do grande capital privado e que a liberdade de imprensa tem que estar vinculada a um compromisso ético, porque senão fica como a revista Veja e a própria globo, chutando a bunda do presidente, acusado por fontes não-fidedignas. Um caso, agora é esse do Sr. Atella, da receita. Mesamo mostrando que o cara não valia nada, ao invés de irem atrás de saber quem tinha feito as falsificações, ficaram ouvindo esse cara dizer que a coisa foi feita para prejudicar o Serra.
e também acho vergonhoso esse papel que a Marina está fazendo, de escadinha dos tucanos, querendo discutir um assunto que interessa a 1% da população, quando, na verdade, esse negócio de a receita ser sigilosa é antirepublicano. quero dizer, é preciso disvutir, debater o Brasil, mas como a direita viu que não vai dar para ela nas eleições, está tratando de criar um clima de golpe para o país, em nome da "moralidade". Quem, Arthur Virgílio, Índio da costa, Demostenes Torres como baluartes da moralidade? Nem brinca! Quem, rede globo, gazeta do povo, veja como símbolos da imprensa livre? Esse é um tipo de imprensa que, quem decide o que sai ou não nas matérias é o dono do latifúndio, é o vendedor de veneno e não a "isenção" tão propalada das visões de mundo. Uma verdadeira liberdade de expressão seria a criação, em canal aberto, de mais e mais emissoras educativas, culturais, para concorrer com essas aberrações de programação a que somos forçados assistir pelas tvs privadas. Mas o congresso não deixa, o senado não quer, a imprensa é contra. por que será?
e, por fim, até agora nada foi provado contra o zé dirceu, e a justiça não está encabrestada por nenhum partido, mas continua sendo a "caixa preta" dos poderes nacionais. Vide os ministros do supremnos, gilmar mendes e até qualquer um desses juizes que vc mesma possa conhecer ai no nosso querido Paraná: quando dão a sentença, dão sempre a favor do latifúndio e da monocultura, dos banqueiros e dos "doutores" que pregam e prezam a "moralidade" no país, tal qual esses movimentos de dfireita tipo "cansei", que já estão preparando o bote para tentarem, mais uma vez, dar o golpe no país, já que nessas eleições eles vão perder feio.
O que a gente pode fazer é se contaminar menos de mídia globalizada e tentar ir com mais calma nessa apelo de "moralidade", porque atrás desse slogan tem quadrilhas montadas para impedir que a distribuição e a justiça social sejam interrompidas no país.
Um beijão

12 de set. de 2010

sabe o que dá lá em lama?


a flor de lótus

31 de ago. de 2010

o diabo é o pai do rock

Me dê um bom motivo pra eu encher a minha pança/ três quilos de alcatra com moqueca de esperança

27 de jul. de 2010

JARDELINA



AS ÁGUAS DO INFERNO
Eu fui no Tabocal que é debaixo da terra, que é o lugar dos pecados, do buraco.  Pode assinar.
Fui nos quintos dos infernos.  Achei o rosário de Nossa Senhora queimado dentro. Entrei nos quintos dos infernos pra salvar Nosso Senhor, invísivel.
Fui nas profundas dos infernas.  É o lugar das frutas.  Cada fruta que já nasce tudo amarelinha.  Tudo docinha.  Nas profundas do inferno.  Já nasce as frutas maduras.  Juro às luzes divinas.  Jardelina da Silva.
Eu fui na tábua lascada, onde faz as casas de móveis.
Eu fui nos 7 corgos dos infernos.  Lá é aonde ajunta o sangue dos coitados que morrem na faca.  Tem um poço de sangue lá.  Sangue cru mesmo.  Lá nas...esqueci o estilo da boca.
Atravessei o poço de sangue vivo.  Nos 7 corgos do inferno.  Tava a novilha branca de meu pai Conrado deitada lá descansando.  Tava junto ao poço.
Quando Jarda saiu fora da novilha branca e dos 7 corgos do inferno, Jarda entrou no rio do ganso.  É o resto da palha da cana.  Fica pro lado de Aracaju, pra baixo.  Jarda avistou uma casa com a letra.  Eu acho que é um pato.  Quando Jarda ia entrando na casa o homem falou "não deixa essa menina entrar aqui.  Quem entrar, não sairá.  Palácio velho".  Juro por Nosso Senhor.  Tudo invisível.
Quando eu sai do Rio do Ganso, atravessei, cheguei na frente e alcancei o Rio de Piracicaba cercado todo de cipó, coisa mais linda.  Aí uma voz falou:  "só bebe dessa água aqui essa menina.  Esse rio foi Jesus que cercou".  Tá cercado, não passa nem um mosquito.  Eu olhando por um buraquinho.  Aí que medo que eu passo, meu deus!  eu morro de medo das águas das coisas.
Quando eu saí do Rio de Piracicaba, eu encontrei o Rio de Leite.  Quando cheguei no rio de Leite, já tinha o caximbo dentro.  Falou a voz:  "Esse caximbo é de João Meneis, quem soltou aqui foi a velha Dina".  A velha Dina é uma velha que nunca casou.  E eu encontrei ela lá no maior sofrimento, estrepada num toco assim.  Ela disse: " Eu nunca casei, agora eu tou sofrendo aqui.   Ela é  macho/fêmea.  Ela morreu um dia desses.
Que a Jarda saiu do rio do Leite, e o coração da Jarda caiu, e vai as duas porteiras do mundo, tudo quebrado os dois vidros.  Lá e cá.

