25 de jul. de 2010
23 de jul. de 2010
Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo.
Anton Tchekhov
14 de jul. de 2010
1 de jun. de 2010
Um passageiro do planeta
Assisti ao Kazuo Ohno, na década de 90, em uma apresentação dele no SESC Pinheiros ou Rebouças, em São Paulo. Peguei o cara se maquiando como parte da performance, saindo do camarim transparente, passando entre um pequeno público e indo ao palco. Não entendi nada, mas achei legal pra caramba. Ele vestido de mulher, colorido. Mexia-se languidamente. Kazuo Ohno, na minha visão, era tido como um Deus. Quand estudei na Escola Klauss Vianna de dança, tinha esse retrato abaixo, onde se lia: "Estou nesse mundo de passagem". Tenho certeza que Kazuo Ohno deve ter passado muito bem. E, aos 103 anos, deixou a gente aqui, para passar, também. Comemoremos, então, com dança e em homenagem a Kazuo Ohno nossa passagem.
24 de mai. de 2010
“Ficha limpa” é demagógico, autoritário e flerta com o fascismo
21 de maio de 2010 às 13:46
Weissheimer:
“Ficha limpa” é demagógico, autoritário e flerta com o fascismo
Além de violar princípio da presunção da inocência, idéia retoma projeto da ditadura que estabeleceu a cassação dos direitos políticos pela “vida pregressa”. Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Agora mesmo, sindicalistas do RS e de SP sofrem condenações por protestos contra seus governos. Estão com a “ficha suja”?por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior
O inferno está pavimentado de boas intenções. A frase cai como uma luva para contextualizar o debate sobre os políticos “ficha-suja” e o projeto “ficha-limpa” que ganhou grande apoio no país, à direita e à esquerda. Pouca gente vem se arriscando a navegar na direção contrária e a advertir sobre os riscos e ameaças contidos neste projeto que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo.
A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Túlio Vianna resumiu bem o problema em seu blog:
“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.
Na mesma linha, o jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim também chamou a atenção para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado de Direito e que o que o projeto ficha limpa pretende estabelecer é o “princípio de presunção de culpa”. Além disso, Rolim lembra que a idéia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:
“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por “vida pregressa”; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.
E se a idéia de ficha limpa é pra valer, acrescenta o jornalista e ex-deputado federal, por que não aplicá-la também aos eleitores:
“Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito funcional para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, “opções preferenciais” do direito penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalam uma “mídia ficha suja” no Brasil?”
Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível imediatamente, que ronda esse debate é a incessante campanha de demonização dos políticos e da atividade política, impulsionada quase que religiosamente pela mídia brasileira. Rolim cita como exemplo em seu artigo uma charge publicada no jornal Zero Hora sobre o tema: na charge de Iotti, políticos são retratados como animais peçonhentos, roedores, aracnídeos e felinos.
Nos últimos anos, diversas pesquisas realizadas em vários cantos do planeta registraram um crescente descrédito da população em relação à política e aos políticos de um modo geral. Prospera uma visão que coloca a classe política e a atividade política em uma esfera de desconfiança e perda de legitimidade. A tentação de jogar todos os partidos e políticos em uma mesma vala comum de oportunistas e aproveitadores representa um perigo para a sobrevivência da própria idéia de democracia. O que explica esse fenômeno que se reproduz em vários países? A política e os políticos estão, de fato, fadados a mergulhar em um poço sem fundo de desconfiança? Essa desconfiança deve-se unicamente ao comportamento dos políticos ou há outros fatores que explicam seu crescimento?
É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareça dissociado do tema da reforma política. Eternamente proteladas e engavetadas, as propostas de uma mudança na legislação sobre as eleições e o financiamento das campanhas não obtém mesmo o alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde uma operação Mãos Limpas promoveu uma devassa na classe política do país. Qual foi o resultado? Zizek comenta:
“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A Forza Itália de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”. (Às portas da revolução“, Boitempo, p. 332)
A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade dessa idéia. Marcos Rolim desdobra bem essa fragilidade:
Muitos dos corruptos brasileiros possuem “ficha limpa” – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por “crimes” que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?
Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?
* Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior
Tropicalismo X tropicolismo
esse gabeirismo arnaldo jaborista caetaneamente verborrágico devia parar de esconder que o tropicalismo, apesar de ter sido um movimento que assume a imitação pop, tem também um outro lado, que é o tropicolismo. A fala "errada", com forte sotaque do interior, o mato e o sertão não tem nada a ver com essa demo-tunanalha de consumo esverdeado que sempre privatizaram o uso do Estado, e agora falam todo tipo de bobagens sem mencionar que o estado tem se fortalecido e distribuído renda no país.
