1 de jun de 2010

Um passageiro do planeta

Assisti ao Kazuo Ohno, na década de 90, em uma apresentação dele no SESC Pinheiros ou Rebouças, em São Paulo. Peguei o cara se maquiando como parte da performance, saindo do camarim transparente, passando entre um pequeno público e indo ao palco. Não entendi nada, mas achei legal pra caramba. Ele vestido de mulher, colorido. Mexia-se languidamente. Kazuo Ohno, na minha visão, era tido como um Deus. Quand estudei na Escola Klauss Vianna de dança, tinha esse retrato abaixo, onde se lia: "Estou nesse mundo de passagem". Tenho certeza que Kazuo Ohno deve ter passado muito bem. E, aos 103 anos, deixou a gente aqui, para passar, também. Comemoremos, então, com dança e em homenagem a Kazuo Ohno nossa passagem.

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