30 de set de 2009

Vito Acconci: um a menos para amar 4

Minha amiga Regina reenviou meu texto sobre o Acconci para outras pessoas e o resultado é esse aí embaixo. Acho que a discussão que o artigo gerou é válida para repensarmos até o próprio texto, quer pode ser lido neste blog:



Querido Rubens

Ontem quando eu tinha tempo para esperar para secar uma pintura que fiz num pedestal eu fiz uma coisa que estava pensando em fazer faz tempo. Mandei para um rol grande de pessoas o seu texto sobre o Acconci.

Vou redirecionar todos os e-mail de volta para voce pois vai me dar muito trabalho eu copiar tudo e te mandar individualmente e-mail por email. Acho que voce vai gostas das respostas. Talvez algumas nao.

Beijo grande

Da sua admiradora.

Regina


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Querida Regina,

o Acconci deve estar meio lélé ou tântrico - no sentido de transar sem gozar - como ele gozava e fazia gozar antes... agora é outro, E se a gente acha ele bem menos interessante do que ele foi, pior pra gente. Ele não assinou contrato de "satisfação" da audiência nem "coerêncîa consigo próprio" por tempo ilimitado. Triste? Claro que sim. Como ficamos todos ("Last Blues: Não espalho, mas ando triste pra caralho." Mario Bortolotto)

uma quadra de Cecília Meireles sintetiza o que esse texto constata:

"Na canção que vai ficando
já não vai ficando nada:
é menos do que o perfume
de uma rosa desfolhada."

Pelo menos ele está se desfolhando por si. Sem esperar ou deixar pra gente fazê-lo. Ele se criou. Ele se descriou.

Rimbaud também fez isso - foi de jovem um dos poetas mais "iluminados". Aos 30, abandonou todo tipo de escritura e poesia, tornou-se comerciante no norte da África, onde morreu pouco depois.

Será que a inspiração cansa ou finda e as pessoas precisam achar outro pretexto para a existência? ("Devia-se deixar dormir o que quer dormir" - Clarice Lispector)
Será que "ser amado" ou "ser admirado" do mesmo jeito acaba cansando e tirando a liberdade da gente? ("Quando eu digo te amo, estou me amando em você" - C .Lispector)
Ou, no caso do Acconci, será que20chocar hoje em dia, para ele, subrepticiamente, seria aderir plenamente aos ditames do mercado? ("Refugiei-me na doideira porque a razão não me bastava" - C. Lispector)

Talvez nada disso, talvez de cada coisa um pouco. Mas para finalizar com Lispector, também:

"O autor que tenha medo da popularidade, senão será derrotado pelo triunfo."


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Oi Regina.

Acabei de ler o texto - álias, onde vc o achou? - e ele acaba confirmando uma situação da arte atual que é no minimo triste - claro que poderia achar outros adjetivos mais estrondosos para ela, mas digamos que no momento vou me conter.

Acredito que a pergunta que fica no final do texto é: Como um sujeito tão radical, tão provocador, aparentemente consciente de sua responsabilidade politica e respectivas consequencias, faz um looping em sua carreira e valores morais para se tornar um designer de moveis e ambiente qu epouco se importa com o caos social que há?

É chocante essa modificação. Acconci simplesmente conseguiu levar para o descrédito toda sua produção nos anos 70.

Não sei Regina... talvez por eu ser alguém bastante teimosa, ainda acredito que as pessoas precisam ter coerência com suas decisões e no mínimo saber justificar bem uma mudança tão brusca de posições ideológicas.

Bem, vou voltar pra labuta.