Falando em Estado, país e identidade, aliás, A poesia pau-brasil, nesse sentido, é bastante caipira, coisa que esses "cosmopolitas do entreguismo" não se permitem assumir. Tropicar é, também, um jeito de ir pra frente. Viva o Tropicolismo: a cachaça de cana é nossa!
http://www.youtube.com/watch?v=Bdf2ZL08fSc&NR=1
Falando em Estado, país e identidade, aliás, A poesia pau-brasil, nesse sentido, é bastante caipira, coisa que esses "cosmopolitas do entreguismo" não se permitem assumir. Tropicar é, também, um jeito de ir pra frente. Viva o Tropicolismo: a cachaça de cana é nossa!
http://www.youtube.com/watch?v=Bdf2ZL08fSc&NR=1
Arnaldo Jabor, ator de cena de comédia bufa
Arnaldo Jabor vociferando no Jornal da Noite, na globo, depois que os países liderados pelos EUA resolveram fazer uma moção para aplicar sanções ao Irá, sapateando sobre o acordo feito entre Irã, Turquia e Brasil, foi um ato digno de comédia bufa. Entre outras coisas, o comentarista disse que foi bem feito para o Lula e aqueles comunistas do pt que o orientam aprenderem que o Brasil não deve se meter nos assuntos dos países do primeiro mundo com outros países atrasados, como é o caso do Irã. Arnaldo Jabor é um tipo de intelectual, no Brasil, que torce pelo seu atraso, pelo seu fracasso, pois vive dos escombros de uma elite vira-latas que não suporta a alegria do povo, pois essa alegria macula a idéia de poder que sempre mantiveram. Ao desmerecerem a própria pátria, buscam criar argumentos para a crítica de um país que não dá certo, que não ama a sí próprio, que tem vergonha de ser o que é, porque não é o padrão anglo-saxão que eles reconhecem como modelos a ser seguido. Essa elite golpista que se usa do recalque para manter o controle da situação - demo-tucanos ecológicos - há muito deveria ter sido defenestrada dos processos políticos que envolvem os rumos que o país deve seguir, e se tornam cada vez mais caricatas, à medida que o próprio curso da história depõe contra esses Savonarolas tupiniquins. Au revoir!
Vai a pérola:
http://www.youtube.com/watch?v=iejsU-yh0VE(ah, se essa merda aparecer sem o comentário nos outros sites de relacionamento, vão achar que eu tou fazendo propaganda ao invés de crítica)
Vai a pérola:
http://www.youtube.com/watch?v=iejsU-yh0VE(ah, se essa merda aparecer sem o comentário nos outros sites de relacionamento, vão achar que eu tou fazendo propaganda ao invés de crítica)
UPP e o constrangimento à cidadania
Leiam: http://www.vivafavela. com.br/node/660
Quem não quiser clicar no link jogo aqui embaixo texto extraído do viva favela:
Rapper e Cineasta Fiell é agredido pela UPP do morro Santa Marta.
UPP “Unidade de Policia pacificadora” Muda a vida do morador do morro Santa Marta.