25 de jul. de 2010

é sempre bom lembrar...

23 de jul. de 2010

Thiago Rocha Pitta

Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo.
Anton Tchekhov

14 de jul. de 2010

imagens que falam demais

1 de jun. de 2010

Um passageiro do planeta

Assisti ao Kazuo Ohno, na década de 90, em uma apresentação dele no SESC Pinheiros ou Rebouças, em São Paulo. Peguei o cara se maquiando como parte da performance, saindo do camarim transparente, passando entre um pequeno público e indo ao palco. Não entendi nada, mas achei legal pra caramba. Ele vestido de mulher, colorido. Mexia-se languidamente. Kazuo Ohno, na minha visão, era tido como um Deus. Quand estudei na Escola Klauss Vianna de dança, tinha esse retrato abaixo, onde se lia: "Estou nesse mundo de passagem". Tenho certeza que Kazuo Ohno deve ter passado muito bem. E, aos 103 anos, deixou a gente aqui, para passar, também. Comemoremos, então, com dança e em homenagem a Kazuo Ohno nossa passagem.

24 de mai. de 2010

“Ficha limpa” é demagógico, autoritário e flerta com o fascismo


21 de maio de 2010 às 13:46

Weissheimer:

“Ficha limpa” é demagógico, autoritário e flerta com o fascismo

Além de violar princípio da presunção da inocência, idéia retoma projeto da ditadura que estabeleceu a cassação dos direitos políticos pela “vida pregressa”. Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Agora mesmo, sindicalistas do RS e de SP sofrem condenações por protestos contra seus governos. Estão com a “ficha suja”?

por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior
O inferno está pavimentado de boas intenções. A frase cai como uma luva para contextualizar o debate sobre os políticos “ficha-suja” e o projeto “ficha-limpa” que ganhou grande apoio no país, à direita e à esquerda. Pouca gente vem se arriscando a navegar na direção contrária e a advertir sobre os riscos e ameaças contidos neste projeto que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo.
A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Túlio Vianna resumiu bem o problema em seu blog:
“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.

Na mesma linha, o jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim também chamou a atenção para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado de Direito e que o que o projeto ficha limpa pretende estabelecer é o “princípio de presunção de culpa”. Além disso, Rolim lembra que a idéia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:
“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por “vida pregressa”; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.
E se a idéia de ficha limpa é pra valer, acrescenta o jornalista e ex-deputado federal, por que não aplicá-la também aos eleitores:
“Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito funcional para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, “opções preferenciais” do direito penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalam uma “mídia ficha suja” no Brasil?”

Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível imediatamente, que ronda esse debate é a incessante campanha de demonização dos políticos e da atividade política, impulsionada quase que religiosamente pela mídia brasileira. Rolim cita como exemplo em seu artigo uma charge publicada no jornal Zero Hora sobre o tema: na charge de Iotti, políticos são retratados como animais peçonhentos, roedores, aracnídeos e felinos.
Nos últimos anos, diversas pesquisas realizadas em vários cantos do planeta registraram um crescente descrédito da população em relação à política e aos políticos de um modo geral. Prospera uma visão que coloca a classe política e a atividade política em uma esfera de desconfiança e perda de legitimidade. A tentação de jogar todos os partidos e políticos em uma mesma vala comum de oportunistas e aproveitadores representa um perigo para a sobrevivência da própria idéia de democracia. O que explica esse fenômeno que se reproduz em vários países? A política e os políticos estão, de fato, fadados a mergulhar em um poço sem fundo de desconfiança? Essa desconfiança deve-se unicamente ao comportamento dos políticos ou há outros fatores que explicam seu crescimento?

É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareça dissociado do tema da reforma política. Eternamente proteladas e engavetadas, as propostas de uma mudança na legislação sobre as eleições e o financiamento das campanhas não obtém mesmo o alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde uma operação Mãos Limpas promoveu uma devassa na classe política do país. Qual foi o resultado? Zizek comenta:
“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A Forza Itália de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”. (Às portas da revolução“, Boitempo, p. 332)

A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade dessa idéia. Marcos Rolim desdobra bem essa fragilidade:
Muitos dos corruptos brasileiros possuem “ficha limpa” – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por “crimes” que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?

Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?
* Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior

EUA x LENNON

Com direito à exibição de um quadro do Maciunas entre John e Yoko. Fluxus na veia!

Tropicalismo X tropicolismo

esse gabeirismo arnaldo jaborista caetaneamente verborrágico devia parar de esconder que o tropicalismo, apesar de ter sido um movimento que assume a imitação pop, tem também um outro lado, que é o tropicolismo. A fala "errada", com forte sotaque do interior, o mato e o sertão não tem nada a ver com essa demo-tunanalha de consumo esverdeado que sempre privatizaram o uso do Estado, e agora falam todo tipo de bobagens sem mencionar que o estado tem se fortalecido e distribuído renda no país.
Falando em Estado, país e identidade, aliás, A poesia pau-brasil, nesse sentido, é bastante caipira, coisa que esses "cosmopolitas do entreguismo" não se permitem assumir. Tropicar é, também, um jeito de ir pra frente. Viva o Tropicolismo: a cachaça de cana é nossa!

http://www.youtube.com/watch?v=Bdf2ZL08fSc&NR=1

Arnaldo Jabor, ator de cena de comédia bufa

Arnaldo Jabor vociferando no Jornal da Noite, na globo, depois que os países liderados pelos EUA resolveram fazer uma moção para aplicar sanções ao Irá, sapateando sobre o acordo feito entre Irã, Turquia e Brasil, foi um ato digno de comédia bufa. Entre outras coisas, o comentarista disse que foi bem feito para o Lula e aqueles comunistas do pt que o orientam aprenderem que o Brasil não deve se meter nos assuntos dos países do primeiro mundo com outros países atrasados, como é o caso do Irã. Arnaldo Jabor é um tipo de intelectual, no Brasil, que torce pelo seu atraso, pelo seu fracasso, pois vive dos escombros de uma elite vira-latas que não suporta a alegria do povo, pois essa alegria macula a idéia de poder que sempre mantiveram. Ao desmerecerem a própria pátria, buscam criar argumentos para a crítica de um país que não dá certo, que não ama a sí próprio, que tem vergonha de ser o que é, porque não é o padrão anglo-saxão que eles reconhecem como modelos a ser seguido. Essa elite golpista que se usa do recalque para manter o controle da situação - demo-tucanos ecológicos - há muito deveria ter sido defenestrada dos processos políticos que envolvem os rumos que o país deve seguir, e se tornam cada vez mais caricatas, à medida que o próprio curso da história depõe contra esses Savonarolas tupiniquins.  Au revoir!

Vai a pérola:
http://www.youtube.com/watch?v=iejsU-yh0VE(ah, se essa merda aparecer sem o comentário nos outros sites de relacionamento, vão achar que eu tou fazendo propaganda ao invés de crítica)

UPP e o constrangimento à cidadania

Leiam: http://www.vivafavela.com.br/node/660

Quem não quiser clicar no link jogo aqui embaixo texto extraído do viva favela:


Rapper e Cineasta Fiell é agredido pela UPP do morro Santa Marta.
UPP “Unidade de Policia pacificadora” Muda a vida do morador do morro Santa Marta.
Na madrugada de sábado 22/05/2010, 12 policiais da UPP - Unidade de Policia pacificadora, do morro Santa Marta emBotafogo –RJ, agrediram o Rappere Cineasta Emerson Cláudio Nascimento dos Santos o Mc FiellFiell: - Os policias passaram aqui no bar as 21:h e avisaram que se o evento passasse das 2:h, eles iriam prender o produtor e os equipamento de som do mesmo. Eu fiquei em alerta, e quando marcava 1:55 eles invadiram a nossa propriedade sem nenhum mandado e saíram desligando todas as tomadas que ligavam o som. Peguei minha filmadora e comecei a filmar toda a cena, pois eu não acreditava no que estávamos vendo. Tenho uma lei do silencio e a levei comigo para nos garantir a continuação do evento com um som ambiente. Na lei diz: - Verificar ortografiaArt. 2º Para os efeitos desta lei, consideram-se prejudiciais a saúde, a segurança ou ao sossego publico quaisquer ruído que: 1- Atijam no ambiente exterior ao recinto em que tem origem, nível sonoro superior a 85 decibéis, medidos no cursor C do medidor de Intensidade de som. - Tentei dialogar mais como sempre não escutado, pelo contrario um dos policias ficou debochado de mim. PM – Fiell, mim filma eu sou bonito? Quero uma copia depois ta bom? Fiell - Gente é inacreditável no que vimos. E em nenhum momento os policiais pediram para baixar o som, e em todo momento falavam que era ordem da Capitã Priscila. Com o som desligado, eu peguei o microfone que estava funcionando e comecei a indagar: - Não é esse tratamento que queremos, a PM tem que nos respeitar e tratar de forma igualitária. Não gostando do meu ato o policial cabo Damião mim deu ordem de prisão: PMFiell você estar detido por desacato a autoridade. Semreação violenta pedi para fazer uma ligação e pegar meus documento que estava a 10 metro do bar. Ele o cabo mim puxou o palco e foi mim arrastando até a viatura. No trajetoaté a blazer da PM que fica no pé da escada, eles os 12 policiais iam mim espancando a todo momento e falavam: - Cadê a cartilha de abordagem policial para te proteger? Eles continuam o massacre porrada do lado direito e esquerdo sem intervalo. Para chegar a viatura da Pm tem que passar em frente ao DPO departamento de policia ostensiva, vi 3 policiais saindo do DPO e vindo a nossa direção. Chegando perto de mim os 3 policiais que agora a soma são 15. Mim bateram no rosto e costelas até chegar na viatura e mim jogar dentro da caçapa. Muita gente que estava no pé da escada, quando mim viram ser tratado daquela forma ficaram furiosas e revoltadas: População – Antes de mim jogarem dentro dacaçapa eu pedi que minha esposa Marcia mim acompanhasse a delegacia. O PM falou para ela – Pega um táxi se quiser ir. Eu já estava dentro da caçapa esperando a saída da viatura e resolveram jogar a minha esposa junto na caçapa, até ai quem estava sendoautuado era eu até chegar na delegacia. Os policias dentro da 10º Botafogo resolveram também autuar minha esposa que passou de acompanhante a agressora e foi autuada em desacato a autoridade. Meu cunhado que foi de táxi para a delegacia levar meus documentos também foi autuado dentro da delegacia como desacato a autoridade. Que país é esse onde os pobres não tem direito a nada e se falar leva porrada. O musicoMarcelo Yuka ao saber do ocorrido foi a delegacia acompanhar o caso já que horas antes estava com o Fiell em uma reunião. Na delegacia eu fiquei sabendo de uma coisa que não mim chamou atenção todos os policiais tem uma lei ou direito emfim não sei o que é mais é isso FÉ PUBLICA, isso siguinifica uma fidelidade onde os Pms não mentem, A delegada falou que acredita nos policiais e isso é o que vale pois eles tem fé publica. Já o dia amanhecendo fomos todos embora e eu tinha que ir para meu curso de comunicação na cidade. Depois fui ao IML fazer corpo delito pois estou todo machucado devido as porradasque a UPP proporcionou ao um morador que questiona o que é errado. Agora irei prestar queixa na delegacia por abuso de autoridade violência física e constrangimento. Mais uma vez a UPP entra em cena. Mudou as nossas vidas para pior, ou entra na filosofia UPP ou vai para delegacia. UPP controla o social das favelas que estão policiadas e não tem cartilha como eles falou e nem leis que eles não o violem. "Isso aconteceu comigo sábado 22/05/2010 as 1:55 por contestar a não desligar o som do nosso espaço cultural bar do Zé Baixinho no morro Santa Marta, Rio de Janeiro-RJ" A uns três meses eu junto com os moradores do Santa Marta fizemos uma Cartilha Popular do Santa Marta Abordagem Policial para poder conter as arbitrariedades que não cessava, e desde então a UPP mim persegue.
Leia sobre a Cartilha de abordagem policial.

6 de mai. de 2010

VEJA - REVISTA NOJENTA

Pessoal,
encaminho mais essa para a conta da veja, revista que dispensa comentários, pejorativos, claro.
Só de ler a matéria dá pra sacar que o Viveiros de Castro não disse o que eles afirmam.
As frases que atribuem a ele são preconceituosas e simplórias de tal maneira que só um repórter que quer desesperadamente ser entendido pelo "Homer Simpson" é capaz de formular.
Veja, que manipulação!

boa leitura,
abrs,

Camilla



ai que ódio dessa veja!!!!

pelo menos o viveiros de castro escreveu uma resposta maravilhosa, provando, mais uma vez, ser o maior antropólogo vivo do mundo!

a canalhice da veja: http://veja.abril.com.br/050510/farra-antropologia-oportunista-p-154.shtml

a primeira resposta do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/02/direito-de-resposta-7/

a sem-vergonhice da veja (pelo menos vai de brinde um texto clássico e genial do viveiros, que explica toda a questão indígena no brasil): http://veja.abril.com.br//noticia/brasil/brasil-todo-mundo-indio-quem-nao-555649.shtml

e a segunda resposta brilhante do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/04/direito-de-resposta-a-veja-2/

Touro Bandido no Cow Parade

http://www.youtube.com/watch?v=RE4s-gWjUOM&feature=player_embedded#!