Bjs

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regina, parece que seu amigo, apaixonado, teve uma desilusão amorosa. O texto parace carta desabafo . Há conceitos de procedimentos artísticos contemporâneos pouco aprofundados, como também insinuações sobre o
caráter do neoexpressionismo dos anos 80. Li o texto como depoimento desabafo.mas fiquei curiosode assistir a apresentação. Parece que nosso velho conhecido Oiticica, usava do mesmo prcedimento dessacalizador que acconci está usando. Olha só!!!! os últimos projeyos de HO não eram espaços lúdicos que dialogavam com o urbano???
será que existe aproximação possível da fse desses dois grandes artistas do sec. passado?????
Assim rápidamente foi o que me bateu.
Eo catálogo da sua EXPO???? Não desisti de trazer vcs para a BA.
bjs


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Ola Regina,

recebi seus ultimos emails, gostei muito o da poesia da borboleta.
Estou em stockholm faz um mes. engracado receber esse email sobre o Vito Acconci
porque tenho escutado bastante sobre ele, o chefe do meu departamento 'e um professor
americano chamado Ronald Jones. Ele teve aula com o Vito Acconci tempos atras.

Sobre o texto. Eu tambem sou um pouco confuso em relacao a Design e Arte e quando
misturam, mercado etc. O que eu tenho entendido 'e que quando comecei a levar arte
mais a serio, comecei tambem a ser mais severo com minha opinioes e nada que eu fizesse
em design serveria para alguma coisa alem de vender e ganhar dinheiro. E tudo que eu comecei a
fazer como artista nao era suficiente para ser considerado arte.

Um dificuldade em acreditar nas coisas, que ate pouco tempo achava que era uma falta de fe.
Mas depois lendo um livro outro dia, cheguei a conclusao que na verdade agente acredita demais
e por isso temos dificuldad, por exemplo de dizer eu te amo para sua namorada , porque na
verdade acreditamos demais nas palavras eu te amo. Sentimos o peso.

O rubens fala como arte tem que ter tesao e tensao, mas acho isso um pouco estreito. Preferia
ver mais arte sincera e menos confusa.

Tenho entendido tambem que esses objetos que agente compra
acabam fazendo parte de nossas vidas, e por isso nao consigo mais julgar o objeto por si so.


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Olá Regina, tudo bem?


Sobre o texto do teu amigo, eu gostei bastante do que ele escreveu, mas, confesso, conheço tão pouco do trabalho do Vito. Não sabia de nada do que ele fez depois dos 60/70, nem recentemente...nem tão pouco, esses trabalhos com arquitetura!... Nos anos 70, eu ouví falar (inevitável) muito dele, era super incensado pela crítica, etc, mas, como vc sabe, nós tínhamos poucas informações (em detalhes) dele, e de tantas outras coisas, aquí. Naquela época, eu nem dava muita bola pro q acontecia lá fora, estava bem mais preocupado, em fazer muito, muito, por aquí, apesar de todas as dificuldades (inclusive, políticas)...Como dizia o Cazuza: "o tempo não pára" (ou, seria os Rollin'Stones: "o tempo não espera por ninguém"?)...Eu precisava fazer o máximo do que poderia nos 70...quem sabe, inconscientemente, já estava prevendo o grande vazio neoliberal dos 80/90, que o seu amigo citou tão bem em seu texto?!
Eu não tenho a menor condição de criticar os trabalhos, ou, a postura recente do Acconci, por não estar sabendo de nada dele recentemente, nem de suas razões para a forma como está tocando sua produção atual (quem sabe...talvez, tenha decidido ganhar um montão de dinheirinho também!).
Acredito que um dos "problemas"(?) que o seu amigo encontrou, foi que talvez ele tivesse criado uma expectativa muito grande (fantasias? baseado nas informações sobre a postura dos 70, de vanguarda, e experimentações do Vito?) em torno do que "veria" naquela palestra?...Não sei dizer, mas, entendo a sua (dele) decepção.
Uma curiosidade: quando ví pela primeira vez, um trabalho do Duchamp, lá no Moma (um daqueles quadros/vidros), eu tive uma "decepção" (logo assimilada) semelhante a do seu amigo, em relação ao Vito. Para mim, aquele trabalho "ao vivo", pareceu-me bem mais "pobre&velho", que a informação fotográfica, que eu já tinha sobre o mesmo trabalho...