Na madrugada de sábado 22/05/2010, 12 policiais da UPP - Unidade de Policia pacificadora, do morro Santa Marta emBotafogo –RJ, agrediram o Rappere Cineasta Emerson Cláudio Nascimento dos Santos o Mc Fiell. Fiell: - Os policias passaram aqui no bar as 21:h e avisaram que se o evento passasse das 2:h, eles iriam prender o produtor e os equipamento de som do mesmo. Eu fiquei em alerta, e quando marcava 1:55 eles invadiram a nossa propriedade sem nenhum mandado e saíram desligando todas as tomadas que ligavam o som. Peguei minha filmadora e comecei a filmar toda a cena, pois eu não acreditava no que estávamos vendo. Tenho uma lei do silencio e a levei comigo para nos garantir a continuação do evento com um som ambiente. Na lei diz: -
Art. 2º Para os efeitos desta lei, consideram-se prejudiciais a saúde, a segurança ou ao sossego publico quaisquer ruído que: 1- Atijam no ambiente exterior ao recinto em que tem origem, nível sonoro superior a 85 decibéis, medidos no cursor C do medidor de Intensidade de som. - Tentei dialogar mais como sempre não escutado, pelo contrario um dos policias ficou debochado de mim. PM – Fiell, mim filma eu sou bonito? Quero uma copia depois ta bom? Fiell - Gente é inacreditável no que vimos. E em nenhum momento os policiais pediram para baixar o som, e em todo momento falavam que era ordem da Capitã Priscila. Com o som desligado, eu peguei o microfone que estava funcionando e comecei a indagar: - Não é esse tratamento que queremos, a PM tem que nos respeitar e tratar de forma igualitária. Não gostando do meu ato o policial cabo Damião mim deu ordem de prisão: PM- Fiell você estar detido por desacato a autoridade. Semreação violenta pedi para fazer uma ligação e pegar meus documento que estava a 10 metro do bar. Ele o cabo mim puxou o palco e foi mim arrastando até a viatura. No trajetoaté a blazer da PM que fica no pé da escada, eles os 12 policiais iam mim espancando a todo momento e falavam: - Cadê a cartilha de abordagem policial para te proteger? Eles continuam o massacre porrada do lado direito e esquerdo sem intervalo. Para chegar a viatura da Pm tem que passar em frente ao DPO departamento de policia ostensiva, vi 3 policiais saindo do DPO e vindo a nossa direção. Chegando perto de mim os 3 policiais que agora a soma são 15. Mim bateram no rosto e costelas até chegar na viatura e mim jogar dentro da caçapa. Muita gente que estava no pé da escada, quando mim viram ser tratado daquela forma ficaram furiosas e revoltadas: População – Antes de mim jogarem dentro dacaçapa eu pedi que minha esposa Marcia mim acompanhasse a delegacia. O PM falou para ela – Pega um táxi se quiser ir. Eu já estava dentro da caçapa esperando a saída da viatura e resolveram jogar a minha esposa junto na caçapa, até ai quem estava sendoautuado era eu até chegar na delegacia. Os policias dentro da 10º Botafogo resolveram também autuar minha esposa que passou de acompanhante a agressora e foi autuada em desacato a autoridade. Meu cunhado que foi de táxi para a delegacia levar meus documentos também foi autuado dentro da delegacia como desacato a autoridade. Que país é esse onde os pobres não tem direito a nada e se falar leva porrada. O musicoMarcelo Yuka ao saber do ocorrido foi a delegacia acompanhar o caso já que horas antes estava com o Fiell em uma reunião. Na delegacia eu fiquei sabendo de uma coisa que não mim chamou atenção todos os policiais tem uma lei ou direito emfim não sei o que é mais é isso FÉ PUBLICA, isso siguinifica uma fidelidade onde os Pms não mentem, A delegada falou que acredita nos policiais e isso é o que vale pois eles tem fé publica. Já o dia amanhecendo fomos todos embora e eu tinha que ir para meu curso de comunicação na cidade. Depois fui ao IML fazer corpo delito pois estou todo machucado devido as porradasque a UPP proporcionou ao um morador que questiona o que é errado. Agora irei prestar queixa na delegacia por abuso de autoridade violência física e constrangimento. Mais uma vez a UPP entra em cena. Mudou as nossas vidas para pior, ou entra na filosofia UPP ou vai para delegacia. UPP controla o social das favelas que estão policiadas e não tem cartilha como eles falou e nem leis que eles não o violem. "Isso aconteceu comigo sábado 22/05/2010 as 1:55 por contestar a não desligar o som do nosso espaço cultural bar do Zé Baixinho no morro Santa Marta, Rio de Janeiro-RJ" A uns três meses eu junto com os moradores do Santa Marta fizemos uma Cartilha Popular do Santa Marta Abordagem Policial para poder conter as arbitrariedades que não cessava, e desde então a UPP mim persegue.
Veja também no jornal o Globo.http://oglobo.globo.com/ rio/mat/2010/05/23/rapper- acusa-policiais-de-upp-de- agressao-916667144.asp
Leia sobre a Cartilha de abordagem policial.
6 de mai. de 2010
VEJA - REVISTA NOJENTA
Pessoal,
encaminho mais essa para a conta da veja, revista que dispensa comentários, pejorativos, claro.
Só de ler a matéria dá pra sacar que o Viveiros de Castro não disse o que eles afirmam.
As frases que atribuem a ele são preconceituosas e simplórias de tal maneira que só um repórter que quer desesperadamente ser entendido pelo "Homer Simpson" é capaz de formular.