Bom, é isso


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Regina, caríssima,

Eu achei o texto muito bom. O texto, a partir da expectativa do futuro e da
memória histórica da relação espiritual com o artista, ganha validade por
não se pretender verdade universal. Fiquei com a sensação de que deveria ser
esmiuçado o que na obra histórica do artista é realmente tão fundamental. Em
vários momentos pareceu-me a exaltação do admirador de uma maneira
excessivamente genérica. De qualquer jeito, nestas ocasiões se não sabemos
mais do artista, sabemos mais de quem escreveu. É a vantagem de um texto
subjetivo e estilo página de diário. Deve ser dito, também, que o texto tem
qualidade literária, sensibilidade na construção da frase. E tem uma
rigorosa lógica de desenvolvimento. É possível por ele ver um olhar que
acompanha o artista em seu percurso. O fato de eu concordar ou não com
certas opiniões não é relevante nesta análise sucinta. Eu não gostei das
partes em que fala do "capitalismo' e coisas do gênero, por me parecer um
discurso padronizado e fácil. Isto eu acho relevante. Aqui é necessário
dizer do que se esta falando e opor à prática do que se considera desumano
outra opção de cunho humanístico. Na verdade, sempre, neste caso, é
importante dizer o que se considera valores humanos. Hoje é comum o discurso
contra o ocidente, contra o capitalismo, contra as grandes cidades, e, é
claro, há muito a se dizer sobre isto. Mas devemos saber onde está situado o
autor do discurso, pois seguidamente ele tem origem em ditadores horríveis,
teocratas fundamentalistas, e etc.. Ou de pessoas que almejam um retorno aos
sonhos da década de 60. Eu tenho pensado muito nestas questões. Aliás, acho
que todo mundo tem pensado nestes assuntos, não é ? Andei escrevendo alguns
ensaios sobre o tema, sempre incluindo a questão da criação artística,
central na minha vida.
Bom, Regina, acho que você não esperava mais do que isto. O teu e.mail me
pegou num momento corrido e só pude ler o texto uma vez, ontem à noite, e
deve estar me escapando várias coisas.

Um forte abraço,


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Regina

Eu acho que seu amigo tem razao. Parece que houve uma acomodacao. As pessoas aqui nao viram nenhum fluir no processo dele.

De uma certa maneira, eu senti algo parecido no trabalho atual do Gary Hill. Eu o considerava um dos melhores videoartistas, com a diferenca que houve uma mudanca: ele mudou do que fazia para um trabalho voltado para si mesmo e para a palavra, mas uma palavra discurso interminavel, ficou na palavra.


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Regina, bom dia.

Já havia lido esta crítica no Canal Contemporâneo e discutido com outros colegas o fato de artistas consagrados como o Vito Acconci, chegarem a um estágio de suas carreiras onde se afastam do que os consagrou como artistas-ativistas políticos. O fato do Acconci fazer uma "arte" que está mais para questões estéticas e de certa maneira, respondendo ao mercado de arte, não tira o valor de sua contribuição no passado. O que ele fez nos anos 60 e 70, continua valendo e é muito importante para nós na atualidade.

Na verdade, o Rubens ficou desapontado e escreveu o artigo com bastante sinceridade, ainda com a cabeça "quente" depois daquela palestra. Entendo perfeitamente ele.


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Justamente por que o Rubens cita o Crimp e, por isso, me veio a pergunta: por que no Brasil quase nunca se cita o Crimp? Exatamente, por que ele dá nome aos bois... A Krauss pouco escreve sobre a vida institucional, fica mais na história da arte e, por isso, há menos questionamento das idiossincrasias do sistema da arte... Você vê o Crimp participando em debate em galeria comercial? etc...