Veja, que manipulação!
boa leitura,
abrs,
Camilla
ai que ódio dessa veja!!!!
pelo menos o viveiros de castro escreveu uma resposta maravilhosa, provando, mais uma vez, ser o maior antropólogo vivo do mundo!
a canalhice da veja: http://veja.abril.com.br/ 050510/farra-antropologia- oportunista-p-154.shtml
a primeira resposta do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/ luisnassif/2010/05/02/direito- de-resposta-7/
a sem-vergonhice da veja (pelo menos vai de brinde um texto clássico e genial do viveiros, que explica toda a questão indígena no brasil): http://veja.abril.com.br// noticia/brasil/brasil-todo- mundo-indio-quem-nao-555649. shtml
e a segunda resposta brilhante do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/ luisnassif/2010/05/04/direito- de-resposta-a-veja-2/
encaminho mais essa para a conta da veja, revista que dispensa comentários, pejorativos, claro.
Só de ler a matéria dá pra sacar que o Viveiros de Castro não disse o que eles afirmam.
As frases que atribuem a ele são preconceituosas e simplórias de tal maneira que só um repórter que quer desesperadamente ser entendido pelo "Homer Simpson" é capaz de formular.
Veja, que manipulação!
boa leitura,
abrs,
Camilla
ai que ódio dessa veja!!!!
pelo menos o viveiros de castro escreveu uma resposta maravilhosa, provando, mais uma vez, ser o maior antropólogo vivo do mundo!
a canalhice da veja: http://veja.abril.com.br/
a primeira resposta do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/
a sem-vergonhice da veja (pelo menos vai de brinde um texto clássico e genial do viveiros, que explica toda a questão indígena no brasil): http://veja.abril.com.br//
e a segunda resposta brilhante do viveiros de castro: http://colunistas.ig.com.br/
30 de mar. de 2010
13 de mar. de 2010
12 de mar. de 2010
O pré-sal é do Brasil
O pré-sal é do Brasil. E não era esperado por ninguém até dois ou três anos atrás. E deveria servir para trazer mais união aos brasileiros. Mas virou motivo de disputas ferozes. Disputas territoriais, apenas, não de projetos políticos. Vejo as notícias que dizem que o Rio de Janeiro perdeu entre 50 e 70 bilhões de dólares e que o Estado vai à bancarrota por conta disso. Como ele pode ter perdido se ele nunca teve o dinheiro de algo que nem foi negociado ainda? Por que a bacia de Campos não rendeu o suficiente para todo o Estado sair da miséria, financiar habitações, garantir alimento ao povo fluminense, mas colocou dois governadores no poder, Rosinha e Garotinho? Dois, não, três, pois esses ex-governadores apoiaram a eleição do atual governador. Mas cadê que isso se transformou em distribuição de renda? E nem em educação, cujos salários são ridículos. Menos, ainda, em transporte, uma vez que o metrô e as barcas foram privatizadas. Aliás, Cabral, que agora chora, sorriu na privatização do Banerj e quer sorrir também na privatização do Maracanã e do Galeão, talvez acreditando em um modelo onde a concentração de renda nas mãos de menos pessoas seja mais vantajosa para a população. Talvez acredite, de fato, que a corrupção na política seja crônica e impossível de controlar. Tem experiência para saber disso.
O que me parece injusto não é que todos estados partilhem da riqueza, mas que não tenham feito, até agora, um planejamento sobre onde aplicar esse dinheiro, como ele será distribuído. Gastança para a Copa e as Olimpíadas? Sejamos sinceros, isso não modifica nada as estruturas de poder, isso não cria, em si, partilhas, ao contrário, normalmente gera a gentrificação e o abuso de poder. A Petrobrás, por acaso é de um estado, somente? E assim deve ser com a mineração e tudo o mais que vier do extrativismo nesse país. Tenho o maior amor pelo Rio de Janeriro, mas acho que se o debate cai para o bairrismo, então, perdemos todos. E o que era para agregar acaba expondo nossa própria capacidade de compartilhar.
5 de mar. de 2010
quando a emenda sair pior que o...
04/03/2010 - 14h50
Estátua "Vênus de Milo" de neve é coberta por ordem da polícia nos EUA
fonte uol.com.br
3 de mar. de 2010
plim plim
Pedro Bial, na sentença do paredão de ontem (2/10/2010) no BBB10, depois de ler um texto mal escrito, tentando se passar por profundo, sentenciou a frase do poeta Maiacóviski - um suicida da rússia, na breve e "elucidativa" apresentação do poeta - que "é melhor morrer de vodca do que de tédio". A partir daí mostrou os "bróders" entediados e, na sequência, tchan tchan tchan, entra em cena a vodca ice, patrocinadoradora do BBB. Com frases do tipo "solte-se com vodca ice", "libere seus instintos animais com ice vodca", "seja mais você e ice vodca" os participantes do BBB iam se embriagando, se divertindo e tornando-se algo "interesante" para serem vistos na tv, ou pelo menos mais interessante do que ficarem parados, bocejando. Vodca ice e Maiacóviski... tudo a ver.
Hoje, no intervalo da novela, um repórter de rua, da globo, entrevistava as pessoas perguntando a elas o que achavam da bebedeira com vodca. Para cada resposta, imagens da bebedeira de ontem: quanto mais putaria mais notícia. Plim plim. E como depois das notícias vem o merchandising, o primeiro produto a ser mostrado foi um inocente guaraná zero, um macarrão e um plano bancário "para você e sua família". Corta para as propagandas "normais" do horário que vendem tudo "para você sua família".
Desligo a tv cantando cazuza - "te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro..." - e volto para minha dissertação, pensando que 'liberdade de expressão' do jeito que querem os grandes monopólios da mídia - globo, estadão, folha de são paulo, abril - realmente é incompatível com o plano nacional dos direitos humanos, com a justiça e a distribuição de renda.
Hoje, no intervalo da novela, um repórter de rua, da globo, entrevistava as pessoas perguntando a elas o que achavam da bebedeira com vodca. Para cada resposta, imagens da bebedeira de ontem: quanto mais putaria mais notícia. Plim plim. E como depois das notícias vem o merchandising, o primeiro produto a ser mostrado foi um inocente guaraná zero, um macarrão e um plano bancário "para você e sua família". Corta para as propagandas "normais" do horário que vendem tudo "para você sua família".
Desligo a tv cantando cazuza - "te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro..." - e volto para minha dissertação, pensando que 'liberdade de expressão' do jeito que querem os grandes monopólios da mídia - globo, estadão, folha de são paulo, abril - realmente é incompatível com o plano nacional dos direitos humanos, com a justiça e a distribuição de renda.
2 de mar. de 2010
liberdade de expressão
Recebi um email indignado, dizendo que o governo Lula - Lula grafado com dois ll, para compará-lo ao Collor - dizendo que o governo vem perseguindo, sistematicamente, os jornalistas Boris Casoy, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e Jô Soares, através de pressões na imprensa para tolherem a opinião 'livre' desses senhores. Pois bem, como o assunto toca na questão da liberdade de expressão, rapidamente devolvi o email recebido, com a seguinte resposta:
Bem, para mim esse seu email tem um erro de princípio, pois sempre vi essas pessoas como agressores e agora são colocados como vítimas do atual governo. Uma coisa é a liberdade de expressão, outra, a defesa de uma ideologia que tem no negócio privado e nas grandes empresas e conglomerados o seu modelo de 'democracia'. A defesa incondicional do lucro leva à exploração e consequente exclusão. Ao formar uma gigantesca massa de miseráveis, não há como manter intactas as estruturas de poder. Como a realidade já não é mais a mesma de 10 anos atrás, onde o neoliberalismo imperava, seus lacaios agora se sentem ameaçados, justificando dessa forma o ataque sujo contra qualquer outra visão de mundo que não a deles e da manutenção de suas benesses.
Basta ver a campanha difamatória contra todos os governos e movimentos populares na América Latina e no resto do mundo, acusados de 'terroristas', mas sem nunca dar direito de respostas àqueles os quais esses mesmos jabores, casoys e mainardis detratam e mais, destratam, com falta de respeito absoluto e parcialidades que chega ao escancaramento. O flagra recente em Casoy que, do alto de sua soberba, humilhou os garis, não é uma exceção, é uma regra. É assim que essa gente pensa. Mas, para aqueles que veem nele um portador da 'verdade' que está sendo 'oprimido' pelo governo Lula (aliás, sua demissão do
Band não passa pelo governo Federal), o consolo é que o governador de São Paulo, o neoliberal José Serra, candidato às próximas eleições presidenciais, está contratando o âncora para a TV Cultura de São Paulo. Não é por falta de emprego que ele vai deixar de expôr suas opiniões reacionárias para um público entorpecido. Isso sim é que é saber usar o Estado! Ou seja, transformá-lo em um veicúlo de uso a serviço da privatização. Pô, sejamos francos, o Jô é chato pra caramba, não perca seu precioso tempo com ele. Tá na hora desses caras largarem o ossinho e, de fato, que possa haver, pelo menos, renovação de quadros no espaço que eles ocupam.