Um abraço


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Regina,

me lembro de uma frase lida em um artigo de um jornalista, que se queixava de torcicolo, por tanto olhar para as pessoas que tinham virado da esquerda para a direita.

o texto de seu amigo vai na mesma direção.

gosto do percurso dos artistas que começam imitando seus mestres e vão pouco a pouco se libertando deles até inventarem um estilo próprio, único, conquistando uma assinatura própria. no rumo inverso estão os que se apresentam como revolucionários na juventude e se tornam com o tempo seres da situação, reproduzindo os valores da sociedade capitalista. triste percurso. parece ter sido este o caminho de Vito Acconci.

abs,


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Durante todo o tempo - até hoje - sempre tive um compromisso (para além de outros): nunca falar mal de alguém. Posso defender posições, o que é outra coisa. Quando não gosto de um trabalho, guardo silêncio. Manifesto-me apenas quando há crime. E crime é a mentira.
Parece ser essa a posição do Rubens em relação ao Vito.
Mas, como eu poderia julgar?

...

Quando colocamos no papel, projetamos o tempo.
Isso vale tanto para os nossos contemporâneos, como para Cícero.
Assim, minha querida Regina - talvez o estremecimento da tua alma tenha tocado este teu irmão. Ora, não é esse o significado mais profundo do Yom Kippur? Revelar a alma.
Ficam estes pensamentos entre nós.
Muitos beijos,


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acho o texto otimo...adoro ver pessoas que pensam por si mesmas...eu tambem gostava muito dele, e tenho minhas questoes...nada de julgamentos, apenas talvez valores e prioridades diferentes...


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Olá Regina!
...

Li o texto que gostei - na verdade nunca gostou do trabalho de Acconci que
acho dilettante nas áreas de arquitetura, uso de espaço público, da sua
fama, etc - talvez as performances iniciais tenham sidos importantes na
época quando foram feitos mas reelmente, tentava de gostar do trabalho de
Acconci, me forçava a olhar, ir ver exposições, ler livros, e nunca consegui
ver interesse naquilo que eu acho, como o seu amigo disse no artigo dele, um
puro produto do próprio sistema que ele tente "criticar" pois ele ´surfa´a
sua fama e consegue produzir peças sem interesse fora a aplicação de forma
ilustrativo princípios filosóficos tirados do grupo ´Tel quel` na França com
acrésimos de Wittgenstein de vez em outro. Sei là, mas para mim é
necessário ir além da simples ilustração de conceitos pois parte da arte e o
fazer com arte e não cair no bi-dimensional ou simples exercício de
silogismo.

Ponto interessante é que o seu amigo disse que a arte tem que ser víril e
posso imaginar quais poderiam ser os críticos desse fala mas acredito que
não é víril a palavra mas talvez aproximando o que ele mencionou no início -
aquilo que nós escapa, que em espanhol se diz "el duende" - quando os deuses
por um momento mágico entram em cena e o acaso se abre um mundo para nós.
Mas alí estou entrando numa área da filosófia de arte...

Em fim, talvez faz parte do domínio cultural dos EUA pós-guerra e que aos
poucos veremos como outras formas de arte também são interessantes (por
exemplos os artist´s books e instalações que vc faz - gostei muito daquela
de Ipanema e fico com pena de não ter visto a expo de Londres) e poéticas.
Li uma vez o que disse um amigo meu artista, que no Brasil não há esse
separação entre fundo e figura pois o fundo se misture e fusion-se com a
figura - para mim abri um caminho na cabeça.

Vito Acconci...toda uma geração de homens que tinham o poder e faziam ações
víris nos EUA - sempre preferi a Arte Povera pelo lado lúdico, mas isso é
uma escolha pessoal. Eu nem fui à palestra do Acconci(ele mora perto do
apto que alugo em Brooklyn) parece que é um cara simpático e meio triste.
Ele agora está num nível aonde consegue realizar obras arquitectonicas que
necessitam muito dinheiro e responsabilidade tanto artístico quanto social e
ele as faz sem tomar conta dessa responsabilidade. Para mim, o jardin des
Tuileries é uma obra de arte, um espaço para o público pensar que tem alta
nível artístico feito não por uma artista plástica mas por um jardineiro que
tornou-se famoso pelas cercas vivas que ele faz.