É bom não acreditar em tudo o que a grande mídia e seus lacaios veiculam. Pelo menos não até que se coloquem uma outra visão que não a dos que acusam. É como uma piada sobre as coisas que aconteciam na época da ditadura, que o torturado foi morto porque seu queixo machucou a mão do torturador quando este lhe socou. A única diferença é que esses caras se travestem de democratas.
Empresários, empreendedores individuais, estudantes, professores e ativistas da área da comunicação criaram sábado (27), em São Paulo, a Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Conforme ficou definido no encontro realizado durante todo o dia de sábado, a entidade terá como objetivo central defender os interesses políticos e econômicos das empresas e empreendedores de comunicação comprometidos com os princípios da democratização do acesso à comunicação, da pluralidade e da liberdade de expressão. Não a liberdade apenas para uns poucos grandes grupos midiáticos, como ocorre hoje, mas sim para a maioria da população que não tem respeitado hoje o direito à uma informação de qualidade.
Ao mesmo tempo em que:
Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma : Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.
Vai lá:
http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16411
Bem, para mim esse seu email tem um erro de princípio, pois sempre vi essas pessoas como agressores e agora são colocados como vítimas do atual governo. Uma coisa é a liberdade de expressão, outra, a defesa de uma ideologia que tem no negócio privado e nas grandes empresas e conglomerados o seu modelo de 'democracia'. A defesa incondicional do lucro leva à exploração e consequente exclusão. Ao formar uma gigantesca massa de miseráveis, não há como manter intactas as estruturas de poder. Como a realidade já não é mais a mesma de 10 anos atrás, onde o neoliberalismo imperava, seus lacaios agora se sentem ameaçados, justificando dessa forma o ataque sujo contra qualquer outra visão de mundo que não a deles e da manutenção de suas benesses.
Basta ver a campanha difamatória contra todos os governos e movimentos populares na América Latina e no resto do mundo, acusados de 'terroristas', mas sem nunca dar direito de respostas àqueles os quais esses mesmos jabores, casoys e mainardis detratam e mais, destratam, com falta de respeito absoluto e parcialidades que chega ao escancaramento. O flagra recente em Casoy que, do alto de sua soberba, humilhou os garis, não é uma exceção, é uma regra. É assim que essa gente pensa. Mas, para aqueles que veem nele um portador da 'verdade' que está sendo 'oprimido' pelo governo Lula (aliás, sua demissão do
Band não passa pelo governo Federal), o consolo é que o governador de São Paulo, o neoliberal José Serra, candidato às próximas eleições presidenciais, está contratando o âncora para a TV Cultura de São Paulo. Não é por falta de emprego que ele vai deixar de expôr suas opiniões reacionárias para um público entorpecido. Isso sim é que é saber usar o Estado! Ou seja, transformá-lo em um veicúlo de uso a serviço da privatização. Pô, sejamos francos, o Jô é chato pra caramba, não perca seu precioso tempo com ele. Tá na hora desses caras largarem o ossinho e, de fato, que possa haver, pelo menos, renovação de quadros no espaço que eles ocupam.
É bom não acreditar em tudo o que a grande mídia e seus lacaios veiculam. Pelo menos não até que se coloquem uma outra visão que não a dos que acusam. É como uma piada sobre as coisas que aconteciam na época da ditadura, que o torturado foi morto porque seu queixo machucou a mão do torturador quando este lhe socou. A única diferença é que esses caras se travestem de democratas.
Ao mesm tempo que escrevo esse texto, recebo noticias da fundação da ALTERCOM, com o seguinte propósio:
Empresários, empreendedores individuais, estudantes, professores e ativistas da área da comunicação criaram sábado (27), em São Paulo, a Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Conforme ficou definido no encontro realizado durante todo o dia de sábado, a entidade terá como objetivo central defender os interesses políticos e econômicos das empresas e empreendedores de comunicação comprometidos com os princípios da democratização do acesso à comunicação, da pluralidade e da liberdade de expressão. Não a liberdade apenas para uns poucos grandes grupos midiáticos, como ocorre hoje, mas sim para a maioria da população que não tem respeitado hoje o direito à uma informação de qualidade.
Ao mesmo tempo em que:
Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma : Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.
01/03/2010
Vai lá:
http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16411
1 de mar. de 2010
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