Disculpe pelo longo email, mas achei muito interessante o artigo!
Beijos,


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Regina eu *adorei* o texto do seu amigo. Muito mas muito obrigada mesmo!

Acontece que eu assisti a mesma apresentacao quando o Acconci esteve no Dept de Fine arts na UT ha uns anos atras. Nessa altura ele de facto penso que tambem erminou mostrando algum desse trabalho 'cafona':) mas ainda era reduzido nessa altura.

Mas que pena ele ter enveredado pelo caminho facil. Faz-me pensar do choque que tive quando vi um CD do Bob Dylan sendo distribuido gratuitamente na compra de 3 calcinhas da Victoria Secret....

Parece que e' algo inescapable' nesse Pais - o 'vender-se a quem da mais'...

Mas... Nao e' qualquer pessoa que - especialmente na area da Arte ...' has the balls" para dizer o que pensa... como seu amigo fez.

Ele vai publicar esse artigo? Ja publicou?

Gostaria de saber se esse texto ou o seu conteudo poderao chegar aos ouvidos do Acconci- isso seria optimo... Essas pessoas que um dia nos marcaram Accoci, Dylan precisam saber que podem estar a agradar a uns - mas que estao desagradando profundamente a outros tantos...


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sobre o texto é o relato de uma apresentação riquíssima mas é muito negativo. não traduzindo ou exprimindo o que tinha ali de maravilhoso. mais lastimando, reclamando, comparando com rolling stones,etc numa comparação sem sentido.

se algum dia eu tiver 300 pessoas me ouvindo numa palestra (já tive) vou ficar sempre felicíssimo.

a única importância do texto é quando ele diz que

"Arte tem de ter virilidade. Não é uma questão de gênero, continua sendo uma questão de tesão, de saber criar tensão, de colocar amor e generosidade naquilo que se faz."

só aí é que é usada a palavra generosidade e em nenhum lugar a palavra gratidão, que acho que todos os discípulos devem ter pelos seus mestre, como sempre tenho por você.

beijo carinhoso sempre


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Oi, Regina
Para começar, seu amigo escreve muito bem. Como vc sabe, de arte não entendo nada, mas pude acompanhar a trajetória do artista em questão (que não conheço) e entender a angústia criativa dele, sempre faltando alguma coisa para criar uma obra, digamos, total. Mas o cara brochou, segundo seu amigo nos informa. Pois é. Ele quer o tesão da juventude, o ímpeto criativo, a contestação, a provocação... no outro. Sabe-se lá o que houve, mas o artista aceitou o caminho do óbvio, da arte prática, da arte que não é Arte, mas que ainda assim - sejamos generosos - tem lá o seu valor. A questão é para quem, para o quê. Se negarmos o mundozinho de merda em que vivemos (e isso é a realidade), a obra do cara virou uma grande porcaria. Se aceitarmos que até os heróis dormem, talvez possamos ser mais tolerantes. Quem nunca disse "cansei!" ?
Sei que, para alguém que efetivamente vive a Arte, isso chega a ser quase (?) uma forma de prostituição, mas mesmo assim entendo o tal artista, como entendo seu crítico, que foi vê-lo na expectativa de uma coisa e defrontou-se com outra.
Mudou o artista, mudou seu trabalho, e ele, como sempre, será passível de críticas enfurecidas. A ironia da coisa é que, hoje, quem elogia é quem já censurou. E vice-versa. Do ponto de vista da lógica, essa também é uma forma de provocar...
De qualquer forma, o artigo é brilhante, pois nos faz pensar nas coisas exatamente como elas são.
Beijos,

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Eu vi há algum tempo atras em Barcelona uma grande exposicao no Macba de Acconci e gostei muito do que ele vem fazendo com arquitetos nao vejo todas essas críticas muito fundadas. O qeu ele está fazendo é outra voisa mas bastante criativa a meu ver, com um uso muito inteligente das tecnologias, melhor do qeu ficar se repetindo ou fazendo as mesmas coisas de antes... a vida muda e continua e o mundo nao é o mesmo dos anos 70....

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